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Um pouco da minha maluquice, com um pouco disso aĆ­ mesmo.
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018


Sinopse Oficial:
O ano é 401 a.C.. Ciro, o Jovem, contrata um exército de mercenÔrios gregos para punir um sÔtrapa rebelde, mas secretamente deseja derrubar do trono do Império Persa seu irmão Ataxerxes. Entre os soldados gregos um jovem espartano tenta provar seu valor em meio a combates sangrentos, em seu interior outra luta se desenrola entre o amor de duas mulheres. Amor, honra, lealdade, coragem, podem tais valores sobreviverem à uma guerra? Ficção e fatos históricos se mesclam para criar uma obra única.

Encerrando com a última leitura concluída do ano e a última resenha também.
Depois da surpresa da última leitura resolvi dar uma chance a outra obra nacional, que me foi recomendada e falo um pouco dele mais abaixo. Conclui sua leitura em três dias e me pegava esperando ter oportunidade para ler mais um pouco. De fato a história me cativou.
O livro conta a história de Perseu, um Espartano que entra no exército para uma missão mercenÔria a serviço de Ciro.
A obra trabalha bem a formação dos soldados, mostrando de forma muito interessante como eram os campos de concentração Espartanos e como os homens eram entregues ainda crianças em poder do Estado e onde sua única função era se tornar um soldado. Todo o sofrimento e crueldade que as crianças passam para se tornarem soldados corajosos no futuro são muito bem mostrados.
As cenas de batalha sĆ£o interessantes. Ɖ óbvio que por ser um amante de Cornwell, Ć© quase impossĆ­vel nĆ£o comparar. Sendo sincero a qualidade nĆ£o se compara, mas sĆ£o interessantes. Contam tambĆ©m com um problema que falo mais abaixo.
Os personagens tambĆ©m sĆ£o bem desenvolvidos e cativantes. Ɖ fĆ”cil se pegar torcendo por Perseu ou seus irmĆ£os de guerra.
As notas de rodapé são excelentes e muito explicativas, elas complementam a leitura para aqueles que tem poucos conhecimentos dos deuses e da religião da antiga Grécia.
O livro acompanha Perseu da infância até a luta na Pérsia contra Ataxerxes, o rei Persa. Não, não é spoiler pois se trata de uma obra que acompanha a história rs.

Porém, nem tudo são flores e deixo aqui os pontos negativos que achei.
Infelizmente o maior defeito do livro Ć© que ele Ć© excessivamente repetitivo em diversos pontos. Seja nas descriƧƵes, diĆ”logos, adjetivos ou atĆ© nas cenas. por exemplo: AtĆ© certo ponto o livro segue muito bem, porĆ©m ao iniciar a marcha para a guerra segue sempre a mesma coisa. Anda-se um pouquinho e luta, anda mais um pouquinho e luta. Alguns capĆ­tulos nĆ£o tĆŖm absolutamente nada de relevante, Ć© apenas um ‘anda um pouquinho e luta’. Isso deixa o livro longo e cansativo de forma desnecessĆ”ria, principalmente porque depois de tantas as lutas acabam parecendo sempre ser a mesma coisa.
Achei que faltou uma história melhor definida também, o final é muito simples e corrido, não passa aquela sensação de obra encerrando, sabe? Sei que tem mais livros depois, mas ainda assim podia ter sido feito de uma forma melhor trabalhada.
A linguagem por vezes parece estar em desacordo com a época. Não sou nenhum especialista, mas algumas vezes me senti desconectado do mundo devido a forma de alguns personagens falarem.
Um outro ponto, que não chega bem a ser um defeito, mas é desnecessÔrio, é a quantidade de cenas de sexo. Voltando ao primeiro ponto, elas são bem repetitivas, principalmente as descrições de Perseu sobre Artemísia. Não vejo problemas com cenas de sexo, mas o livro é cheio delas e elas não acrescentam nada na história e nem são cenas bem escritas. São simplórias e, pasmem, repetitivas. VÔrias poderiam ter sido cortadas e algumas melhor trabalhadas.


Resumindo, acho que falta um trabalho editorial. Isso Ć© comum em obras independentes. As vezes um olhar fresco e desapegado emocionalmente da história pode fazer maravilhas por ela. Certeza que um editor mudaria algumas coisas e cortaria outras para dar mais dinamismo no livro. A repetição incomoda, e muito, depois de certo tempo.  Estou agora na metade do livro II e os pontos negativos aqui extrapolam deixando uma leitura repetitiva e extremamente cansativa, sem acontecimentos. Apesar de estar na metade, a história continua na fórmula ‘anda e luta um pouquinho’. A vontade de abandonar a leitura Ć© bem grande. Talvez parta para outra trilogia, que conta a história de ArtemĆ­sia para ver se esses pontos sĆ£o reduzidos.
Ɖ uma obra excelente. Um ótimo trabalho histórico que mescla bem pitadas de um romance com um pano de fundo histórico. Acho que os fĆ£s de Esparta vĆ£o adorar ver como era a vida naquele tempo.
Aproveite o primeiro volume pois aparentemente o segundo não começa bem.

A RETIRADA DOS DEZ MIL: LIVRO I - M.C. BIJALON 
Nota: 9/10





quarta-feira, 10 de outubro de 2018


Sem paciĆŖncia e muito saco para escrever algo mais elaborado tentarei ser bem sucinto.

Achei um livro incrível. Um Terror (TERROR mesmo, não horror) psicológico de altíssima qualidade.

Ɖ um livro com uma linguagem meio estranha, bem diferente do usual. Por jĆ” ter lido outro livro da autora eu sabia que seria algo meio incomum mesmo, mas quem nĆ£o conhece Ć© bom saber.

A premissa Ʃ bem comum, seja pq o livro inspirou outras obras ou outras obras inspiraram o livro, mas Ʃ a clƔssica: Um grupo vai em uma casa assombrada investigar fenƓmenos paranormais.
O problema comeƧa quando um dos personagens comeƧa a se envolver demais, daƭ a loucura comeƧa.

A autora deixa TUDO subentendido. Nada Ć© explĆ­cito. Ɖ difĆ­cil saber se a porta bateu por causa de um fantasma ou se foi o vento. Algumas cenas nĆ£o se sabe se Ć© imaginação ou lembranƧa.

Toda essa mistura cria uma ansiedade constante, o que leva o leitor a buscar respostas.
Nem todas virão, outras ficarão a cargo do leitor concluir.

O livro nĆ£o foca em sustos ou coisas grotescas, o foco Ć© a ansiedade, Ć© a pulga atrĆ”s da orelha, Ć© aquele “SerĆ”...?” que perdura na mente no final do parĆ”grafo.

Como pontos negativos eu cito a linguagem um pouco confusa. A tradução é excelente, a autora que tem uma escrita um pouco confusa as vezes mesmo.

Outra coisa que particularmente odeio, é o estilo americana que utiliza aspas no diÔlogo, muitas vezes no mesmo parÔgrafo. Gosto da forma que fazemos, parÔgrafos separados e com o uso do travessão, uma pena a editora optar por isso.

Resumindo: IncrĆ­vel... Assustadoramente IncrĆ­vel!

A Assombração da Casa da Colina - Shirley Jackson
Nota: 9/10



segunda-feira, 17 de setembro de 2018


Livro bonito, bem feito, ilustrado, colorido e ainda baratinho. Nem parece coisa da Martin Claret.

O livro traz uma seleção de 8 contos de fadas Celtas.

Leitura rÔpida e agradÔvel com lindas artes internas. Fiquei realmente surpreso com essa edição, tudo muito caprichado.

Apesar de o título e a sinopse dizerem que são histórias de princesas, nem todos os contos giram em torno delas, alguns elas mal aparecem.

Meus contos preferidos foram os abaixo, mas não achei nenhum ruim:
CabeƧa-Pequena e os filhos do rei,
Guleesh,
O pastor de Myddvai,
Connla e a donzela encantada,

Como um bom conto de fadas, temos de tudo aqui. Não são versões infantilizadas da Disney, mas são bem fantasiosas. Temos bigamia, assassinatos, mortes, invejas e tudo mais.

Gostei mais do que imaginei que iria. Os contos originais passam aquela sensação de infĆ¢ncia ao mesmo tempo em que vocĆŖ estĆ” lendo sobre algo bem adulto (e errado, nos dias de hoje). Ɖ uma sensação bem interessante, recomendo que todos experimentem.

Princesas e Damas Encantadas: Contos de Fadas Celtas - Joseph Jacobs
Nota: 9/10

quinta-feira, 31 de maio de 2018


Stephen King é um daqueles autores que escrevem livros como se fosse aquela pessoa mais velha que senta do seu lado, te pega pela mão e diz: Vem cÔ que eu tenho uma boa história para te contar.
E ele faz isso mesmo.

Joyland é curto, simples, íntimo e... profundamente melancólico. SK não é chamado de mestre à toa.

Seguimos a história de Devin Jones, um jovem que é largado pela namorada e precisa lidar com as dores do rompimento do primeiro amor, até que descobre que um assassinato aconteceu no parque de diversões em que trabalha. Curioso ele decide pesquisar sobre aquele acontecimento horrível que aconteceu em um lugar tão mÔgico.

Parece simples demais né? E é mesmo, mas o que muda tudo são as pessoas. Sim. SK é mestre em criar personagens incríveis.

A história desse livro é aquele tipo de história que podia ter acontecido com um vizinho ou um parente seu. VÔrias coisas do protagonista aconteceram COMIGO por exemplo, e é isso que faz a obra do mestre ser tão aclamada. Apesar de ter algo fantasioso, afinal é ficção, as histórias de SK são aquelas histórias quase verdadeiras, que alguém te conta. A sensação é sempre essa.

E o final? Dolorido e surpreendente, principalmente por ser uma obra de SK (que tem sƩrios problemas em terminar seus livros).

O ponto negativo fica talvez para o mistério, que não é nada de outro mundo, porém a obra não é sobre isso e nem esse é o objetivo dela, então não é algo que atrapalhe.

Joyland é com certeza a melhor obra para começar a ler SK. Simples, direto, melancólico e humano.

Bem-vindo ao mundo do mestre.
Agora senta aqui que ele vai te contar uma história.

Joyland - Stephen King
Nota: 9/10

terƧa-feira, 22 de maio de 2018


Misture Asimov com Philip K Dick, insira cenas Ôgeis cheia de robÓs, uma escrita Ôcida, Ôgil e divertida; bata tudo com uma boa dose de thriller policial e recheie com pensamentos filosóficos.
Adicione uma baita capa foda como cobertura.

Pronto, isso resume bem esse livro.

Scalzi jĆ” Ć© bem conhecido lĆ” fora justamente por esse seu estilo de escrita bem diferente do convencional.

A história em si nĆ£o Ć© nenhum primor de inovação. O livro Ć© quase como que uma homenagem a grandes nomes da FC e algumas coisas da cultura pop. O livro Ć© cheio de referĆŖncias, na verdade elas sĆ£o bem explicitas mesmo, e isso nĆ£o estraga, só realƧa esse “tempero”.
Os personagens são simples, mas é fÔcil você entrar na onda deles. O mundo é melhor trabalhado que os protagonistas, talvez seja uma característica de thrillers policiais medianos, e apesar disso a história funciona e desenvolve bem.

Com uma escrita Ôgil e empolgante mesmo que o mistério não seja nada fora do comum, ele é interessante o suficiente para saber como esse mundo funciona.
As discussƵes filosóficas que ele levanta tambĆ©m sĆ£o bem interessantes e bem trabalhadas. Ɖ bem capaz de te fazer refletir um pouco mesmo sem perceber, devido a leveza em que tudo Ć© feito, nĆ£o Ć© agressivo como normalmente Ć© feito.

A parte policial é realmente deixa um pouco a desejar, não é ruim, mas não é um primor, apesar de muito bem-feita e construída.
O final do livro eu também achei que poderia ser melhor, não a conclusão do problema e sim a forma como ele foi finalizado. Não sei explicar bem, mas senti que faltou algo mais.

Apesar de ter adorado o livro, sinto que realmente faltou algo aqui. Gostei muito, muito mesmo. Livro leve, divertido e moderno; mas fica um gostinho de quero mais no final. (Isso Ć© bom?)

Recomendo demais a leitura. Grande aposta da Aleph e não vejo a hora de ter mais material do Scalzi por aqui.

Encarcerados - John Scalzi
Nota: 9/10


terƧa-feira, 28 de novembro de 2017


Chegamos ao 2 livro dessa trilogia. JĆ” sendo sincero e direto Ć© fato que a qualidade cai um pouco, mas nada absurdo. 
Pra quem curtiu muito o primeiro pode estranhar um pouco esse novo rumo que as coisas tomaram.

Aqui temos um Vaelin jÔ cansado de tantas guerras e lutas, desacreditado da vida por tanta coisa ruim que jÔ viu e desesperançoso. Vaelin só quer descansar mas ao chegar ao velho reino alpirano o agora rei Malcius o envia em uma missão diplomÔtica para ser o Senhor da Torre do Norte (por isso o titulo do livro). Não demora muito e as guerras começam novamente.

Sendo breve, pq to sem saco de escrever mesmo rs, o livro mantém o mesmo padrão, decaindo um pouco em qualidade, nada muito grande mas a diferença é perceptível devido a nova forma em que a história é apresentada. Ainda mais sombrio que o livro anterior, este aqui desenvolve muito mais o cenÔrio e os outros personagens, apresentando graves consequências para acontecimentos anteriores e atuais. Esse aqui mostra muito mais as tramas políticas do jogo.

Continua sendo um excelente trabalho e em breve comeƧarei a ler o ultimo livro dessa sƩrie, ansioso pelo final.

Pontos positivos:
- Vaelin mais maduro, mas apesar de não querer mais estar em guerra o tempo todo não temos aquele clÔssico herói cansado. Vaelin ainda sabe usar sua espada.
- Alguns personagens novos são muito interessantes.
- Nossa princesa tem um desenvolvimento muito interessante.
- Pra quem gosta de ação, cenas de batalha nĆ£o faltam aqui. 


Pontos negativos:
 - Toda aquela sensação de maravilhamento do livro anterior nĆ£o existe aqui, ele estĆ” bem mais denso falando mais sobre o mundo e sobre as consequĆŖncias do livro anterior, por um lado ele cai sim, mas por outro Ć© uma evolução daquele mundo.
- Esse livro tem MUITA batalha, o que achei que acabou ficando cansativo, pois era porrada em todo o lugar.
- Alguns personagens tiveram seu arco mal explorado. No livro anterior temos como personagem principal o Vaelin, aqui jÔ temos bem mais personagens, acho que isso pesou um pouco na mão do autor.

- Esse livro acaba ficando muito preso ao mesmo lugar, apesar de expandir as consequências parece que não acontece muita coisa, diferente do primeiro que temos anos e anos passando.


O Senhor da Torre - Anthony Ryan
Nota 9/10
#bookreview #anthonyryan #trilogiasombradocorvo


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Confesso ter andado com uma baita preguiƧa e um grande bloqueio resenhƭstico, por isso enrolei tanto para colocar esse livro aqui, que jƔ terminei faz um bom tempo.

Devido a tal bloqueio serei curto e direto rs.

Se vocĆŖ conhece a franquia de jogos e The Witcher e seu picudo, fodĆ”stico, sensasionation belĆ­ssimo Wild Hunt (3Āŗ e Ćŗltimo jogo da sĆ©rie), esse primeiro livro vai ser mais bem aproveitado, pois passa claramente a sensação de serem "side-quests" feitas pelo Geralt.

Se você não conhece nada sobre a franquia pode ficar um pouco perdido, pois são usados conceitos aparentemente não apresentados, assim como criaturas nunca antes vistas, mas fiquem tranquilos, ainda existem Elfos e Trolls para os mais clÔssicos.

Acredite, isso não diminui a qualidade da leitura. Geralt é um personagem excelente, sem igual mesmo. Cativante e rabugento, o Bruxão (como é popularmente conhecido só por mim mesmo kkkk) manda bem e não foge das brigas, apesar de sempre estar tentando fugir delas.

Pra quem não sabe, esse é um livro de contos que seguem uma linha e formam uma coesão. Entre um conto e outro estão os "capítulos de ligação".

Para os fãs, o último conto é um dos melhores pois mostra como Geralt e Yennefer se conheceram.
E vou te contar ein… que feiticeira meus amigos… que feiticeira!! #momentonerdtetudo


Os elfos aqui andam meio putos com a humanidade. (e quem pode julgƔ-los nƩ)

Ɖ um livro verdadeiramente divertido, de leitura fĆ”cil e agradĆ”vel apresentando uma fantasia menos "high-fantasy" que as comuns. Quem jĆ” conhece os jogos sabe que ela puxa um pouco mais pro cru e atĆ© pro Dark algumas vezes.

Sapkowski e sua escrita sagaz

Assim que terminar os atuais pretendo finalizar a série que jÔ conta com o último volume em pré venda. Entra nesse barco aí e bora acompanhar Geralt e sua égua Plotka, acredite, vale a pena!

O Ćŗltimo desejo - Andrzej Sapkowski
Nota: 9/10
 #bookreview #martinsfontes #thewitcher #oultimodesejo #pracimadelasbruxĆ£o

terƧa-feira, 10 de outubro de 2017



Como jĆ” tinha ouvido falar sobre o trabalho do Junji Ito, eu meio que jĆ” estava preparado pro que viria. Pelo menos era o que eu achava.

O trabalho de Junji Ito é algo ímpar, não é à toa que o mesmo é um dos mais famosos mangakas de terror no Japão. Com um traço maneiríssimo e detalhes inesperados, o artista consegue apresentar uma obra grotesca, escatológica e bizarramente bela.

Ɖ difĆ­cil falar muito sem dar spoiler, jĆ” que se trata de um conjunto de pequenas e curtas historias, mas destaco 3 delas que realmente mexeram comigo, cada uma a seu ponto:

  • Gola role vermelha – Uma história bem bizarra e sensacional. 
  • Salve Adeus - Rola um drama que eu nĆ£o esperava, de verdade, Ć© de uma beleza incrĆ­vel, o Ćŗnico que nĆ£o Ć© de terror mesmo. Traz reflexƵes inesperadas!
  • A Mulher que sussurrava - A Ćŗltima história fecha com chave de ouro, bizarra e reflexiva, muito boa mesmo!

Espere historias recheadas de ironia, horror, criticas, escatologia e atƩ beleza.

Ressalto também a beleza dos detalhes em verniz transparente na capa, é de um cuidado realmente especial. Quando peguei o livro em mãos, na livraria, não tinha reparado por causa do plÔstico, mas ao pegar na mão e reparar o cuidado com que a capa foi feita, é algo sensacional.

Fragmentos do Horror nos apresenta diversas histórias interessantes e inteligentes, com muito do horror japonês (que é bem diferente do nosso). Preparo o leitor para o choque, as ilustrações são feitas pra isso, mas acredite, essa é a maior beleza da obra!

Fragmentos do Horror - Junji Ito
Nota: 9/10

segunda-feira, 9 de outubro de 2017


Quando gosto de um livro, tendo a ficar falando sobre ele o tempo todo, indicando a leitura as pessoas mais próximas de mim, postando fotos de trechos que acho muito interessantes e etc. Quem me acompanha, sabe que vira e meche eu publico algo do tipo. Esse livro bateu recorde desse tipo de coisa. EstÔ sem dúvidas, entre as melhores leituras do ano.

Lembro de estar conversando com amigos sobre as altas ‘viajadas’ que eu dava refletindo sobre as coisas apresentadas no livro. O autor Ć© um filosofo entĆ£o se prepare para vĆ”rias reflexƵes, foram vĆ”rias coisas que eu refleti quando largava o livro. Foi mais que uma simples leitura, foi uma “experiencia”.

JÔ posso adiantar que tudo que eu falar talvez não faça jus a tão recompensadora experiencia que tive. Tudo bem, não sou nenhum expert, gosto apenas de colocar minhas impressões sobre as coisas que leio, mas se posso dar um conselho este seria: Leia este livro.

Não recomendo ele apenas para os fãs de ficção cientifica não. Leia independente do gênero que você mais goste, acredite, ele vai te surpreender.

O livro nos conta a história de um Planeta, criado por um Deus ainda jovem e inexperiente, que comete erros, mas que tenta fazer um local perfeito, onde nada possa dar errado. Esse planeta funciona quase que de forma completamente inversa ao que estamos acostumados. Nele a luz Ć© sempiterna, existem 6 sóis banhando as pessoas de luz o tempo inteiro. Os seres sĆ£o fisicamente diferentes e desconhecem vĆ”rios conceitos que pra nós Ć© tĆ£o normal, como dor, sono, dormir, privacidade e etc. AliĆ”s, por serem todos telepatas, eles vivem numa ‘rede’ mental dividindo todos os seus pensamentos, a privacidade nĆ£o existe e aos que tentam Ć© considerado um crime. Junte tudo isso e pense: Onde só hĆ” luz, Ć© possĆ­vel nos fazer mal a escuridĆ£o?

Tenho certeza que esse pequeno paragrafo deve ter despertado pelo menos a curiosidade em você, não se faça de rogado, vÔ e leia também!

Com uma narrativa muito bem conduzida, de leitura fluida e fÔcil o autor vai te apresentado a esse universo completamente novo, tudo ali é novo para o leitor, novo, porém familiar. As comparações são fÔceis e o leitor não se pega perdido, mas sim encantado com aquela estrutura, foi assim comigo.

Ɖ fĆ”cil se pegar pensando coisas do tipo: O Ć© mais importante: o bem-estar pessoal ou coletivo? AtĆ© que ponto os questionamentos sĆ£o vĆ”lidos? Qual a melhor forma de organizar uma sociedade? Viver de forma completamente coletiva Ć© viĆ”vel?

O livro ainda termina com um final sensacional, os últimos capítulos são de uma intensidade e riquezas incríveis, acho que era quase possível ver o meu cérebro derretendo e escorrendo rs.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017



Ɖ triste admitir que terminou...

Finalizei essa obra agora e posso com toda garantia dizer que tenho MUITA coisa boa a falar sobre ela. Fazia tempo que eu nĆ£o lia algo que trata o sobrenatural de uma forma tĆ£o crua e cruel, tĆ£o grotescamente interessante assim. Ɖ bom ver que temos autores com colhƵes para escrever tais histórias.
Com uma escrita que me lembra as obras de grandes escritores como André Vianco, Alexandre (autor ou personagem?) nos entrega uma história de lobisomens que vai te causar: nojo, empatia, raiva, expectativa, ansiedade e... fome...




" A adrenalina disparada no momento do ataque ainda se encontra no sangue da mãe-que-não-serÔ quando uma garra peluda abre-lhe o ventre a partir do esterno. Diferente da estória clÔssica, não é o lobo que é eviscerado. O talho rompe diversas camadas de pele, gordura e músculos até deixar exposta a bolsa amniótica e o feto que ainda se agarra à vida. Sem hesitação ou remorso, o licantropo arranca-o da carcaça abatida, mastigando o pequeno ser que rapidamente se transforma em pedaços sangrentos de carne, deixando rubro o focinho e os cantos da bocarra animalesca. A trituração dos frÔgeis ossos fetais faz com que o paladar do lobisomem se perca em intenso deleite ao sentir o sabor levemente untuoso do líquido gelatinoso da medula óssea."

Tem algumas coisas a mais também, mas essa é uma história de bestas cruéis que se deliciam ao subjugar suas vítimas. Não espere lobisomens que brilham no Sol, não nem de perto. As mortes aqui são sangrentas (eu disse que era cruel, lembra?), e honestamente essa é uma das melhores coisas do livro.


Dentro da espĆ©cie humana, os lupinos voltam especial atenção Ć s mulheres em estado final de gravidez. Embora consumam a integralidade do corpo humano, o lobisomem costuma comeƧar a devorar a vĆ­tima pelas entranhas. Geralmente, as vĆ­sceras sĆ£o ingeridas em primeiro lugar para atender o especial paladar da criatura. NĆ£o Ć© de se estranhar, portanto, a particular preferĆŖncia pelas grĆ”vidas. O ataque a uma fĆŖmea prenhe tem duas vantagens: de um lado, seu estado fĆ­sico dificulta a escapatória e faz com que oponha menor resistĆŖncia, facilitando o ataque do animal; de outro lado, hĆ” o prĆŖmio a ser saboreado. Embora o lobisomem aprecie o sabor das tripas em geral, o feto, nos Ćŗltimos meses da gravidez, representa uma iguaria Ć­mpar, um misto delicioso de carne tenra e ossos macios – a versĆ£o baby beef na licantropia.
ISSO Ć© lindo!

A história nos apresenta Alexandre, um lobisomem recém transformado, que ganhou o brilho da lua em sua vida de surpresa, sem alguém para orientÔ-lo, acompanhamos as descobertas desse novo mundo que se abre através de seus olhos. Alexandre é um funcionÔrio público que encontra respostas em sua alcateia, um grupo de motoqueiros com um moto clube chamado Lobos do Asfalto.

Gostei dos mimos espalhados ao longo do livro, sejam as palavras que antecedem o capitulo, como uma cronologia no final, esta última cuidada até para não dar spoiler, mesmo estando nas pÔginas finais do livro. Realmente é um carinho especial com o seu leitor.

Preciso tirar o chapĆ©u pela ideia das pequenas palavras que vĆ£o antecedendo cada capitulo, formando no final uma frase que se constrói junto do seu entendimento da trama. Tudo se encaixou tĆ£o certinho que acho que dava para ouvir o “click” que fez dentro da minha cabeƧa, ao cair a ficha e virar a pĆ”gina dos capĆ­tulos finais e ter a frase completa. Acho que quem leu entende a reação que tive ao perceber que aquelas palavras soltas tinham um proposito rs.

O livro também é cheio de referencias, algumas são deveras criativas como nosso Gordo Lobisomem Anão Deive Dal Seannia, essa foi sensacional.

Pontos negativos:
- Fica meio em aberto como o protagonista se virou quando descobriu ser um lobisomem, Ć© contado como se tudo tivesse sido muito fĆ”cil, pelo menos essa foi a sensação que eu tive. Eu só consigo imaginar como no inĆ­cio deve ter sido algo perturbador para o humano perceber o que sua contraparte fazia, sem contar a “barreira” que Ć© quebrada por perceber que o sobrenatural virou natural.

- Senti que podia ter explorado um pouco mais a vida com a alcateia, afinal foram muitos anos ali, vivendo juntos, deve ter rolado bastante coisa. Claro que isso não chega a ser um defeito em si, talvez seja só a vontade de um leitor fã para ter mais material sobre a obra.

- Uma coisa me fez muita falta, ver pelos olhos de SolitÔrio, qual foi sua reação ao perceber que no fim, ele realmente serÔ SolitÔrio.

- E o pior defeito definitivamente é este: Podia ter MAIS. O livro é bom, muito bom, ele te convida a continuar com ele. Não é difícil o leitor se pegar tendo lido mais pÔginas do que pretendia. Obviamente é uma brincadeira, pois isto não é um defeito, mas de fato deixou um gostinho de quero mais, fico no aguardo de mais viagens nesse mundo.

O final, apesar de previsível não é ruim. A minha experiencia foi a de ter imaginado alguns finais, inclusive o que aconteceu, mas gostei de como ele foi construído.

Stephen king diz no prefacio de “Eu sou a lenda” a seguinte afirmação “O melhor presente que um autor pode dar a seu leitor, Ć© deixa-lo querendo mais.”. Pois Ć©, Clecius fez isso.

Nota: 9/10
Crônicas da Lua Cheia - Clecius Alexandre Duran

#bookreview #cronicasdalucheia

sexta-feira, 8 de setembro de 2017





Acho que sem dúvida a parte mais marcante desse livro pra mim é a escrita do Cornwell, e digo isso de forma bem leve e descontraída mesmo. Que ele escreve cenas de batalhas excelentes não é segredo pra ninguém, mas transformar uma história que a princípio não tinha nada de excitante em algo maior, que te convida as próximas pÔginas, é de fato um trabalho diferenciado.

O livro trata sobre a famosa batalha de Azincourt, onde um minúsculo exército inglês vence o exército francês graças as técnicas de seus arqueiros, mas não só isso, a tal batalha só é retratada no final do livro e tem de fato seu Ôpice.

Cornwell nos apresenta seu protagonista o arqueiro Nicholas Hook e vai nos conduzindo por uma Inglaterra medieval, nos ensinando as proezas de manusear um arco longo e como Ʃ sofrido para aprender a usƔ-lo bem. Para quem gosta das cenas de batalha de Cornwell o livro Ʃ cheio delas, pois mostram vƔrias em que Nick estƔ envolvido atƩ chegar a Azincourt.

Acompanhar Nick e sua vida no exército, é de certa forma inquietante, pois temos a sensação de como as coisas funcionavam naquela época. Vemos Padres estupradores e corruptos, nobres sujos e podres e soldados tão perdidos que morrem antes mesmo de entender o que aconteceu.

Os capítulos que envolvem o cerco a Harfleur são sensacionais, neles tem tudo que Cornwell domina, e ainda conseguimos ver a teimosia de um Rei fanÔtico que acreditava ter Deus de seu lado, lutando contra outro Rei fanÔtico que acreditava na mesma coisa, incrível não?

Após o cerco o exército tenta retornar a Inglaterra e se depara com a famosa batalha de Azincourt. E QUE batalha! São os capítulos finais do livro, mas são sensacionais. Nobres covardes, se rendendo sem o menor pudor, pois sabiam que nada de mal lhes aconteceriam, usando de seus vassalos a torto e a direito, como se suas vidas nada valessem.

Ɖ um livraƧo... Romances históricos nem sempre conseguem sustentar uma narrativa atrativa pra quem nĆ£o Ć© fĆ£ do gĆŖnero, mas Cornwell consegue, com maestria, apresentar fatos históricos (que ele aponta e enumera no apĆŖndice, indicando tudo que ajustou e como foi realmente) e ainda criar um arco que seja atrativo e convidativo atĆ© sua Ćŗltima pĆ”gina.

Azincourt – Bernard Cornwell
Nota: 9/10


sexta-feira, 4 de agosto de 2017


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Sensacionalmente Visceral ou Visceralmente Sensacional?
DifĆ­cil dizer... Mas algo Ć© certo, esse livro Ć© de uma qualidade indiscutĆ­vel. E o final? QUE FINAL!!!
O autor consegue mesclar de forma excelente uma trama policial com suspense, sobrenatural e doses de terror. Tudo na medida. Tudo na quantidade exata pra te deixar querendo ir para o próximo capitulo e para o próximo e para o próximo...
Sua estrutura de capĆ­tulos curtos e diretos Ć© uma qualidade a parte. Acompanhar o Detetive Harry Angel nĆ£o se torna cansativo a nenhum momento, mas sim uma experiencia completamente instigante e convidativa. 
Pra melhorar o romance ainda tem aquele clima meio Noir, onde a sensação é de que realmente vc estÔ dentro de Nova Yorque andando pelas suas ruas imensas ou pegando o metrÓ.

Meu ritmo de leitura é lento, mas não aguentei e li ele em uns 3 dias e meio mais ou menos.
Um livro que comeƧa com: “Era sexta feira 13, e a tempestade de neve de ontem permanecia nas ruas como um resto de maldição. ” NĆ£o tem como dar errado!
Vale elogiar a belíssima diagramação e arte ao longo do livro. A Darkside fez um excelente trabalho nessa criança.
A fonte do romance pode até ser clichê (principalmente pra quem curte livro policial), mas saber usar como Hjortsberg usou não é para qualquer um.
Coração Satânico - William Hjortsberg
Nota: 9,5/10
#bookreview

quinta-feira, 27 de abril de 2017


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Bem.... Vamos lĆ”.... Acabei de finalizar esta crianƧa. 
Preciso dizer uma coisa a respeito... 
"Que livro divertido e gostoso de ler!" 

NĆ£o, o mistĆ©rio dele nĆ£o Ć© absurdo, ele nem Ć© tĆ£o escondido assim e logo na metade Ć© revelado, mas assim como numa montanha russa vc vĆŖ as descidas que vai enfrentar e nem assim diminui a emoção, o mesmo acontece aqui. 

Ver o desenvolvimento e desconstrução dos próprios personagens é algo divertidíssimo.

Uma leitura leve, fÔcil e divertida.... Não da pra reclamar né.

O ponto negativo Ʃ que achei um pouco longo. O livro podia facilmente perder umas 100 pƔginas.
Não considero um thriller de suspense pois m momento algum achei tudo desesperador e impossível de descobrir. Mas não perde seus méritos pela inteligência absurda de Amy.

A história é boa, tanto que a adaptação pro cinema rendeu bastante grana e esse título deixou a autora conhecida.
Recomendo demais.

Excelente leitura pra esfriar um pouco a cabeƧa.

Nota: 9/10
Garota Exemplar - Gillian Flynn

#bookreview #gonegirl #garotaexemplar

domingo, 19 de marƧo de 2017

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Quando Ʃ pra falar mal eu falo mesmo mas quando Ʃ pra falar bem, acho que me faltam atƩ palavras...

Eu poderia dizer que esse livro Ć© citado por StephenKing como uma de suas maiores influencias.
Poderia dizer que o próprio prefÔcio é escrito por ele.
Tem também o fato do livro ser tão premiado que existem teses de Doutorado falando do mesmo.

Mas vou tentar resumir o livro em uma palavra: FODA!

Incrível como um trabalho de 1954, de um autor nem tão mainstream assim, até com outros trabalhos de certa fama, consegue ser tão bom e tão certeiro em sua proposta.

Stephen King diz no prefƔcio que o melhor presente que um autor pode dar a seu leitor Ʃ aquele sentimento de "quero mais" e de fato isso acontece.

Acompanhar o drama de Robert Neville, o único homem vivo em um mundo dominado e infestado por vampiros é algo singular. Ver as descobertas, as desconstruções da humanidade... foi de fato uma experiencia sensacional.
Se vc viu o filme, prepare-se, pois o livro Ć© infinitamente melhor e ele termina de uma forma que eu mal sei descrever.

Único ponto negativo na minha opinião se dÔ a diagramação do livro, pois ficou uma borda imensa na parte externa e o texto muito próximo do miolo, te obrigando a abrir bem o livro. Uma falha bem feia da editora, porém n atrapalha a leitura.

Robert Neville, de fato Ć© a Lenda.

Eu sou a Lenda - Richard Matherson
Nota: 9/10

#bookreview #eusoualenda

terƧa-feira, 14 de fevereiro de 2017

O que falar de um livro tão foda? Para muitos ele não vai ser o melhor livro do mundo (talvez nem pra mim) mas isso não tira a qualidade lembrando a mÔxima do filho de peixe, peixinho é.

O que mais me ganhou foram os capĆ­tulos curtos (sim o livro tem vĆ”aaaaarios), essa Ć© uma caracterĆ­stica que sempre me ganhou, me dĆ” aquele sentimento de que posso ler “rapidinho” alguma coisa antes de alguma outra atividade.

O mistĆ©rio do Livro nĆ£o Ć© um mistĆ©rio pot muito tempo, o resumo te conta metade e a narrativa te conta antes do meio quem Ć© o grande “vilĆ£o”.
A pĆ©rola do livro de Hill estĆ” no desenrolar da história, te fazendo hora odiar um, depois outro, depois se arrepender, voltar a odiar novamente e assim vai. Mas principalmente algo que me ganhou foram as conversas filosóficas sobre Deus x Diabo, dando todo um gosto quando o autor diz que ele tb vai “despertar o DemĆ“nio em vc”.

O lado negativo vai para a volta as “memórias” do passado, apesar de serem necessĆ”rias para contar a história achei que ela se prolongou um pouco demais (porĆ©m atĆ© nisso ele te surpreende, quando vc chegar lĆ” vai saber do q estou falando pois nĆ£o Ć© o clichĆŖ que parece.)

Este livro Ć© um prato cheio para os Ateus esfregarem “motivos” pra acabar com a fĆ© dos outros, chega a ser divertido. NĆ£o, eu nĆ£o sou ateu, mas me diverti absurdamente lendo esta “crianƧa”.

Nota: 9/10

*O titulo original no brasil tinha sido “O Pacto”

Próxima parada, Hellraiser – Clive Barker
#JoeHill #Horns #amaldiƧoado #bookreview