.

Um pouco da minha maluquice, com um pouco disso aĆ­ mesmo.
Mostrando postagens com marcador 7. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 7. Mostrar todas as postagens

terƧa-feira, 14 de abril de 2020

Sinopse Oficial:
No meio da noite, em uma casa no subúrbio de Minneapolis, um grupo de invasores assassina os pais de Luke e sequestra silenciosamente o menino de doze anos. A operação leva menos de dois minutos.
Quando Luke acorda, ele estÔ no Instituto, em um quarto que parece muito o dele, exceto pelo fato de que não tem janela. E do lado de fora tem outras portas, e atrÔs delas, outras crianças com talentos especiais, que chegaram àquele lugar do mesmo jeito que Luke. O grupo formado por ele, Kalisha, Nick, George, Iris e o caçula, Avery Dixon, de apenas dez anos, estÔ na Parte da Frente. Outros jovens, Luke descobre, foram levados para a Parte de TrÔs e nunca mais vistos.
Nessa instituição sinistra, a equipe se dedica impiedosamente a extrair dessas crianças toda a força de seus poderes paranormais. Não existem escrúpulos. Conforme cada nova vítima vai desaparecendo para a Parte de TrÔs, Luke fica mais e mais desesperado para escapar e procurar ajuda. Mas até hoje ninguém nunca conseguiu fugir do Instituto.
Tão aterrorizante quanto A incendiÔria e tão espetacular quando It: a Coisa, este novo livro de Stephen King mostra um mundo onde o bem nem sempre vence o mal.

Finalizado mais um livro do mestre, e o que dizer...?

Bem, este não é um livro comum do velho King. Não, não hÔ terror nele, por mais que as pessoas pareçam querer enfiar terror em tudo que ele escreve.
Esse livro Ć© um suspense... um suspense bem light por assim dizer. Mistura um pouco de It (adolescentes lutando) com um pouco de Carrie e umas pitadas de Harlan Coben.

Quem jÔ leu UBIK do Phillip K Dick vai encontrar algumas referencias aqui também, pena que só no final.

Não é um livro ruim, mas não é tão bom quanto esperava e olha que aqui vemos um King bem mais polido e menos arrastado, parece que o velho estevão rei aprendeu a ir mais direto ao ponto.

Ainda temos a mÔgica que o consagrou ao lugar de mestre, pois os personagens são em grande parte deliciosos. Eu costumo dizer que Stephen King escreve histórias de algum amigo seu. São pessoas (quase?) reais por mais absurdo que possa parecer.

O livro trata de crianças com poderes paranormais trancafiadas em um instituto no meio do nada onde são psicologicamente abusadas a exaustão, até que um deles, um baita de um moleque inteligente consegue escapar. E aí é que barata voa e a história se desembola.

Prova de que o Velho King ganhou um coração e aprendeu a fazer meus olhos arderem...
PS: Eu gostei mais da história do Tim do que do resto do livro rs.

Um Spoiler de leve:
Ɖ a velha história do fim justificam os meios. Voltar no tempo e matar o bebĆŖ Hitler faz de vocĆŖ uma boa pessoa? Sim? MEU DEUS CARA VOCE TERIA CORAGEM DE MATAR UMA CRIANƇA INDEFESA? QUE MONSTRO Ɖ VOCÊ?

Enfim, é uma leitura morna que mescla ritmos, hora bem alucinante, hora mais parado, não me agradou tanto, mas é longe de ser ruim, de verdade. Apesar da falta de empolgação, ainda é um livro do mestre, e fã dele como sou, é mais uma obra melhor que muito best seller por aí. Vale a leitura, mas se você não quiser arriscar, o Sr. King tem sim, obras melhores.

O Instituto - Stephen King
Nota: 7,5/10

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Sem paciĆŖncia e muito saco para escrever algo mais elaborado tentarei ser bem sucinto.


Conan é um personagem marcante na história mundial. Negar sua fama se torna cada vez mais impossível, assim como negar a qualidade de seu gênero.
Um apaixonado por RPG feito eu, jÔ esbarrou com diversos tipos de histórias da Espada & Feitiçaria, e Conan sem dúvidas influenciou muito isso.

Como disse, eu jĆ” sabia o que esperar. Robert Howard Ć© um gĆŖnio, mas sua curva narrativa Ć© algo que sempre me incomodou.
As histórias de Conan sempre seguem uma curva muito lenta no início, demoram para alavancar, tem um Ôpice muito corrido e um final sempre muito abrupto.
Um detalhe me incomodou bastante na tradução. Apesar de excelente em questão de texto, não converter unidades de medidas americanas para o sistema internacional me soa um pouco preguiçoso.


Meus contos preferidos foram A Torre do Elefante e Deus na Urna, esse Ćŗltimo rejeitado pelos editores. Vai ver o estranho sou eu mesmo.

Graficamente falando o livro Ʃ impecƔvel.

Acho que vale a pena demais dar uma chance ao BÔrbaro da Ciméria. HÔ uma grande chance de você perceber que ele é de longe muito mais que apenas um bombado de tanga.

Conan: O BƔrbaro, Vol. 1 - Robert E.Howard
Nota: 7/10

quinta-feira, 2 de agosto de 2018


Eu sempre recebi olhares tortos quando dizia minha opinião sobre It. Costumo dizer que a melhor forma de ler SK é saber o que esperar das coisas que ele escreve, quem conhece, rapidamente sabe do que estou falando.

Li o livro a primeira vez a mais de 10 anos atrƔs e decidi visitar essa viagem maluca (e absurdamente longa) que era acompanhar a molecada.

It não é um dos melhores trabalhos do velho King, apesar de me odiarem por falar isso, eu hoje, mais velho e mais sem saco do que quando adolescente, tenho ainda mais certeza disso.

O livro é longo demais, não, não chega a ser impeditivo, mas cansa. BASTANTE. A prolixidade do SK aqui ganha proporções irritantes. Na contramão, esse mesmo estilo tem uma mÔgica que te prende a ele. King não é best-seller à toa, cansativo ou não a história te prende e todo aquele caldeirão de acontecimentos, personagens, bizarrices e todo o resto criam um redemoinho onde o centro é você.

King se perde muito na história. Tem umas viagens de Ć”cido muito loucas, tudo bem que ele jĆ” admitiu estar sobre fortes influencias de drogas, o que Ć© perceptĆ­vel na obra, mas a experiĆŖncia da leitura vai alĆ©m. Ɖ MUITO ƁCIDO NA MENTE.

Alienígenas, gangbang infantil, tartarugas e aranhas... é um prato cheio pra uma loucura sem fim. Controverso ou não, o mais polêmico é o que menos me incomoda, mas não deixa se ser loucura.

A obra trata basicamente sobre a infância e as dificuldades que grande parte passou. Todos são muito bem trabalhados, inclusive os personagens que não precisam, mas tudo ali tem um motivo, todo mundo tem um background que justifica, de certa forma, seu comportamento.

A história não é assustadora se você olhar de fora. King te ganha é justamente desenvolvendo seus personagens tão bem que você se sente um deles, ou se sente eles, e nesse aspecto o medo agora te cerca também, pois você deixa de ser o leitor e passa a ser um dos Losers.

Se sangue e crueldade é algo incomodo, fique longe de It. Pennywise é deliciosamente cruel, mas a maldade maior do livro permeia as entrelinhas. Desespere-se com o dito e ainda mais com o não dito.

O final é estilo padrão do velho King. Não entenda nada ou Odeie. Eu fico com o ódio, sempre. O ódio é sincero.

It é uma obra grande demais e cansativa, mas muito boa tirando as maluquices. Os personagens poderiam ter sido qualquer um de nós. O velho SK sabe criar personagens como ninguém. Cortando-se 1/3 do livro teríamos uma obra beirando o espetacular.
Cuidado ao criticar It por aí, ele é muito amado e talvez uma das obras mais famosas, mas aqui, cÔ entre nós, o velho King tem coisa MUITO melhor pra te oferecer.

It - Stephen King
Nota 7/10

quarta-feira, 11 de julho de 2018


Eu acho que a melhor descrição pra todo o marketing envolvendo esse livro é: Desleal.
Ele é vendido como um livro de terror, mas não é.
Andrew Pyper faz mega elogios, como se isso fosse algo bom ou ele bom autor, mas não é.
Diz que explora a mitologia russa, mas não faz.

O livro é sim uma fantasia urbana, que utiliza a mitologia russa como Russalka e Baba Yaga, mas de forma genérica. Troque por qualquer outra criatura sobrenatural e você terÔ o mesmo efeito.

A história gira em torno de um mago moderno, que tem alguns problemas como ser alcoólatra por exemplo e uma criatura no passado sequestrou ele, agora ela quer vingança.

O primeiro terƧo do livro Ć© uma loucura só. Nada faz sentido. A escrita do autor Ć© bem pobre, falta história, falta um fio condutor. Realmente parece que sĆ£o vĆ”rios capĆ­tulos espalhados de forma aleatória. 

Depois da metade o livro engrena e a história começa a se desenhar, as coisas começam a fazer sentido. Apesar de alguns capítulos ainda serem meio loucos (eles dariam EXCELENTES contos), a história se mantém fiel em seu propósito aqui.

Ɖ uma pena que os personagens sejam tĆ£o mal desenvolvidos. A história atĆ© que fica boa, mas Ć© muito mais por um esforƧo de jĆ” ter passado da metade do que por realmente ter algum apego aos personagens.

Outra coisa que pode nĆ£o agradar muito Ć© o estilo da escrita. A escrita em si Ć© atĆ© ok, mas o estilo Ć© estranho. Isso se explica pq o autor Ć© roteirista, entĆ£o se sinta como “lendo um filme”.

Explico, em algumas cenas temos a ação acontecendo, daí começa outro capítulo do nada falando sobre um casal de senhoras conversando numa lanchonete e de repente um carro entra pela parede atropelando todo mundo. Bem coisa de filme, onde o ponto de vista muda, né?

Deixo claro que esse livro nĆ£o se preocupa em te localizar. Algumas frases sĆ£o soltas ao longo dele e isso Ć© o mĆ”ximo que vocĆŖ vai ter como explicação pra que algo no passado foi assim ou assado. Ele nĆ£o te “norteia”, nĆ£o te “centraliza”. NĆ£o hĆ” background aqui. AlguĆ©m diz que foi preso em uma pĆ”gina e capĆ­tulos depois alguĆ©m Ć© destruĆ­do psicologicamente por tal coisa.

O livro melhora e mantém a qualidade até o fim. O final é algo complicado pra mim. Eu gostei e não gostei ao mesmo tempo. Gostei do que acontece com o protagonista, mas acho que faltou coragem pra ir mais além. O livro termina muito morno. O epílogo podia ser melhor construído.

Eu fico na mƩdia do OK com esse livro. Queria ter gostado mais mas tambƩm queria que ele fosse melhor.

Bem-vindo Ć  Casa dos EspĆ­ritos - Christopher Buehlman
Nota:  6,5 / 10

quinta-feira, 5 de julho de 2018


Esse livro Ć© o primeiro thriller de um autor italiano e segundo a editora jĆ” foi publicado em mais de 30 paĆ­ses.

A história gira em torno de um documentarista que ao fazer muito sucesso vai viver na cidadezinha no interior da ItÔlia com sua esposa, para dar uma descansada e sair da correria de hollywood.
Chegando lĆ” ele sofre um acidente nas montanhas (tipo aquela coisa de ficar preso por dias numa mina) e isso afeta ele mais que o normal.
Acontece também que tentando superar esse trauma, ele descobre um assassinato que ocorreu a muitos anos atrÔs e isso chama muito a atenção dele. Logo uma vontade de ir atrÔs da verdade para manter sua sanidade se desenvolve.

Bem, é um thriller, acho que não preciso dizer muito mais do que isso. Irei então, tecer minhas críticas de como foi a experiencia de leitura.

O primeiro terƧo eu acho bem desnecessƔrio, isso estraga a primeira metade, que acho que podia ser cortada ou reduzida ao todo a umas 20 pƔginas.

A segunda metade ganha ritmo e a história engrena. O livro melhora MUITO, não salva tudo mas é notória a mudança, porém, no geral conta com dois (mas não únicos) defeitos principais:

  • A criação da expectativa. Acho muito importante em qualquer Thriller vocĆŖ conseguir gerar essa ansiedade, mas o livro nĆ£o consegue. Ele entrega algumas informaƧƵes de forma muito direta e sem emoção. Imagine cortes sĆŗbitos de cĆ¢mera num filme, soa bem amador mesmo. Sem contar que o Sobrenatural Ć© PƉSSIMAMENTE utilizado.
  • Falta motivação. Sim, Ć© meio empurrada goela abaixo essa vontade do protagonista (que Ć© mal desenvolvido) ir atrĆ”s desse mistĆ©rio. Isso Ć© PƉSSIMO numa história de investigação.

Você deve estar perguntando: Nossa Pedro, foi tão ruim assim?
NĆ£o, atĆ© que nĆ£o. Ɖ que o livro promete demais sabe, ele promete e nĆ£o entrega. Tudo nele Ć© um convite a uma obra excelente. A parte grĆ”fica, o acabamento em capa dura, a capa, a comparação com Stephen King (que jĆ” Ć© algo cansativo de se ver) e atĆ© as primeiras pĆ”ginas.

Promissor, não?

O livro gera uma expectativa desnecessĆ”ria e nĆ£o a alcanƧa. NĆ£o Ć© ruim, longe disso, mas nĆ£o Ć© tĆ£o bom quanto tenta ser. Ɖ aĆ­ que ele perde. Num geral ele se torna apenas OK ou aquele “ah Ć© legal”, mas sem muita empolgação.
A grande parte dos erros aqui acho que se justificam com a informação de que é o primeiro thriller do autor. Vejo potencial, talvez em futuras obras o cara arrebente.

Para mim o personagem principal deveria de certa forma ser a tal Besta, mas não é. O próprio acidente inicial que é algo importante pro plot é mal utilizado e fica aquele gosto amargo de estar sendo empurrado a força goela abaixo.
Os melhores pra mim são o Werner e a Clara, a menina é incrível, difícil não se apaixonar por ela.

Acredito que o autor se perdeu no final também, se tivesse terminado um pouco antes o livro seria bem melhor, mas o autor decidiu jogar mais uma cartada e com isso terminou corrido e sem a emoção que a cena anterior tinha, se você leu, você vai entender.

Uma primeira metade longa e de certa forma desnecessÔria, a história ganha outra pegada na segunda parte. O livro tem defeitos, mas o charme da pequena Clara vai ganhar o coração de todo leitor.
NĆ£o espere encontrar horror, o livro pincela o tema de leve e se prende a seu objetivo inicial, que Ć© ser um suspense.
Experimente, não é uma leitura demorada e vai divertir um pouco. E pelo menos, o livro é bem bonito e vai dar um grau na estante rs.

A essĆŖncia do mal - Luca D’Andrea
Nota: 7/10


terƧa-feira, 12 de junho de 2018


Fahrenheit Ć© uma obra BEM diferente do que eu esperava. Ɖ claro que por ser um clĆ”ssico, eu jĆ” sabia do que se tratava, mas tinha apenas uma ideia geral.
Quando fui ler o romance tive uma baita surpresa, não foi positiva, infelizmente, jÔ que eu esperava algo bem diferente mesmo.

A importância histórica e o fator alarmante da distopia do livro, são coisas inquestionÔveis, mas como literatura ele me incomoda bastante, não é realmente meu tipo.

O livro conta com ideias geniais, alguns dos melhores diƔlogos que jƔ li e principalmente o que mais admiro numa distopia (e scifi em geral):
COISAS PARA TE FAZER PENSAR!

Sim, meus amigos. Fahrenheit é cheio delas e elas funcionam lindamente como um aviso, então abra o olho.

Eu confesso que esperava mais e que imaginava uma historia completamente diferente.

Um clƔssico Ʃ um clƔssico, Ʃ impossƭvel tirar os mƩritos do livro. Fico feliz por ter terminado e finalmente ter lido a obra, apesar dos pesares.

Melhor personagem Ć© o Beatty sem dĆŗvida, o livro devia ser sobre ele rs.

Concluindo, acho que o livro tem narrativas abruptas, ideias boas, porém mal desenvolvidas. A narrativa é bem arrastada e em vÔrios momentos eu achei meio confusa, em outros eu achei meio contraditória.
Entretanto, tudo faz sentido quando o autor revela que escreveu Ơs pressas em uma mƔquina de escrever alugada.


Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
Nota: 7/10

domingo, 13 de maio de 2018


Infelizmente ainda continua minha falta de ideia e saco pra escrever, mas vou aproveitar e pelo menos citar algo sobre mais um tĆ­tulo.

2001 é uma obra bem conhecida de qualquer fã de sci-fi. Se você não conhece desculpa te falar, mas você não é fã. Sinto muito, sua carteirinha foi revogada.

Se você é fã, muito provavelmente você assistiu o filme do Kubrick e é principalmente com você que vou falar.

Se você não gostou do filme, o livro é BEM melhor e sem aquela lentidão do filme (apesar de ter alguns momentos que vou te falar...). A escrita é gostosa (num geral) e por momentos até agoniante, o que funciona muito bem em alguns acontecimentos. A história é melhor desenvolvida principalmente pq se pode trabalhar o interior dos personagens. Tudo acaba fazendo mais sentido e funciona muito bem como um complemento ao filme, te mostrando lados que o filme não mostra e trazendo mais luz e sentido a outros.

Se você gostou do filme seu maluco do caralho, o livro vai casar ainda mais as histórias e te mostrar coisas de uma forma que o filme não consegue. Acredite, estar dentro da cabeça de alguns personagens é sensacional e muito revelador, algo que o filme não consegue entregar.

Muita gente fala do final do livro... eu achei bem mehh. Pode me odiar por dizer isso.

Continuo achando que Ć© uma obra obrigatória para um fĆ£ de sci-fi, pelo menos pra conhecer os clĆ”ssicos. A imaginação do autor pra uma Ć©poca onde nada daquilo havia acontecido Ć© sensacional. Sem contar que acho que funciona melhor mesmo como um complemento ao filme. Gaste suas horas de vida com os dois e perceba as diferentes nuances. Eu fiz e nĆ£o me arrependi e olha que nĆ£o sou tĆ£o fĆ£ do filme. Vamo combinar que vocĆŖ jĆ” gastou sua vida em coisa pior.

A edição também é muito maneira. Desde o livro que imita um monólito até os contos no final que mostram o material em que a história foi baseada.

Minha recomendação é ler 2001 e parar por aqui. As continuações entram numa viagem de Ôcido psicodélica demais (até pra mim).

2001: Uma Odisseia No EspaƧo - Arthur C. Clarke
Nota:7/10

terƧa-feira, 3 de abril de 2018


Infelizmente o sentimento que mais imperou esse livro foi: Decepção.
Não, ele não é o pior livro nem nada do tipo, mas é que o autor pegou essa trilogia e foi uma escada abaixo.

O livro comeƧa bem, antes da metade perde completamente o ritmo e melhora nos trƩs capƭtulos finais.

O livro é longo demais, cansativo mesmo. São personagens DEMAIS. O livro conta com um apêndice no final com os nomes e origens, e ACREDITE, você vai usÔ-lo mas infelizmente ele não resolve pois mesmo lembrando o nome você não vai lembrar do papel na história de todos eles. Pra piorar ainda mais a situação, são MUITOS nomes parecidos.

Faltou desenvolvimento de vƔrios personagens, outros simplesmente deram um puta upgrade e os protagonistas perderam todo o protagonismo.

Vaelin que era um dos melhores personagens se tornou uma figura apagada.

Lyrna vira do nada uma especialista em guerras, sim ela que sempre foi a princesa e que nunca foi treinada a governar. Ela que no livro anterior era uma de minhas preferidas, nesse livro se tornou chata, seus capĆ­tulos pareciam nunca terminar.

Reva é outro exemplo de 'boost na ficha'. A menina ficou baita overpower e sem razão alguma. Ela não teve evolução, ela simplesmente CHEGOU LÁ. Tipo Goku modo Deus.

O final Ʃ fraco e sem impacto. AtƩ o grande inimigo fica bobo no fim e perde sem um clƭmax.

Acho que o autor se perdeu no mundo que ele criou e depois ficou difĆ­cil domar.

Mas tem alguns pontos positivos. O livro Ʃ cheio de frases reflexivas, eu mesmo andei postando vƔrias essa semana.

Por ter encontrado uma resenha que simplesmente transcreve tudo que eu achei, ao invƩs de escrever a mesma coisa, colocarei aqui abaixo (com os devidos crƩditos).

Faltou algo. Muito maior do que o sentimento de decepção - nĆ£o acho que de fato me decepcionei - mas faltou alguma coisa. Talvez vĆ”rias algumas coisas. 

Fui alertada de que este livro nĆ£o era bom e que a maioria das pessoas se decepcionaram muito com ele. Me preparei ao mĆ”ximo para essa leitura e comecei ela sem nenhuma expectativa, apenas pretendendo apreciar a história, me despedir dos personagens que aprendi a gostar tanto e torcer para ter as principais questƵes respondidas. 

Apesar da leitura incrivelmente arrastada, este livro nĆ£o Ć© de todo ruim. Ele oferece a nós o desfecho da história de Vaelin e cia, e explica a maioria das dĆŗvidas que surgiram ao longo da trilogia, apesar de ter deixado alguns pontos abertos. PorĆ©m, Ć© um livro muito abaixo quando comparado Ć  Canção do Sangue e O Senhor da Torre. 

Não tive aquele sentimento gratificante ao terminar uma série. Respirar aliviada e querer abraçar o livro. A minha reação foi intrigante, como se... estivesse faltando algo. Não me senti convencida pela forma como a história foi contada.

O primeiro terƧo do livro foi positivo, direto e sem enrolação. Me pegou atĆ© um pouco de surpresa, porque imaginei que aquilo levaria mais tempo para acontecer. Este inĆ­cio me deu algumas esperanƧas de que o livro poderia ser eletrizante e mais uma vez me segurei ao mĆ”ximo para nĆ£o aumentar as expectativas. Mas o que aconteceu depois, foi que a história se tornou entediante, arrastando-se assim atĆ© o final. 

NĆ£o que o livro nĆ£o tenha muitas batalhas, aliĆ”s, ele Ć© cheio delas. No mar e em terra. Mas aquelas que importam de verdade, que me deixou apreensiva e com uma pontada de medo, com exceção do inĆ­cio, nĆ£o aconteceram. Um ponto inegĆ”vel Ć© que Ryan descreve cenas de guerra com muita qualidade. 

Senti falta da evolução dos personagens. Eles comeƧaram e terminaram da mesma forma, e em alguns casos tiveram um certo declĆ­nio. Como Reva, por exemplo, que era uma personagem que eu gostava tanto e acabou decaindo. Ela protagonizou cenas incrĆ­veis, mas o autor forƧou um pouco a barra com ela, que quis construir uma personagem forte e invencĆ­vel, mas nĆ£o fiquei convencida disso. AliĆ”s, algumas decisƵes que ela tomou me irritaram bastante. Achei o seu arco bem repetitivo. 

Um fato sobre os personagens secundĆ”rios deste livro: Socorro! Quem Ć© quem? SĆ£o tantos, com nomes parecidos, personagens que confundo um com o outro. Faltou um pouco o autor caracterizĆ”-los melhor? Colocar um leve background sobre eles quando apareciam, para que eu pudesse tentar lembrar quem eram? NĆ£o sei. Só sei que me senti extremamente confusa com relação a isso, e sinceramente, nĆ£o me importei com nenhum deles. 

Os pontos de vista de Frentis foram os mais interessantes, os que realmente me fizeram ansiar para chegar logo. Depois de tudo o que aconteceu com ele em O Senhor da Torre, Frentis ainda possui uma espĆ©cie de ligação bizarra com a Elverah, podendo nos dar uma visĆ£o dos planos dela e assim uma diretriz Ć  história. Os acontecimentos envoltos nos POVs de Frentis foram os melhores, porĆ©m o personagem jĆ” foi construĆ­do e nĆ£o sobrou espaƧo para evolução, o que fez dele um tanto previsĆ­vel. 

Não compreendi muito bem alguns pontos relacionados à Rainha Lyrna. Houve tanto foreshadowing sobre a Rainha do Fogo, que eu esperava vê-la com sangue nos olhos, beirando a loucura por conta do que aconteceu com ela e ao seu reino - o que seria extremamente compreensível. Por outro lado, o que vi foi uma rainha muito segura, determinada e mais sã do que quase todo seu exército. Apesar dos seus planos e estratagemas arriscados com relação a guerra, confesso que eu a seguiria sem nem pensar duas vezes.

Durante toda a história deste livro, senti Vaelin nublado, sem de fato reconhecĆŖ-lo de verdade. Apagado, essa Ć© a melhor palavra para descrevĆŖ-lo. Acho que Anthony Ryan criou um personagem incrĆ­vel, que se tornou um dos meus personagens favoritos, e nĆ£o soube aproveitĆ”-lo. Eu fiquei esperando o seu grande momento. Esperando, esperando e esperando... atĆ© que o livro acabou, e faltou algo. O grande sucesso do primeiro livro se dĆ” a acompanharmos a jornada de Vaelin e ele ser um personagem muito cativante. Me esforcei bastante para aceitar a grande mudanƧa do segundo livro, quando o autor decidiu inserir outros pontos de vista, para expandir a sua história. PorĆ©m, foi em A Rainha do Fogo que sua decisĆ£o caiu pelas mĆ£os, e a história deixou de ser tĆ£o prazerosa, com um capĆ­tulo mais maƧante que o outro. 

Sobre o mistério do Aliado e seus seguidores, incluindo Elverah - que na minha opinião foi mais assustadora de que qualquer outro personagem - fomos conduzidos à construção dos inimigos e sua natureza abominÔvel. A explicação com relação a eles foi satisfatórias, embora no final eles tenham sido um pouco descaracterizados, deixando de ser tão temíveis assim.

Ao longo do livro, a história foi perdendo as suas caracterĆ­sticas mais especiais e marcantes, que tanto me fez apreciĆ”-la. Como por exemplo, como foi feito nos dois primeiros livros, a ideia de intercalar os capĆ­tulos do passado com o presente atravĆ©s do relado de Verniers. Isso fazia um certo suspende com como a história se desenrolou atĆ© chegar naquele ponto, e isto tambĆ©m nĆ£o estava presente aqui. 

Foi um livro com a qual me importei com pouquĆ­ssimas coisas. Na verdade eu queria que ele acabasse logo, talvez esperando por um final que elevasse a minha opiniĆ£o sobre o livro, ou talvez porque realmente foi chato na maioria dos capĆ­tulos. 

Em suma, faltou emoção, ritmo, clĆ­max e plot twists, caracterĆ­sticas presentes nos livros anteriores. E o principal, faltou muito Vaelin raĆ­z. 

Apesar de só ter reclamado, nĆ£o foi de todo decepcionante, porque nem isso o livro conseguiu despertar em mim. Foi ok. Mas que nĆ£o me convenceu. E por deixar algumas coisas em aberto e sentir tantas outras faltando, me faz pensar se a história de Vaelin realmente acabou. 

O autor expandiu demais o seu mundo e se perdeu ao ter que concluir toda a história em um único volume, deixando de dar o devido destaque aos seus personagens, que eram o melhor de sua criação.

No mais, A Canção do Sangue é um dos melhores livros de fantasia que jÔ li em toda minha vida. O Senhor da Torre não fica muito atrÔs, é incrivelmente bom. Infelizmente o último livro não conseguiu manter o padrão e se saiu muito abaixo, porém, pela qualidade dos dois primeiros livros, digo que essa trilogia vale muito a pena e é altamente recomendada a todos os fãs de fantasia épica.


Como dito acima, o livro Ć© o mais inferior. O autor pegou a trilogia e fez uma escadinha decrescente em qualidade. Se os outros foram notas 9 e 8 esse termina com um 7.

O primeiro livro da série eu indico com toda a força, mas parem por aí. As sequencias não valem nem o tempo nem o dinheiro de vocês.

A Rainha do Fogo - Anthony Ryan
Nota: 7/10

quarta-feira, 21 de marƧo de 2018

Finalmente concluƭdo esse clƔssico.
Eu não sei muito bem o que falar, por isso serei breve, de verdade.

Ɖ uma obra incrĆ­vel. Isso Ć© fato. Ɖ tambĆ©m uma leitura difĆ­cil. O livro Ć© lento, longo e denso.

Talvez alguns tenham mais facilidade, mas não espere aquelas obras de suspense com cenas Ôgeis e de tirar o folego. O livro trata basicamente da experiência de viver na mente de um assassino.

O livro conta com estudos filosóficos incríveis. Disseca também de forma extremamente curiosa a mente de um criminoso.

Foi uma jornada longa ao lado de Raskolnikov, mas recompensadora. E sim, eu tambƩm achei que o epƭlogo parece ser outro livro rs.

Um ponto muito positivo também vai para a tradução de Oleg Almeida e de Paulo Bezerra (ambas direto do russo). Eu mesclei a leitura entre essas duas e posso dizer que estão excelentes e com um texto muito mais gostoso de consumir. Quando li a primeira vez li em inglês, um inglês mais arcaico e complexo o que me fez abandonar eventualmente. A tradução antiga (acho que da NatÔlia nunes) é de português de Portugal e numa linguagem bem mais rebuscada, isso também não me agradou.

Pequenos Spoilers:
  • LĆŗjin Ć© mesmo um pau no cu.
  • Porfiry Ć© foda nas suas psicologias forenses.
  • Katerina Ivanovna Ć© chata para um caralho.
  • DĆŗnia e Sófia sĆ£o boas de mais para ser verdade, por isso que elas sĆ£o de mentira.

Ɖ obvio que essas poucas palavras nĆ£o fazem jus a riqueza da obra. Me falta tempo e inspiração para tal, mas nĆ£o deixe minha falta de habilidade lhe distanciar. Leia se puder. Leia se tiver coragem. Leia só por ler, mas leia.
A mente não é mais a mesma depois de ler Dostoievski.

Leu? Bem vindo ao mundo novo!

Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski
Nota: 8/10

terƧa-feira, 6 de fevereiro de 2018


Piquenique na Estrada é uma obra que trata do quão pequeno o ser humano pode ser, mesmo no alto de toda a sua arrogância. Livro rÔpido, curto, porém bem denso nas reflexões que ele propõe. Não terão naves voando, alienígenas cabeçudos e verdes e nem nada do gênero. A obra foca no ser humano e em sua mania de se achar melhor.

Uma coisa que eu gostei é que apesar de ser um efeito global eles se focam no micro. A história não pretende contar o que acontece em outro pais, nem mesmo outro estado, o foco é ali, aquela cidadezinha aquele bairro, aquelas pessoas...

Isso Ć© bem diferente do convencional, e para mim esse foi um grande ponto positivo. Nem sempre Ć© preciso salvar o mundo.

Pontos negativos:
  • Muitas coisas ficam em aberto (de proposito, os autores nĆ£o querem responder tudo), muitas mesmo, mas isso me incomoda um pouco. VĆ”rias coisas sĆ£o inseridas na história sem um motivo, pois elas aparecem aquela vez e pronto, nĆ£o faz sentido mais.
  • Achei que foi causado um “Hype” bem forƧado nesse livro. Foi meio que prometido algo que ele nĆ£o entrega (acho que nem almeja entregar). NĆ£o Ć© uma puta obra de FC, nĆ£o tem milhƵes de reflexƵes que derretem a mente. Ele Ć© atĆ© bem sucinto em sua proposta. Tem alguns (sĆ£o poucos de verdade) diĆ”logos interessantes e filosóficos, mas nada alĆ©m.
  • Falando em ser sucinto, o livro Ć© curto, porĆ©m a Aleph nĆ£o foi nada sucinta em sua diagramação. Mais uma vez temos um exemplar com longas margens em branco, fonte grande e pouco aproveitamento de papel. Ouso dizer que se fosse melhor formatado o livro perderia no mĆ­nimo umas 50 pĆ”ginas e consequentemente ficaria mais em conta, justamente se tratando de um livro mais curto.

A sacada do título é algo sensacional e que só fara sentido real para quem leu ou se envolveu com a obra, eu explico aqui, mas só depois de ler o livro é que vai dar aquele estalo na sua mente, acredite.

Um piquenique. Imagine uma estrada no interior, uma clareira na mata, perto da estrada. O carro sai da estrada. o carro sai da estrada e vai atĆ© a clareira. Abrem-se as portas, e sai uma turma de jovens. ComeƧam a tirar do porta-malas cestas com mantimentos, armam as tendas, acendem a fogueira. Churrasco, mĆŗsica, fotos… De manhĆ£, eles vĆ£o embora. Animais, pĆ”ssaros e insetos, que assistiram horrorizados Ć quele evento noturno, saem de seus esconderijos.

Nesse caso, os alienĆ­genas agem como nós em um piquenique. Eles passam pela terra, fazem uma pequena parada e vĆ£o embora largando seu “lixo” e suas quinquilharias para trĆ”s e nós com toda nossa “pequeneza” vamos em cima desse “lixo” como ratos fugindo do esgoto atrĆ”s de algo. De uma forma dentro do próprio livro, a humanidade Ć© como porcos, nĆ£o importa a condição mais cedo ou mais tarde vai encontrar uma lama pra se chafurdar.

Senti tambƩm que rola uma certa semelhanƧa com o filme A chegada, que mostra um pouco dessa nossa pequeneza.

Bem... Com muitas pontas soltas, de forma proposital, esse definitivamente é um livro para te fazer pensar e nesses pensamentos tentar preencher tais lacunas. Não é um livro fÔcil, nem tenta ser e apesar de curto em tamanho, se torna denso em certos níveis filosóficos.

NĆ£o achei nada sensacional, mas Ć© longe de ser ruim. Ɖ um livro interessante e eu recomendo a leitura.

Piquenique na Estrada - IrmĆ£os StrugĆ”tski 
Nota: 7/10


domingo, 31 de dezembro de 2017



Última resenha do ano, merecia ser a do Mestre King.

Apesar de muito fã do trabalho do King, isso não me impede de criticar algumas coisas que me incomodam nas coisas que ele produz, e esse livro é bem isso.

O livro conta a história da viúva Lisey, que mesmo tendo passado 2 anos ainda sofre com a perda do marido. Com um inicio lento mostrando o dia a dia de uma viúva com problemas na família e alternando entre presente e passado para nos apresentar Scott seu marido, o autor vai desenvolvendo a história.

Esse é um livro sobre perdas, seja de uma vida que jamais serÔ a mesma ou de superar (ou pelo menos, abafar) aquele vazio inevitÔvel que fica pela ausência de quem amamos muito um dia. O livro trata bem a relação com a morte e com o vazio que fica quando perdemos alguém muito importante para nós, mas King ainda mistura toques de fantasia com horror, dando um tempero inesperado para a história.


O livro Ć© absurdamente lento, sendo atĆ© chato grande parte das vezes. AtĆ© a metade a história nĆ£o engrena simplesmente por nĆ£o ser interessante, mas aĆ­ caro amigo, o tio King vira a chave do ‘estilo king de leitura’ e as coisas comeƧam a mudar.

Esse é um livro denso. Eu fortemente não recomendo começar por ele se você não conhece o trabalho do King a um bom tempo, é capaz de abandonar esse aqui, acredite, pois, eu mesmo quase abandonei.

Esse foi um dos raros livros do King que me gerou aquele ‘desconforto’ (para nĆ£o chamar de medo rs). Apesar da história simples, as cenas de Scott com seu pai e irmĆ£o sĆ£o para quem tem estomago, ou gosta desse tipo de coisa. King nĆ£o economizou nessas partes nĆ£o.

O livro Ć© grande demais. Poderia ser enxugado em uns 20% no mĆ­nimo.

Uma característica dos livros do King é a excelente evolução de seus personagens, aqui isso é marca forte. Mesmo não tendo sido a melhor leitura dele, no final rola aquele vazio depois de conhecer tão bem os personagens... eles são quase reais. Poderia ser um parente, uma vizinha, uma amiga, ou até você no futuro.


A sensação final desse livro é de que mais do que morte, ele fala sobre vida. A vida que fica quando alguém se vai e ao terminar o livro você até entende o porque do livro ser tão lento inicialmente, justamente porque a vida é assim e superar nunca é fÔcil.

Como diz um sĆ”bio: “Do not pity the dead. Pity the living.”

Love - Stephen King
Nota: 7/10


terƧa-feira, 26 de dezembro de 2017



Falar de um clÔssico é sempre complicado pois geralmente é um livro em que (quase) todo mundo jÔ leu. Tendo isso em mente serei bem sucinto (talvez mais do que o normal, ou não).
Gostei? Sim, até que curti sim. Não é nenhuma obra prima, mas é divertido, dificilmente livros policiais tem todo o meu amor, mas é um livro divertido, pequeno, curto e simples, sem muitas enrolações.

Confesso que peguei para ler causa do filme que iria sair e como eu ainda nĆ£o tinha lido esse fui dar uma chance a ele e li rapidinho, menos de 1 semana (eu leio devagar pra cacete), e valeu a pena tanto pelo preƧo quanto pela diversĆ£o. O Poirot Ć© um cara peculiar, mas todos os ‘grandes detetives’ sĆ£o nĆ©.

Acho que o que me desagradou mais foi a estrutura do livro em si, jÔ que se passa basicamente entrevistando os passageiros do trem e no fim é a conclusão do Poirot em poucas pÔginas terminando assim.

Indico a leitura pra quem, assim como eu, comprar baratinho e quiser saber qual a historia inspirou o filme.

Vale a pena pois diverte, mas não faz milagres.

Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie
Nota: 7,5/10

domingo, 2 de julho de 2017


No automatic alt text available.


O Condenado – Bernard Cornwell
Bem... eu terminei essa criança jÔ a alguns dias mas tentei dar um tempo pra ele pra ver se minha avaliação melhora um pouco.
Esse Ʃ aquele tipo de livro difƭcil de avaliar, pois Ʃ de um autor excelente, e diferente de outros livros ruins, eu consegui ler atƩ o final sem sofrer.
Mas... Isso não faz dele uma obra prima... o melhor atributo que encontro pra esse livro é que ele é... Ok!
Sim, exatamente isso, ele Ć© ok. ”Cara mas Ć© Cornwell, tu ta fumado?” Pior que nĆ£o.
Talvez por esse livro não ser no estilo que o autor estÔ acostumado, mas ainda assim... Ele não me desperta ódio, nem paixão, ele é só mais um livro que eu li.
Ponto forte, o mistƩrio fica atƩ o final, duvido vc descobrir no meio do livro.
Pontos fracos: heheheh
Bernard Cornwell – O condenado
Nota 7.5/10
#bookreview #cornwell #gallowsthief

quarta-feira, 10 de maio de 2017




Acho que a caracterĆ­stica mais marcante desse livro Ć© a sua capacidade de me fazer sentir burro.
Explico: Em grande parte das resenhas, e atĆ© no próprio livro, Ć© dito que Ć© um livro eletrizante (talvez isso seja só uma piadinha, se vc ler vai entender) e com um final incrĆ­vel. Ɖ verdade, procurem que vcs vĆ£o ver, mas eu nĆ£o encontrei nem uma coisa nem outra, deixando aquele amargo sentimento de “burrice”.

Disse que é um livro ruim? De forma alguma. Até hoje é o livro que menos gostei do King, mas não é ruim, apenas diferente...
Talvez a melhor definição pra ele seja Estranho.

A maestria dos livros do king é justamente em desenvolver seus personagens, aqui isso estÔ muito presente, tanto que vc começa se envolvendo demais com um dos protagonistas principais e conforme a história se desenrola vc vai vendo outras coisas e mudando suas opiniões.
Quem acompanha minhas publicações, sabe que quando eu gosto do livro até coloco fotos ou citações, algo que também aconteceu neste livro. Suas discussões filosóficas (e críticas) sobre o fanatismo religioso é excelente (a Sombra que vive comigo se diverte absurdos nessas horas). Porém, um sentimento linear entre eu e este livro não existe. Eu fico realmente entre um lÔ e cÔ, hora gosto, hora não gosto. Não sofri pra ler ele, muito pelo contrÔrio, o que é um ponto positivo.
O livro conta a história de um jovem garoto, de sua infĆ¢ncia atĆ© vida adulta. Ele conhece um Pastor que ajuda sua famĆ­lia e depois Ć© expulso de sua cidade. Muitos anos depois jĆ” adulto, eles se reencontram e agora o Pastor, que havia perdido sua fĆ©, volta a realizar “milagres” atravĆ©s de sua Eletricidade Secreta (finalmente a capa faz sentido rs) e a história se desenrola com algumas reviravoltas.
A referência a Frankenstein não é segredo, estÔ na capa do livro, o autor FALA que a ideia vem de lÔ e é bem notória, contudo bem distante, somente como uma referência mesmo, com aquele gostinho à lÔ King.

O Início do Livro é lento e arrastado, tem muito fluff, o desenvolver do personagem como criança e até o início da vida adulta é um pouco chato, eu só consegui me interessar pela história da metade pro final, isso pra mim é um GRANDE defeito, porém no final as coisas ficaram tão interessantes que as últimas 150 pÔginas eu li de uma vez.

O final... o que dizer sobre o final...

De fato da metade do livro pra frente, tudo corrobora para o final, da parte boa pro fim, é quase que uma direção absurda para os acontecimentos do final do livro, parece estranho, piegas e confuso, mas lembre-se, esse é um livro Estranho!

Não posso dizer que é um final ruim, ele é até eletrizante (só o final, não o livro) e meio que emocionante de fato, toda a ação do livro é usada nele (e só nele), porém a forma como o livro termina, apesar de ser bem Lovecraftiano, não me despertou nenhuma emoção fora do comum.
Achei no mÔximo interessante, nada de absurdamente espetacular. Uma coisa é certa, não espere ursinhos carinhosos, príncipes ou princesas salvando o dia, é Lovecraftiano lembra? Ou seja, vc termina Morto ou Maluco.
Confesso também, que mesmo não achando isso tudo, esse final me abriu uma ideia filosófica interessantíssima, um debate muito louco sobre o que acontece depois da morte.

“UĆ© mas vc gostou ou nĆ£o do final?”, entĆ£o, Estranho lembra? Kkkkkk.. Acredito que com o passar do tempo eu acabe atĆ© gostando, vai saber, coisas estranhas nĆ£o funcionam de forma comum.

Recomendo a Leitura, adoraria debater sobre esse livro pois ele deixa muita coisa implícita, as coisas ali estão sempre meio escondidas, nas entrelinhas. Quando vc termina de ler e deixa a história assentar na sua mente, realmente fica um desejo de debater mais sobre ela. Isso é um livro de King né, então mesmo que não dos melhores, ele sempre deixa um certo gosto de quero mais....

Stephen King – Revival
Nota: 7,5/10
#bookreview #revival #king

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017


No automatic alt text available.


Confesso que eu esperava mais depois de tantas opiniƵes positivas. 

Ɖ um bom livro com caracterĆ­sticas que admiro como capĆ­tulos curtos e instigantes. O suspense criado flui fĆ”cil mas nĆ£o Ć© surpreendente. 
Os cenobitas aparecem tĆ£o pouco e quase nĆ£o mostram seu poder. 
Uma coisa Ć© certa, o outro livro eu com certeza nĆ£o compro pois se esse nĆ£o Ć© tĆ£o bom o outro que Ć© bem pior nĆ£o merece nem atenção. 

Um detalhe, o livro Ć© BEM superior ao filme trash kkkkkkkkkk