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Um pouco da minha maluquice, com um pouco disso aĆ­ mesmo.
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terƧa-feira, 14 de abril de 2020

Sinopse Oficial:
No meio da noite, em uma casa no subúrbio de Minneapolis, um grupo de invasores assassina os pais de Luke e sequestra silenciosamente o menino de doze anos. A operação leva menos de dois minutos.
Quando Luke acorda, ele estÔ no Instituto, em um quarto que parece muito o dele, exceto pelo fato de que não tem janela. E do lado de fora tem outras portas, e atrÔs delas, outras crianças com talentos especiais, que chegaram àquele lugar do mesmo jeito que Luke. O grupo formado por ele, Kalisha, Nick, George, Iris e o caçula, Avery Dixon, de apenas dez anos, estÔ na Parte da Frente. Outros jovens, Luke descobre, foram levados para a Parte de TrÔs e nunca mais vistos.
Nessa instituição sinistra, a equipe se dedica impiedosamente a extrair dessas crianças toda a força de seus poderes paranormais. Não existem escrúpulos. Conforme cada nova vítima vai desaparecendo para a Parte de TrÔs, Luke fica mais e mais desesperado para escapar e procurar ajuda. Mas até hoje ninguém nunca conseguiu fugir do Instituto.
Tão aterrorizante quanto A incendiÔria e tão espetacular quando It: a Coisa, este novo livro de Stephen King mostra um mundo onde o bem nem sempre vence o mal.

Finalizado mais um livro do mestre, e o que dizer...?

Bem, este não é um livro comum do velho King. Não, não hÔ terror nele, por mais que as pessoas pareçam querer enfiar terror em tudo que ele escreve.
Esse livro Ć© um suspense... um suspense bem light por assim dizer. Mistura um pouco de It (adolescentes lutando) com um pouco de Carrie e umas pitadas de Harlan Coben.

Quem jÔ leu UBIK do Phillip K Dick vai encontrar algumas referencias aqui também, pena que só no final.

Não é um livro ruim, mas não é tão bom quanto esperava e olha que aqui vemos um King bem mais polido e menos arrastado, parece que o velho estevão rei aprendeu a ir mais direto ao ponto.

Ainda temos a mÔgica que o consagrou ao lugar de mestre, pois os personagens são em grande parte deliciosos. Eu costumo dizer que Stephen King escreve histórias de algum amigo seu. São pessoas (quase?) reais por mais absurdo que possa parecer.

O livro trata de crianças com poderes paranormais trancafiadas em um instituto no meio do nada onde são psicologicamente abusadas a exaustão, até que um deles, um baita de um moleque inteligente consegue escapar. E aí é que barata voa e a história se desembola.

Prova de que o Velho King ganhou um coração e aprendeu a fazer meus olhos arderem...
PS: Eu gostei mais da história do Tim do que do resto do livro rs.

Um Spoiler de leve:
Ɖ a velha história do fim justificam os meios. Voltar no tempo e matar o bebĆŖ Hitler faz de vocĆŖ uma boa pessoa? Sim? MEU DEUS CARA VOCE TERIA CORAGEM DE MATAR UMA CRIANƇA INDEFESA? QUE MONSTRO Ɖ VOCÊ?

Enfim, é uma leitura morna que mescla ritmos, hora bem alucinante, hora mais parado, não me agradou tanto, mas é longe de ser ruim, de verdade. Apesar da falta de empolgação, ainda é um livro do mestre, e fã dele como sou, é mais uma obra melhor que muito best seller por aí. Vale a leitura, mas se você não quiser arriscar, o Sr. King tem sim, obras melhores.

O Instituto - Stephen King
Nota: 7,5/10

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018


Sinopse Oficial:
O ano é 401 a.C.. Ciro, o Jovem, contrata um exército de mercenÔrios gregos para punir um sÔtrapa rebelde, mas secretamente deseja derrubar do trono do Império Persa seu irmão Ataxerxes. Entre os soldados gregos um jovem espartano tenta provar seu valor em meio a combates sangrentos, em seu interior outra luta se desenrola entre o amor de duas mulheres. Amor, honra, lealdade, coragem, podem tais valores sobreviverem à uma guerra? Ficção e fatos históricos se mesclam para criar uma obra única.

Encerrando com a última leitura concluída do ano e a última resenha também.
Depois da surpresa da última leitura resolvi dar uma chance a outra obra nacional, que me foi recomendada e falo um pouco dele mais abaixo. Conclui sua leitura em três dias e me pegava esperando ter oportunidade para ler mais um pouco. De fato a história me cativou.
O livro conta a história de Perseu, um Espartano que entra no exército para uma missão mercenÔria a serviço de Ciro.
A obra trabalha bem a formação dos soldados, mostrando de forma muito interessante como eram os campos de concentração Espartanos e como os homens eram entregues ainda crianças em poder do Estado e onde sua única função era se tornar um soldado. Todo o sofrimento e crueldade que as crianças passam para se tornarem soldados corajosos no futuro são muito bem mostrados.
As cenas de batalha sĆ£o interessantes. Ɖ óbvio que por ser um amante de Cornwell, Ć© quase impossĆ­vel nĆ£o comparar. Sendo sincero a qualidade nĆ£o se compara, mas sĆ£o interessantes. Contam tambĆ©m com um problema que falo mais abaixo.
Os personagens tambĆ©m sĆ£o bem desenvolvidos e cativantes. Ɖ fĆ”cil se pegar torcendo por Perseu ou seus irmĆ£os de guerra.
As notas de rodapé são excelentes e muito explicativas, elas complementam a leitura para aqueles que tem poucos conhecimentos dos deuses e da religião da antiga Grécia.
O livro acompanha Perseu da infância até a luta na Pérsia contra Ataxerxes, o rei Persa. Não, não é spoiler pois se trata de uma obra que acompanha a história rs.

Porém, nem tudo são flores e deixo aqui os pontos negativos que achei.
Infelizmente o maior defeito do livro Ć© que ele Ć© excessivamente repetitivo em diversos pontos. Seja nas descriƧƵes, diĆ”logos, adjetivos ou atĆ© nas cenas. por exemplo: AtĆ© certo ponto o livro segue muito bem, porĆ©m ao iniciar a marcha para a guerra segue sempre a mesma coisa. Anda-se um pouquinho e luta, anda mais um pouquinho e luta. Alguns capĆ­tulos nĆ£o tĆŖm absolutamente nada de relevante, Ć© apenas um ‘anda um pouquinho e luta’. Isso deixa o livro longo e cansativo de forma desnecessĆ”ria, principalmente porque depois de tantas as lutas acabam parecendo sempre ser a mesma coisa.
Achei que faltou uma história melhor definida também, o final é muito simples e corrido, não passa aquela sensação de obra encerrando, sabe? Sei que tem mais livros depois, mas ainda assim podia ter sido feito de uma forma melhor trabalhada.
A linguagem por vezes parece estar em desacordo com a época. Não sou nenhum especialista, mas algumas vezes me senti desconectado do mundo devido a forma de alguns personagens falarem.
Um outro ponto, que não chega bem a ser um defeito, mas é desnecessÔrio, é a quantidade de cenas de sexo. Voltando ao primeiro ponto, elas são bem repetitivas, principalmente as descrições de Perseu sobre Artemísia. Não vejo problemas com cenas de sexo, mas o livro é cheio delas e elas não acrescentam nada na história e nem são cenas bem escritas. São simplórias e, pasmem, repetitivas. VÔrias poderiam ter sido cortadas e algumas melhor trabalhadas.


Resumindo, acho que falta um trabalho editorial. Isso Ć© comum em obras independentes. As vezes um olhar fresco e desapegado emocionalmente da história pode fazer maravilhas por ela. Certeza que um editor mudaria algumas coisas e cortaria outras para dar mais dinamismo no livro. A repetição incomoda, e muito, depois de certo tempo.  Estou agora na metade do livro II e os pontos negativos aqui extrapolam deixando uma leitura repetitiva e extremamente cansativa, sem acontecimentos. Apesar de estar na metade, a história continua na fórmula ‘anda e luta um pouquinho’. A vontade de abandonar a leitura Ć© bem grande. Talvez parta para outra trilogia, que conta a história de ArtemĆ­sia para ver se esses pontos sĆ£o reduzidos.
Ɖ uma obra excelente. Um ótimo trabalho histórico que mescla bem pitadas de um romance com um pano de fundo histórico. Acho que os fĆ£s de Esparta vĆ£o adorar ver como era a vida naquele tempo.
Aproveite o primeiro volume pois aparentemente o segundo não começa bem.

A RETIRADA DOS DEZ MIL: LIVRO I - M.C. BIJALON 
Nota: 9/10





sexta-feira, 21 de dezembro de 2018


Esse foi um livro que me causou sentimentos conflitantes, porém interessantes. Finalizei sua leitura em apenas três dias. Pra mim é algo incomum que sou bem lento no ritmo de leitura.

Gostei da obra, principalmente da sua complexidade e originalidade. O autor, um premiado escritor de ficção cientifica nacional, executa mais um bom trabalho, tratando questões como preconceitos, privacidade, guerras e mais.

Octopusgarden acredito que possa ser considerada uma space-opera, mas não só isso jÔ que o livro se passa menos no espaço e mais no planeta dos Dolfinos (descendentes dos golfinhos, promovidos a espécie racional pelos humanos).
O livro gira em torno desses e da nave humana que faz inspeções periódicas ao planeta Bluegarden, cedido a seus pupilos. As coisas se complicam quando uma raça desconhecida é encontrada no planeta dos Dolfinos e isso abala toda a vida no planeta.

Porém, não posso negar que alguns problemas me afastaram da leitura perfeita. Cito os abaixo.
  • ·        A capa e a sinopse do livro sĆ£o desleais com seu conteĆŗdo. Desde a psicodelia das cores atĆ© a sinopse e a citação de ser um romance erótico, nĆ£o fazem jus a história, jĆ” que nada disso Ć© entregue dessa forma. O livro conta com umas 3 cenas de sexo e as mesmas sĆ£o bem curtas e sucintas. Apesar de achar que elas simplesmente nĆ£o sĆ£o necessĆ”rias, pois nĆ£o alteram nem enriquecem a história, ainda assim sĆ£o tĆ£o curtas que sua existĆŖncia em nada prejudica o livro e sĆ£o cenas interessantes valorizando o prazer feminino.
  • ·        O autor falha um pouco nas discriƧƵes fĆ­sicas de seus personagens. Tirando um ou outro humano, o que facilita por jĆ” termos o formato na mente, a maioria eu nĆ£o consegui imaginar. Queria ter entendido melhor como eram as espĆ©cies alienĆ­genas. NĆ£o que isso seja um problema absurdo, mas vale salientar.
  • ·        O livro Ć© mal dividido, talvez seja erro editorial ou de diagramação, mas ele podia ser melhor separado; faltam indicaƧƵes de que terminou uma parte ou um arco e se iniciou outro. Como o ritmo Ć© muito Ć”gil, Ć© comum vocĆŖ estar lendo sobre uma coisa e na pĆ”gina seguinte jĆ” serem outros personagens em outro lugar e outro espaƧo-tempo. Essas quebras bruscas na narrativa nĆ£o eram representadas nas pĆ”ginas, e acabam incomodando, pois te deixa perdido na leitura. Isso foi algo que me incomodou bastante.
  • ·        Falta um PUNCH no enredo. Falta plot mesmo. A história promete muita coisa, mas nĆ£o entrega, e quando entrega Ć© feito de forma desleixada. As explicaƧƵes sĆ£o muito diretas e muito simples, sem CLƍMAX. Criam-se os suspenses e as curiosidades, mas nĆ£o as soluƧƵes. Muitas pontas ficam abertas e sĆ£o simplesmente abandonadas. A história do romance Ć© quase como que um acompanhamento da vida de alguns personagens, só que sem acontecimentos muito pertinentes.
  • ·        O final do livro tambĆ©m deixou a desejar, justamente pelas faltas de marcaƧƵes. O livro simplesmente termina sem responder nada e na pĆ”gina seguinte jĆ” se inicia o material extra, que Ć© um conto do autor (nesse mesmo universo). Isso me frustrou demais. Eu estava esperando a conclusĆ£o do livro e ela simplesmente nĆ£o chega. Ele nĆ£o entrega as coisas que promete dentro da história. Fala-se sobre um mega combustĆ­vel, mas nĆ£o se explica nada. Inicia-se uma guerra, mas ela Ć© resolvida de uma pĆ”gina pra outra. Personagem A tem um ataque de fĆŗria, mas de um parĆ”grafo pra outro jĆ” se passaram dĆ©cadas. Ɖ algo bem frustrante!
  • ·        O pecado maior do livro talvez seja esse. Por se tratar de uma prequel, talvez respostas sejam dadas no outro volume, porĆ©m muita coisa fica aberta e acredito que nĆ£o faƧa parte do universo do próximo volume (publicado anterior a este). Uma pena!
Apesar das falhas e duras críticas, o livro me ganhou. A escrita do autor é muito boa, muito sagaz. O ritmo do livro é bem intenso e cheio de coisas novas o tempo todo. A originalidade também é ponto muito positivo, principalmente por um gênero não muito comum de se ver autoria nacional. O livro conta também com personagens interessantes e muito bem trabalhados. A PennyLane é simplesmente incrível!
NĆ£o espere plottwists, respostas ou discussƵes mega filosóficas. Ɖ uma spaceopera mas Ć© tambĆ©m uma história simples sobre a vida dos protagonistas, sem muitos acontecimentos fora do comum. DĆŖ uma chance e conheƧa novas espĆ©cies desse mundo novo e veja humanos de uma forma nada convencional.
E o conto A filha do Predador é genial, um ótimo conto de Ficção Cientifica!

Octopusgarden - Gerson Lodi-Ribeiro
Nota: 8/10


quarta-feira, 7 de novembro de 2018


Finalizei o primeiro volume dessa coletânea com um sentimento (jÔ esperado) de desapontamento.
O livro é uma coletânea de contos com temas nos demÓnios da Goécia.
Vale ressaltar que nem todos os demÓnios são citados aqui e os contos são todos independentes.

Por ser uma antologia, eu jÔ esperava uma qualidade variada, o que me espantou foi a discrepância tao grande.

Por defeitos editoriais temos de forma notÔvel uma sofrível falta de revisão. Eu teria vergonha de ser chamado de revisor desse projeto. A quantidade de erros de português e de digitação é assustadora.

Outra coisa que me assustou foram as biografias dos autores dos contos. Algumas biografas exaltavam de tamanha forma o autor que vocĆŖ esperaria uma obra excelente. Triste surpresa. 
Geralmente as biografias mais chamativas escondiam os piores (e com mais clichĆŖs) textos.

Ponto positivƭssimo para a qualidade grƔfica. IlustraƧƵes lindas, texto escuro (e forte) e uma borda nas pƔginas de fazer inveja em muita obra de editora grande por aƭ.

Contando com alguns poucos contos interessantes, o restante varia do mƩdio ao pƩssimo.

Do total dos 22 contos, gostei mesmo mesmo apenas de 3.
Os que mais me agradaram foram:

Obscurus – JĆ©ssica Milato
Abra os olhos – JR Valadares
As trĆŖs virtudes da Luxuria – Jefter Haad

Resumindo, é sempre uma pena pagar por um produto e só apreciar uma pequena parte dele. As ilustrações salvam grande parte do projeto, mas as histórias muitas vezes muito curtas e com excesso de clichês estragam o restante.

Espero que o 2 volume seja melhor.

Daemonum Sigillum: As crƓnicas da GoƩcia - Livro 1
Nota: 5/10

quarta-feira, 10 de outubro de 2018



Mais um livro retratando contos de fadas em suas versões originais. Esse volume dÔ sequencia a contos de fadas Celtas e diz focar mais nos heróis masculinos.

Mantendo a qualidade do volume anterior, temos alguns contos melhores que outros, sem dĆŗvidas.

Meus preferidos foram:
Uma lenda de Knockmany
O pretendente de Olwen
Jack e seus camaradas
O cavaleiro dos Enigmas.


Ɖ interessante ver quĆ£o diferente Ć© a história original para a que se difundiu entre o pĆŗblico infantil. Mesmo nĆ£o conhecendo nenhum desses aqui, Ć© possĆ­vel notar alguma semelhanƧa com as histórias contadas pelos mais velhos em nossa infĆ¢ncia.
Algumas tem valores, outras apenas diversão, mas num geral, clÔssico é clÔssico e vale ser conhecido.

Heróis muito espertos - Joseph Jacobs
Nota: 8/10
Sem paciĆŖncia e muito saco para escrever algo mais elaborado tentarei ser bem sucinto.


Conan é um personagem marcante na história mundial. Negar sua fama se torna cada vez mais impossível, assim como negar a qualidade de seu gênero.
Um apaixonado por RPG feito eu, jÔ esbarrou com diversos tipos de histórias da Espada & Feitiçaria, e Conan sem dúvidas influenciou muito isso.

Como disse, eu jĆ” sabia o que esperar. Robert Howard Ć© um gĆŖnio, mas sua curva narrativa Ć© algo que sempre me incomodou.
As histórias de Conan sempre seguem uma curva muito lenta no início, demoram para alavancar, tem um Ôpice muito corrido e um final sempre muito abrupto.
Um detalhe me incomodou bastante na tradução. Apesar de excelente em questão de texto, não converter unidades de medidas americanas para o sistema internacional me soa um pouco preguiçoso.


Meus contos preferidos foram A Torre do Elefante e Deus na Urna, esse Ćŗltimo rejeitado pelos editores. Vai ver o estranho sou eu mesmo.

Graficamente falando o livro Ʃ impecƔvel.

Acho que vale a pena demais dar uma chance ao BÔrbaro da Ciméria. HÔ uma grande chance de você perceber que ele é de longe muito mais que apenas um bombado de tanga.

Conan: O BƔrbaro, Vol. 1 - Robert E.Howard
Nota: 7/10


Sem paciĆŖncia e muito saco para escrever algo mais elaborado tentarei ser bem sucinto.

Achei um livro incrível. Um Terror (TERROR mesmo, não horror) psicológico de altíssima qualidade.

Ɖ um livro com uma linguagem meio estranha, bem diferente do usual. Por jĆ” ter lido outro livro da autora eu sabia que seria algo meio incomum mesmo, mas quem nĆ£o conhece Ć© bom saber.

A premissa Ʃ bem comum, seja pq o livro inspirou outras obras ou outras obras inspiraram o livro, mas Ʃ a clƔssica: Um grupo vai em uma casa assombrada investigar fenƓmenos paranormais.
O problema comeƧa quando um dos personagens comeƧa a se envolver demais, daƭ a loucura comeƧa.

A autora deixa TUDO subentendido. Nada Ć© explĆ­cito. Ɖ difĆ­cil saber se a porta bateu por causa de um fantasma ou se foi o vento. Algumas cenas nĆ£o se sabe se Ć© imaginação ou lembranƧa.

Toda essa mistura cria uma ansiedade constante, o que leva o leitor a buscar respostas.
Nem todas virão, outras ficarão a cargo do leitor concluir.

O livro nĆ£o foca em sustos ou coisas grotescas, o foco Ć© a ansiedade, Ć© a pulga atrĆ”s da orelha, Ć© aquele “SerĆ”...?” que perdura na mente no final do parĆ”grafo.

Como pontos negativos eu cito a linguagem um pouco confusa. A tradução é excelente, a autora que tem uma escrita um pouco confusa as vezes mesmo.

Outra coisa que particularmente odeio, é o estilo americana que utiliza aspas no diÔlogo, muitas vezes no mesmo parÔgrafo. Gosto da forma que fazemos, parÔgrafos separados e com o uso do travessão, uma pena a editora optar por isso.

Resumindo: IncrĆ­vel... Assustadoramente IncrĆ­vel!

A Assombração da Casa da Colina - Shirley Jackson
Nota: 9/10



segunda-feira, 17 de setembro de 2018


Livro bonito, bem feito, ilustrado, colorido e ainda baratinho. Nem parece coisa da Martin Claret.

O livro traz uma seleção de 8 contos de fadas Celtas.

Leitura rÔpida e agradÔvel com lindas artes internas. Fiquei realmente surpreso com essa edição, tudo muito caprichado.

Apesar de o título e a sinopse dizerem que são histórias de princesas, nem todos os contos giram em torno delas, alguns elas mal aparecem.

Meus contos preferidos foram os abaixo, mas não achei nenhum ruim:
CabeƧa-Pequena e os filhos do rei,
Guleesh,
O pastor de Myddvai,
Connla e a donzela encantada,

Como um bom conto de fadas, temos de tudo aqui. Não são versões infantilizadas da Disney, mas são bem fantasiosas. Temos bigamia, assassinatos, mortes, invejas e tudo mais.

Gostei mais do que imaginei que iria. Os contos originais passam aquela sensação de infĆ¢ncia ao mesmo tempo em que vocĆŖ estĆ” lendo sobre algo bem adulto (e errado, nos dias de hoje). Ɖ uma sensação bem interessante, recomendo que todos experimentem.

Princesas e Damas Encantadas: Contos de Fadas Celtas - Joseph Jacobs
Nota: 9/10

sexta-feira, 14 de setembro de 2018


Vi em algum lugar dizer que o livro Ć© um YA, talvez por isso ele seja assim.

Ele Ć© Ć”gil, o protagonista Ć© um ‘herói’ e a história nĆ£o perde tempo. AtĆ© que faz sentido se pensar na juventude de hoje.
Ressalto que até acho ela bem madura em relação a seus temas para os que normalmente são tratados em obras YA.

Acho também que o fato de ser declaradamente uma YA justifica o fato das personalidades dos personagens se alterarem com tanta frequência e de todo mundo ser impulsivo demais. Isso cria identificação com o adolescente. O mundo dele é basicamente isso. JÔ foi o meu e jÔ foi o seu também.

A história gira em torno de um jovem príncipe que iria se tornar tipo um padre, faltava pouco para ser aceito na seita e da noite para o dia descobre que é o novo rei. Ele que jamais esperou por isso jÔ que não estava na linha de sucessão, é pego de surpresa e rapidamente é levado a assumir seu trono.
Uma traição ocorre e ele quase é morto. Agora, querendo se vingar, vai fazer de tudo para que paguem.

O plot parte daƭ e vai girar em torno dessa vinganƧa. AtƩ aƭ nada muito novo, certo?

Mais ou menos. Apesar da premissa jÔ conhecida, o autor consegue inserir diversos plot twists sem perder a mão. Mesmo não sendo nada derretedor de mentes ainda é uma alternada inesperada no caminho o que dÔ bastante agilidade a narrativa.

Alias, esse livro nĆ£o conhece freio. Ɖ quase que um livro-filme de ação.

O autor não perde tempo desenvolvendo seus personagens, talvez o que disse mais acima justifique isso, talvez não. Nem o protagonista achei bem trabalhado, muitas vezes ele é só chato, como um bom adolescente que se preze.

Algumas coisas achei Deus Ex Machina demais também, tudo bem que é fantasia e tudo mais, mas ainda assim algumas vezes parecia um conto de fadas mais que uma fantasia. (tem diferença? Fica aí a reflexão pra vc pq pra mim não interessa)

Resumindo: Ć© um livro interessante, principalmente se vc ler sem se preocupar muito, algo leve e rĆ”pido só pra distrair. Ɖ importante tambĆ©m saber que vocĆŖ talvez nĆ£o seja o publico alvo. No mais, se vocĆŖ gostar de historias rĆ”pidas e frenĆ©ticas, quase um roteiro de Transformers, acho que vocĆŖ tem tudo pra apreciar. O livro Ć© bom e divertido. Tem diversas frases de efeito e um mundo com uma guerra prestes a acontecer.

Divirta-se.

Meio Rei - Joe Abercrombie
Nota: 8/10

terƧa-feira, 4 de setembro de 2018



Bem, vou escrever minhas impressƵes da trilogia toda por motivos de preguiƧa mesmo.

A trilogia de Cornwell sobre Artur é talvez a mais próxima do que teria sido a vida naquele período histórico. Esqueça magias, espadas na pedra, tÔvola redonda e todo o resto. Aqui é um romance histórico, com muita intriga, jogo político, sangue, crueldade, paganismo e o Ôcido humor britânico.

De forma bem direta, os 3 livros mostram muito bem a curva de ascensão e decadência de Artur, no que seria um belo semiciclo de uma senoide.

O Rei do Inverno – Sua ascensĆ£o tanto em importĆ¢ncia quanto em presenƧa na história.
O Inimigo de Deus – Onde ele finca o pĆ© e vemos mais dele, tanto seu lado chato quanto bom e tambĆ©m as armadilhas que o destino, que Ć© sempre inexorĆ”vel, pƵe em seu caminho.
Excalibur – A decadĆŖncia tanto da pessoa quanto da história, que ruma para seu fim.

Preciso admitir que Cornwell Ć© o tipo de leitura em que vocĆŖ precisa estar na ‘vibe’ dela, pois ela nĆ£o se preocupa em fazer o contrĆ”rio. HĆ” um tempo atrĆ”s, eu abandonei a leitura por esse motivo.

O inicio de O rei do inverno é bem lento e pouco coisa acontece. As pessoas que você quer ver não aparecem e ainda é muito cedo para a intriga funcionar. Esse fato me fez largar. Tempos depois, peguei para reler e rapidamente entrei na mesma frequência, de lÔ pra cÔ eu não consegui largar a história até o seu fim.


No livro 1, começamos a conhecer personagens sensacionais e vemos como nas escolhas podem desgraçar todo um reino. A principio é bem estranho ver personagens jÔ tão clÔssicos na nossa cultura fantÔstica serem retratados de forma tão diferente, mas Cornwell sabe o que faz e todos eles seguem reais e próprios. O que gosto nas histórias dele é de que os personagens são fieis as suas personalidades, eles não mudam pela vontade do roteiro, mas seguem aquela linha definida e são todos muito bem descritos.

No livro 2, vemos esses personagens jÔ mais maduros e endurecidos (mas não velhos) e é onde a história ganha seu Ôpice. O ritmo que vinha crescendo da metade do primeiro livro pega ainda mais embalo e temos o melhor e mais frenético livro da saga. As batalhas que jÔ eram sensacionais ficam melhores, as intrigas mais perigosas, os romances mais arrebatadores e as merdas... ah... essas ficam ainda mais fedidas. Sangue e desgraça parece que espreita cada capítulo.

No livro 3, a história ruma para o fim mas infelizmente pega uma ladeira e vai meio que sem freio. O livro não é ruim, longe disso, mas o ritmo se perde completamente. Temos montes de pÔginas de história que não avançam em nada, temos batalhas demais o que deixa até cansativo de certa forma, tendo em vista os últimos 2 livros e até as intrigas se perdem.
No ultimo terço, o livro até se embala com a revelação de um mistério e um leve plottwist, mas nas pÔginas finais ele decepciona.


O final não é ruim, mas as pÔginas finais sim. Entendem? Uma pena, pois depois de um livro tão bom quanto o 2, o encerramento deixa a desejar.

Recomendo demais a leitura, foi uma das melhores coisas que li nos últimos tempos, não Ô toa é tão recomendado por tantas pessoas.
Prepare o estomago para as batalhas, prepare a mente para entender melhor como era uma vida medieval e prepare sua fé para ter as bases do cristianismo balançadas. Não conheço ninguém que se arrependeu de ler essa série, tenho certeza que não conhecerei também.

Notas:
O Rei do Inverno – 9/10
O Inimigo de Deus – 10/10
Excalibur – 8/10

quinta-feira, 16 de agosto de 2018


Terminei de ler esse livro jÔ tem quase um mês e tinha esquecido de escrever minhas impressões sobre ele. Porém, como dizem os antigos, antes tarde de que mais tarde.

Essa coletânea de contos, até onde sei exclusiva do povo brasileiro, é uma genial sacada da editora que reúne os contos mais famosos que inspiraram filmes.

A qualidade da escrita de PKD Ʃ algo a parte. Ɓcido, direto e certeiro nos pontos que deseja abordar, o velho Phillip raramente decepciona.

De todos os contos só 1 que nĆ£o me agradou muito, falarei um pouco de cada mais abaixo. 

Recomendo assistirem aos filmes antes dos contos, pois terão a mesma sensação que eu tive, que é a de ver como 20 ou 30 pÔginas conseguem entreter melhor que 2 horas de Ôudio visual rs.

Lembramos para você a preço de atacado
Conta a história de uma empresa que consegue inserir memórias 'falsas' nas pessoas mediante pagamento. A reflexĆ£o maior Ć© tambĆ©m o slogan da empresa, que diz implantar a memória tĆ£o profunda que nenhum detalhe passa despercebido. Combinemos que dificilmente uma memória 'natural' se mantĆ©m intacta por muito tempo rs. 
Esse aqui foi meu conto preferido.

Impostor
Ɖ basicamente a história de um infiltrado que se torna uma cópia exata de outra pessoa. Minha reação inicial foi: “Esse conto Ć© maravilhosamente derretedor de mentes. Estou tendo orgasmos mentais." 
Passou um tempo e a sensação continuou rs.

Segunda variedade 
Ɖ um conto irritantemente incrĆ­vel. Conta uma história meio pós guerra onde a humanidade desenvolveu mĆ”quinas para caƧar seus inimigos. Ɖ a clĆ”ssica história onde as maquinas tomam contam e assumem o controle.
Ele te leva numa jornada clichĆŖ e nada surpreendente. Ɖ basicamente mais do mesmo atĆ© a Ćŗltima pĆ”gina, mas Ć© na Ćŗltima frase que o desgraƧado do PKD mostra o quĆ£o genial ele Ć©. O conto nunca foi sobre o que vocĆŖ acha que Ć©, e só terminando Ć© que vocĆŖ percebe. Malditos autores sensacionais kkkkk

O Pagamento 
Ɖ um conto interessante, Ć© um suspense melhor que muito thriller completo por aĆ­. Um homem que perde a memória descobre que seu ela do futuro lhe deixou vĆ”rias dicas para ele recobrar a memória.
O final é meio bleh mas é legal num geral. Gosto da escrita do PKD pq ela é direta e sem muita enrolação, principalmente nos contos.

Minority Report
Rapaz, Minority Report é um conto sensacional. De cair o cu da bunda, como dizem por aqui. Adaptado pro cinema pelo Spielberg, jÔ dÔ pra saber que ele não iria colocar a mão em coisa ruim.
A história gira em torno de uma tecnologia criada para prever crimes. Com isso em mãos, a segurança consegue agir antes que o mesmo aconteça, o que traz a reflexão: Um crime que ainda não foi cometido, pode ser considerado crime? Pensar em fazer algo, é o mesmo que fazer?
Maldito nƩ? kkkkkk

Equipe de ajuste e O Homem Dourado
SĆ£o os Ćŗnicos contos que nĆ£o gostei. Eles nĆ£o sĆ£o ruins, só achei meio raso demais. Comparado aos outros Ć© bem fraco. 
A primeira Ć© a história Ć© sobre um homem que percebe a ‘matrix’ e tenta fugir de ser derrubado pelo sistema. Quem desperta merece ser aliado ou eliminado?
O segundo é sobre uma criatura que supostamente é a evolução do ser humano.

Realidades Adaptadas - Philip K. Dick
Nota: 9,5/10

quinta-feira, 2 de agosto de 2018


Eu sempre recebi olhares tortos quando dizia minha opinião sobre It. Costumo dizer que a melhor forma de ler SK é saber o que esperar das coisas que ele escreve, quem conhece, rapidamente sabe do que estou falando.

Li o livro a primeira vez a mais de 10 anos atrƔs e decidi visitar essa viagem maluca (e absurdamente longa) que era acompanhar a molecada.

It não é um dos melhores trabalhos do velho King, apesar de me odiarem por falar isso, eu hoje, mais velho e mais sem saco do que quando adolescente, tenho ainda mais certeza disso.

O livro é longo demais, não, não chega a ser impeditivo, mas cansa. BASTANTE. A prolixidade do SK aqui ganha proporções irritantes. Na contramão, esse mesmo estilo tem uma mÔgica que te prende a ele. King não é best-seller à toa, cansativo ou não a história te prende e todo aquele caldeirão de acontecimentos, personagens, bizarrices e todo o resto criam um redemoinho onde o centro é você.

King se perde muito na história. Tem umas viagens de Ć”cido muito loucas, tudo bem que ele jĆ” admitiu estar sobre fortes influencias de drogas, o que Ć© perceptĆ­vel na obra, mas a experiĆŖncia da leitura vai alĆ©m. Ɖ MUITO ƁCIDO NA MENTE.

Alienígenas, gangbang infantil, tartarugas e aranhas... é um prato cheio pra uma loucura sem fim. Controverso ou não, o mais polêmico é o que menos me incomoda, mas não deixa se ser loucura.

A obra trata basicamente sobre a infância e as dificuldades que grande parte passou. Todos são muito bem trabalhados, inclusive os personagens que não precisam, mas tudo ali tem um motivo, todo mundo tem um background que justifica, de certa forma, seu comportamento.

A história não é assustadora se você olhar de fora. King te ganha é justamente desenvolvendo seus personagens tão bem que você se sente um deles, ou se sente eles, e nesse aspecto o medo agora te cerca também, pois você deixa de ser o leitor e passa a ser um dos Losers.

Se sangue e crueldade é algo incomodo, fique longe de It. Pennywise é deliciosamente cruel, mas a maldade maior do livro permeia as entrelinhas. Desespere-se com o dito e ainda mais com o não dito.

O final é estilo padrão do velho King. Não entenda nada ou Odeie. Eu fico com o ódio, sempre. O ódio é sincero.

It é uma obra grande demais e cansativa, mas muito boa tirando as maluquices. Os personagens poderiam ter sido qualquer um de nós. O velho SK sabe criar personagens como ninguém. Cortando-se 1/3 do livro teríamos uma obra beirando o espetacular.
Cuidado ao criticar It por aí, ele é muito amado e talvez uma das obras mais famosas, mas aqui, cÔ entre nós, o velho King tem coisa MUITO melhor pra te oferecer.

It - Stephen King
Nota 7/10

segunda-feira, 16 de julho de 2018


Vi muitas pessoas comentando que este era um livro de horror, que o protagonista era m anti-heróis e etc.
Bem, eu não acho que seja horror da mesma forma que não acho que Cipriano seja um anti-herói. Se trata de uma fantasia urbana e um suspense, com um toque excessivo de gore (que é lindo) e Cipriano é um herói, boca suja e de preferencias fora do convencional.

Cipriano Ʃ um Padre (sqn) que trabalha para uma ordem secreta do vaticano, onde Ʃ responsƔvel por lidar com o sobrenatural. Quando uma criatura comeƧa a torturar e matar pessoas corruptas famosas, em lives no Youtube, se auto intitulando o novo Messias, Ʃ hora de entrar em cena.

Sinto que mais uma vez minha expectativa me traiu. Eu esperava algo bem diferente. A quantidade de elogios a obra é enorme. Não achei ela ruim, o livro conta com algumas cenas sensacionais e é preciso pontuar que hoje em dia, encontrar alguém com coragem e culhão para descrever tal cena e mexer com tais arquétipos de nossa sociedade, é algo bem raro.

Porém, nem tudo são flores, algumas coisas realmente me incomodaram.

Cipriano é uma mistura de Constantine + CSI + Seu Boneco. Ele é OverPower DEMAIS e acho que o livro sofre um pouco com o que chamo de "efeito supersayajin". Quando seu protagonista é poderoso e fodão demais, você precisa enfraquecer todos os inimigos, isso fica um pouco chato e forçado. Cipriano é interessante, mas forçado demais. Ao invés de empatia eu acabava ficando meio de saco cheio dele e pegando ranço.

O nível de poder, por exemplo, é outra que me incomoda bastante... O que para muitos o fato dessa salada de criaturas sobrenaturais existirem seja uma coisa boa, para mim fica bobo, jÔ que não consigo encaixar no meu conhecimento prévio (jÔ que não hÔ uma explicação aqui) que elas coexistam.

Julia é uma personagem chata, sem motivação, forçada e totalmente Deus Ex Machina. Sem carisma algum mesmo. O que é uma pena porque no início eu realmente achei que ia odiar o padre e me apaixonar por ela.

Faltou coragem de matar alguns personagens. Apesar da última morte eu ter tirado o chapéu (ele acertou muito nela), achei que foi pouco.

O vilĆ£o Ć© fraco e bobo. Cara que frustração do caralho. Triste, bem triste. O combate final me fez ficar balbuciando: “ahhh nĆ£o... termina assim nĆ£o... ah nĆ£o....”

A resolução do mistério também achei que foi um pouco fÔcil demais. Não é ruim, eu só esperava mais. Fica aquele gostinho de que tu sabia que podia ser melhor.

O Epílogo não acrescenta nada na história, é simplesmente uma insinuação de se criar uma brecha para um próximo livro.

Tem personagens demais. Referencias a cultura pop demais. Infelizmente desenvolvimento de menos. Esse Ć© um daqueles casos onde eu queria que o livro fosse maior, justamente para ver toda essa gama de mundo + personagens mais trabalhados e melhor explorados.


Confesso que gostei bastante de todas as alfinetadas a igreja e principalmente as cenas mais bizarras. O autor não economizou na bizarrice e isso além de corajoso é louvÔvel.

A obra se passa no Rio de Janeiro e Ć© gostoso ver tantas referencias a lugares que eu jĆ” estive ou jĆ” passei. Ɖ uma viagem divertida que vai do subĆŗrbio a zona sul.

A dentista Fernanda(FĆŖ) Ɖrica tem um nome incrivelmente sensacional hahahah.


No geral é uma obra boa e divertida, tem um certo humor mórbido sensacional e excelentes cenas de gore explicito para usar nas minhas mesas de Kult. O horror e o suspense deixam a desejar, mas para quem gosta de protagonistas fodões e badass vão ter em Cipriano um prato cheio. JÔ aqueles apaixonados por uma salada sobrenatural vão se divertir vendo de vampiros a fadas do dente e até a dragões chineses.

Ɖ um livro que vale a pena experimentar e ver essa nova roupagem gostei mais da primeira parte que da segunda, mas isso nĆ£o tira seus mĆ©ritos nem seus demĆ©ritos. O livro passa na mĆ©dia com uma certa folga rs.

Deuses CaĆ­dos - Gabriel Tennyson
Nota: 8/10

quarta-feira, 11 de julho de 2018


Eu acho que a melhor descrição pra todo o marketing envolvendo esse livro é: Desleal.
Ele é vendido como um livro de terror, mas não é.
Andrew Pyper faz mega elogios, como se isso fosse algo bom ou ele bom autor, mas não é.
Diz que explora a mitologia russa, mas não faz.

O livro é sim uma fantasia urbana, que utiliza a mitologia russa como Russalka e Baba Yaga, mas de forma genérica. Troque por qualquer outra criatura sobrenatural e você terÔ o mesmo efeito.

A história gira em torno de um mago moderno, que tem alguns problemas como ser alcoólatra por exemplo e uma criatura no passado sequestrou ele, agora ela quer vingança.

O primeiro terƧo do livro Ć© uma loucura só. Nada faz sentido. A escrita do autor Ć© bem pobre, falta história, falta um fio condutor. Realmente parece que sĆ£o vĆ”rios capĆ­tulos espalhados de forma aleatória. 

Depois da metade o livro engrena e a história começa a se desenhar, as coisas começam a fazer sentido. Apesar de alguns capítulos ainda serem meio loucos (eles dariam EXCELENTES contos), a história se mantém fiel em seu propósito aqui.

Ɖ uma pena que os personagens sejam tĆ£o mal desenvolvidos. A história atĆ© que fica boa, mas Ć© muito mais por um esforƧo de jĆ” ter passado da metade do que por realmente ter algum apego aos personagens.

Outra coisa que pode nĆ£o agradar muito Ć© o estilo da escrita. A escrita em si Ć© atĆ© ok, mas o estilo Ć© estranho. Isso se explica pq o autor Ć© roteirista, entĆ£o se sinta como “lendo um filme”.

Explico, em algumas cenas temos a ação acontecendo, daí começa outro capítulo do nada falando sobre um casal de senhoras conversando numa lanchonete e de repente um carro entra pela parede atropelando todo mundo. Bem coisa de filme, onde o ponto de vista muda, né?

Deixo claro que esse livro nĆ£o se preocupa em te localizar. Algumas frases sĆ£o soltas ao longo dele e isso Ć© o mĆ”ximo que vocĆŖ vai ter como explicação pra que algo no passado foi assim ou assado. Ele nĆ£o te “norteia”, nĆ£o te “centraliza”. NĆ£o hĆ” background aqui. AlguĆ©m diz que foi preso em uma pĆ”gina e capĆ­tulos depois alguĆ©m Ć© destruĆ­do psicologicamente por tal coisa.

O livro melhora e mantém a qualidade até o fim. O final é algo complicado pra mim. Eu gostei e não gostei ao mesmo tempo. Gostei do que acontece com o protagonista, mas acho que faltou coragem pra ir mais além. O livro termina muito morno. O epílogo podia ser melhor construído.

Eu fico na mƩdia do OK com esse livro. Queria ter gostado mais mas tambƩm queria que ele fosse melhor.

Bem-vindo Ć  Casa dos EspĆ­ritos - Christopher Buehlman
Nota:  6,5 / 10

quinta-feira, 5 de julho de 2018


Esse livro Ć© o primeiro thriller de um autor italiano e segundo a editora jĆ” foi publicado em mais de 30 paĆ­ses.

A história gira em torno de um documentarista que ao fazer muito sucesso vai viver na cidadezinha no interior da ItÔlia com sua esposa, para dar uma descansada e sair da correria de hollywood.
Chegando lĆ” ele sofre um acidente nas montanhas (tipo aquela coisa de ficar preso por dias numa mina) e isso afeta ele mais que o normal.
Acontece também que tentando superar esse trauma, ele descobre um assassinato que ocorreu a muitos anos atrÔs e isso chama muito a atenção dele. Logo uma vontade de ir atrÔs da verdade para manter sua sanidade se desenvolve.

Bem, é um thriller, acho que não preciso dizer muito mais do que isso. Irei então, tecer minhas críticas de como foi a experiencia de leitura.

O primeiro terƧo eu acho bem desnecessƔrio, isso estraga a primeira metade, que acho que podia ser cortada ou reduzida ao todo a umas 20 pƔginas.

A segunda metade ganha ritmo e a história engrena. O livro melhora MUITO, não salva tudo mas é notória a mudança, porém, no geral conta com dois (mas não únicos) defeitos principais:

  • A criação da expectativa. Acho muito importante em qualquer Thriller vocĆŖ conseguir gerar essa ansiedade, mas o livro nĆ£o consegue. Ele entrega algumas informaƧƵes de forma muito direta e sem emoção. Imagine cortes sĆŗbitos de cĆ¢mera num filme, soa bem amador mesmo. Sem contar que o Sobrenatural Ć© PƉSSIMAMENTE utilizado.
  • Falta motivação. Sim, Ć© meio empurrada goela abaixo essa vontade do protagonista (que Ć© mal desenvolvido) ir atrĆ”s desse mistĆ©rio. Isso Ć© PƉSSIMO numa história de investigação.

Você deve estar perguntando: Nossa Pedro, foi tão ruim assim?
NĆ£o, atĆ© que nĆ£o. Ɖ que o livro promete demais sabe, ele promete e nĆ£o entrega. Tudo nele Ć© um convite a uma obra excelente. A parte grĆ”fica, o acabamento em capa dura, a capa, a comparação com Stephen King (que jĆ” Ć© algo cansativo de se ver) e atĆ© as primeiras pĆ”ginas.

Promissor, não?

O livro gera uma expectativa desnecessĆ”ria e nĆ£o a alcanƧa. NĆ£o Ć© ruim, longe disso, mas nĆ£o Ć© tĆ£o bom quanto tenta ser. Ɖ aĆ­ que ele perde. Num geral ele se torna apenas OK ou aquele “ah Ć© legal”, mas sem muita empolgação.
A grande parte dos erros aqui acho que se justificam com a informação de que é o primeiro thriller do autor. Vejo potencial, talvez em futuras obras o cara arrebente.

Para mim o personagem principal deveria de certa forma ser a tal Besta, mas não é. O próprio acidente inicial que é algo importante pro plot é mal utilizado e fica aquele gosto amargo de estar sendo empurrado a força goela abaixo.
Os melhores pra mim são o Werner e a Clara, a menina é incrível, difícil não se apaixonar por ela.

Acredito que o autor se perdeu no final também, se tivesse terminado um pouco antes o livro seria bem melhor, mas o autor decidiu jogar mais uma cartada e com isso terminou corrido e sem a emoção que a cena anterior tinha, se você leu, você vai entender.

Uma primeira metade longa e de certa forma desnecessÔria, a história ganha outra pegada na segunda parte. O livro tem defeitos, mas o charme da pequena Clara vai ganhar o coração de todo leitor.
NĆ£o espere encontrar horror, o livro pincela o tema de leve e se prende a seu objetivo inicial, que Ć© ser um suspense.
Experimente, não é uma leitura demorada e vai divertir um pouco. E pelo menos, o livro é bem bonito e vai dar um grau na estante rs.

A essĆŖncia do mal - Luca D’Andrea
Nota: 7/10


sƔbado, 30 de junho de 2018


Stephen King é mestre no que faz, tanto por isso muitos se referem a ele como Mestre, mas se você nunca leu ou não é tão fã, provavelmente se pergunta o porque de tanto amor a escrita desse senhor.

SK tem a habilidade de criar personagens tĆ£o assustadoramente interessantes e bem desenvolvidos que o leitor se sente parte daquela história e daquela jornada. Logo um apego Ć© criado mesmo com os personagens mais triviais da história. Ɖ nesse ponto que o velho King te ganha. VocĆŖ se sente tĆ£o apegado que mesmo uma sombra atrĆ”s da cortina jĆ” te deixa apreensivo.

Sem contar também o fato dos personagens serem tão bem feitos que é normal um tempo depois de ler suas histórias, você não pense nelas como algo que alguém te contou. Os personagens facilmente se tornam velhos amigos nas suas lembranças e você acaba até contando para alguém que algo aconteceu com um amigo seu, sendo que esse amigo saiu da cabeça do velho King.

Ɖ fato tambĆ©m de que SK abandonou (ou diminuiu bem) em seus trabalhos mais recentes aquela mĆ£o forte que ele tinha para o horror, mas o terror que sentimos a cada ameaƧa a vida ou sanidade aos personagens que tanto aprendemos a amar ainda estĆ” lĆ”. MĆ©rito todo ao mestre, que ele merece como sempre.

Outsider parece estar revelando um novo King, com habilidade de contar histórias melhores com menos palavras.

O livro também consegue trazer algo inusitado, são vÔrios estilos em um mesmo romance. O começo é bem uma trama policial, mas jÔ te agarra pela curiosidade e pelas reviravoltas, o meio nos apresenta um sobrenatural que vai crescendo e engolindo os personagens (e o leitor) até que se encaminha pro fim com uma dose razoÔvel de ações e conflitos.

Com a dose certa e bizarrices e um sobrenatural que se mantém enigmÔtico e perigoso (pelo menos até o final), o velho senhor Estevão faz mais um belo trabalho.

King aproveitou também para homenagear alguns gênios da literatura como o Sr. Edgar Allan Poe e a Sra. Agatha Christie, entre outros. Sendo justo, referencias não faltam nesse livro.

Como pontos negativos eu deixo dois:
  • Achei o final sem emoção. SK tem sĆ©rios problemas com finais, o daqui nĆ£o Ć© ruim, só Ć© simples demais. Acho que faltou ousadia.
  • Achei Holly muito Deus Ex Machina tambĆ©m. Ela resolve tudo muito rĆ”pido, pensa sempre nas coisas certas. Como nĆ£o li a trilogia do Bill Hodges, pode ser que eu nĆ£o tenha desenvolvido todo o carinho, que todo mundo que leu, tem por ela.

Somando tudo eu acho que esse livro é uma boa mistura das antigas histórias do SK, misturando aquela agonia junto aos seus livros mais modernos e com uma pegada mais policial.

Que sou fĆ£ do cara acho que nĆ£o Ć© segredo, mas sendo fĆ£ ou nĆ£o sei que nem todo trabalho dele Ć© bom, mas esse Ć©. Gostei bastante mesmo, me peguei arrumando brechas durante o dia para ler algumas pĆ”ginas. Fazia tempo que nĆ£o tinha um ‘page-turner’ nas mĆ£os. Grata surpresa e principalmente:
Vida longa ao Mestre.

Outsider - Stephen King
Nota: 9,5/10

quarta-feira, 20 de junho de 2018


Mais um lanƧamento, mais uma expectativa...
Esse livro Ć© vendido como um terror. O autor Ć© chamado de o Stephen King Sueco. Ɖ...
Só que não.

A história é simples, gira em torno de uma viagem de 24h num cruzeiro. Uma bizarrice acontece e fica todo mundo preso.
Nada original, nada inovador.

O sentimento Ć© de ler/assistir um filme B de horror. Roteiro fraco, cheio de clichĆŖs e muito sangue e pornografia. Ɖ isso, esse livro Ć© justamente isso. Nem o Gore do livro Ć© grande, atĆ© nisso ele falhou.
Eu não entendo para que tanto esforço pra esconder que é um livro sobre vampiros, nem a história lida com isso como se fosse grande coisa. Enfim...

O livro tenta tratar da humanidade numa simulação de apocalipse. Mestre das Chamas de Joe Hill faz isso de forma excelente, Mats jÔ não.

Com um começo interessante, o livro me ganhou e eu entrei na onda, só que ele começa a se tornar lento demais. Até a pÔgina 200 nada aconteceu ainda. São 200 pÔginas apresentando os vÔrios personagens. Sim são muitos pontos de vista.

A escrita do autor é até leve e rÔpida. O livro conta com capítulos curtos, bem curtos até o que acaba gerando muitas quebras abruptas na narrativa e vÔrias vezes sem necessidade. Muda o ponto de vista e logo no próximo volta ao anterior, algo que podia ter sido evitado e dado mais fluidez.

Como eu disse, são vÔrios personagens, porém nenhum deles me cativou e eu não me importava com o que aconteceria com nenhum. O livro logo perde ritmo pois são muitas pessoas apresentadas, numa tentativa de gerar empatia no leitor, o que não aconteceu e no final eu achei o livro excessivamente longo justamente por isso.

Falando em livro longo, como esse livro Ʃ repetitivo. Olha, eu perdi a conta de quantas vezes li que estava tudo sujo de sangue, que dentes batiam como tesouras o que a fome era incontrolƔvel. SƩrio, chega a parecer amadorismo.

A escrita em si é até ok. As vezes interessante, mas a maior parte do tempo nem boa nem ruim. A constante repetição de sangue jorrando e dentes batendo me irritou mais do que devia.

Para mim, o suspense é o que faz um bom livro de terror. Esse livro não tinha nenhum o que no fim tornou a experiência um saco. As ultimas 100 pÔginas eu só queria que acabasse pois jÔ imaginava como seria o fim. Acertei. Impacto zero e sem nenhuma emoção.

A capa compara as obras do Stephen King. Ok, esse livro talvez chegue perto dos livros ruins do SK (e olha que sĆ£o vĆ”rios). VocĆŖ nĆ£o necessariamente odeia, mas Ć© meio que OK, nada espetacular. 


Resumindo.
Personagens mal trabalhados. Roteiro fraco. Repetitivo demais. Suspense zero, horror zero. Não combina com terror nem com Stephen King, mas sua escrita rÔpida e Ôcida pode divertir (ou passar o tempo) de leitores menos exigentes.

Se você quer ler algo claustrofóbico de verdade, experimente Jogo Perigoso do SK (jÔ que ele foi citado e comparado), ali sim você tem uma agonia de continuar lendo.

A Última Travessia - Mats Strandberg
Nota 6/10


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Bem, vou fechando essa sequência intensa de sci fi com esse aqui. Ele me ensinou que preciso parar de confiar em lançamentos.
Vou entregar logo aqui, esse livro Ć©: MALUCO.

Sim, completamente insano, e no pior sentido possĆ­vel.

LoveStar é um livro que traz elementos muito interessante, alguns que te fazem pensar MESMO, e eles são espalhados por todo o livro, pena que numa narrativa tão sofrida, disforme e nada coesa.

A história trata de uma distopia onde o mundo todo funciona sem fio e toda a tecnologia estĆ” nas mĆ£os de uma megacorp. Acredite, TUDO MESMO. Pra galera que jĆ” estudou um pouco de Marketing (principalmente o digital) vai ver como um livro de 2002 tem conceitos MUITO curiosos se comparados a como funciona o mundo hoje. Existem todo um controle sobre o que vocĆŖ gosta, uma influencia forte mesmo e privacidade zero. A humanidade passou a aceitar sugestƵes calculadas por algoritmos e estĆ” feliz com essa ´'pseudo-liberdade'. Te lembra algo? anĆŗncios especĆ­ficos, playlists sugeridas e mais… pois Ć©.

O livro parece um apanhado de boas ideias misturadas e jogadas em vƔrias linhas do tempo bizarras espalhadas pelo livro.

A obra segue de forma principal dois plots separados que não se encontram e não conversam, mas são forçadamente misturados na última pÔgina. Passado e presente se misturam sem nenhuma indicação. Não se perder é um desafio.

O plot do Indrid e da Sigrid é até mais interessante, só que ínfimo perto do plot do LoveStar. (bola fora)

E a ultima pÔgina? PQP que final HORROROSO. Eu juro que tentei ver a poesia do final aberto, mas só restou na boca aquele gosto amargo de um final preguiçoso.

Outro problema Ć© que o livro Ć© repetitivo demais. Acho que Ć© tanta coisa repetida que se cortar acho que o livro reduz pela metade.

Sem contar da apresentação de conceitos, muito bons, mas nĆ£o utilizados. Um exemplo bem forte Ć© a questĆ£o do renascimento. Ela Ć© apresentada no inĆ­cio, tem um potencial tremendo e só e usada lĆ”. Ɖ uma baita reflexĆ£o filosófica que te causa, mas existe só em alguns parĆ”grafos, enquanto partes desnecessĆ”rias sĆ£o repetidas Ć  exaustĆ£o.

As vezes parece que o autor teve excelentes ideias, mas não sabia o que fazer com elas, daí ele misturou de qualquer jeito e sai um livro que parece feito no modo aleatório.

Eu falei que era maluco né? Saca só, tem cenas onde um personagem é engolido e dorme dentro de um lobo gigante, com um zíper na barriga onde ele pode entrar e sair. WTF? Sim eu tb pensei o mesmo.

Vale ressaltar que o projeto grÔfico é sensacional, primoroso, porém, apesar de bonito é desleal pois não tem nada a ver com a história. Não se deixe enganar como eu.

Resumindo. Ɖ um livro nada coeso, sem um fio lógico na narrativa. Personagens nada trabalhados. Conceitos distópicos muito bons que cumprem seu papel na parte filosófica. Um final bobo e horroroso.
Funcionaria melhor como uma coletânea de contos, PKD fez isso extremamente bem durante sua vida.

LoveStar - Andri SnƦr Magnason
Nota: 5/10



terƧa-feira, 12 de junho de 2018


Fahrenheit Ć© uma obra BEM diferente do que eu esperava. Ɖ claro que por ser um clĆ”ssico, eu jĆ” sabia do que se tratava, mas tinha apenas uma ideia geral.
Quando fui ler o romance tive uma baita surpresa, não foi positiva, infelizmente, jÔ que eu esperava algo bem diferente mesmo.

A importância histórica e o fator alarmante da distopia do livro, são coisas inquestionÔveis, mas como literatura ele me incomoda bastante, não é realmente meu tipo.

O livro conta com ideias geniais, alguns dos melhores diƔlogos que jƔ li e principalmente o que mais admiro numa distopia (e scifi em geral):
COISAS PARA TE FAZER PENSAR!

Sim, meus amigos. Fahrenheit é cheio delas e elas funcionam lindamente como um aviso, então abra o olho.

Eu confesso que esperava mais e que imaginava uma historia completamente diferente.

Um clƔssico Ʃ um clƔssico, Ʃ impossƭvel tirar os mƩritos do livro. Fico feliz por ter terminado e finalmente ter lido a obra, apesar dos pesares.

Melhor personagem Ć© o Beatty sem dĆŗvida, o livro devia ser sobre ele rs.

Concluindo, acho que o livro tem narrativas abruptas, ideias boas, porém mal desenvolvidas. A narrativa é bem arrastada e em vÔrios momentos eu achei meio confusa, em outros eu achei meio contraditória.
Entretanto, tudo faz sentido quando o autor revela que escreveu Ơs pressas em uma mƔquina de escrever alugada.


Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
Nota: 7/10

domingo, 10 de junho de 2018


Uma leve decepção com esse livro. Leve pq eu jÔ sabia que quando a expectativa sobe demais normalmente você se arrepende (e até paga caro por isso), jÔ que o livro foi vencedor de todos os prêmios de FC que concorreu.

Pois é, eu não gostei. Não é um livro ruim, ele só é chato (pelo menos num geral, continua lendo que vc vai entender). E isso, pelo menos pra mim, tem uma baita diferença.

Não vou falar sobre o que é a história, confesso que em qualquer outra review por aí se tem acesso a isso, vou aproveitar para falar o que senti durante a leitura.

O livro pra mim conta com falhas graves. Ele é lento demais em grande parte. A primeira metade do livro não é só chata e arrastada, é ruim mesmo. Se trocasse por um resuminho eu ficava mais feliz (e pagando mais barato).
Os personagens não têm carisma nenhum, eu passei o livro quase todo cagando pra todo mundo ali (não tem ninguém marcante).
Falta motivação, o plot é simples demais: A protagonista segue num objetivo irrefreÔvel de vingança mesmo que nem ela lembre mais direito o pq precisa se vingar.

O livro usa tambĆ©m de capĆ­tulos alternando entre presente e passado, jĆ” falei antes e quem me conhece sabe que nĆ£o gosto disso. Ɖ como se fossem dois livros diferentes condensados em um. A escrita da autora nĆ£o Ć© nenhum ‘page turner’ ou seja, um capitulo acaba sem te causar nenhum interesse pra ir para o próximo. Na primeira metade do livro (onde rola essa troca de tempo) eu só queria que acabasse logo e ir pro próximo pq estava sim, bem chato.

Acho que o livro foi tão premiado pelas coisas diferentes que ele traz, não é nada pioneiro Ursula K leguin jÔ fez isso antes, mas a abordagem consegue ser original em sua forma.
Um mundo complexo, o fato de não existirem gêneros, IA com vontade própria e quase humanas, que tem corpos biológicos próprios. Tudo isso é bem interessante de certa forma e nada comum.
O que também me prova o seguinte: Assim como o Oscar, prêmio de literatura não quer dizer nada.

Devido a uma escrita sem muito empolgação e arrastada, eu nĆ£o consegui me apegar ao plot. Ɖ como se alguĆ©m me mostrasse aquela pintura de 3 bolinhas e tentasse me dizer como a arte Ć© maravilhosa e te faz viajar, coisa bem intelectual mesmo. Na minha mente eu agradeƧo a tentativa de me apresentar a filosofia por trĆ”s da coisa, mas na realidade pra mim ainda sĆ£o bolinhas no quadro. Acho que dĆ” pra ver que nĆ£o sou nenhum sueco apreciador de arte.
Como um amigo diz: ainda é só uma pintura que um macaco conseguiria fazer.


Outra coisa que senti falta, é sobre as reflexões que a FC geralmente te causa, eu particularmente não vi isso aqui. Vi conceitos novos, mas nada muito reflexivo. O livro até conta com um ou outro dialogo mais interessante, mas não são nada densos se comparados a grandes nomes da FC por aí. (Existe sim uma crítica a alguns pontos da sociedade, mas como disse, nada tão forte assim)

O universo é de fato rico, novo e muito bem construído, só que ele é bem construído demais. Por momentos lembra a escrita de Tolkien de tão bem detalhado que é. Eu não sou fã dessa perda de ritmo, se você gosta com certeza vai aproveitar mais que eu.

O incomodo Ć© grande. Vontade de largar o livro a todo momento e ir ler algo melhor... AtĆ© que chegam as ultimas 40 pĆ”ginas, Aƍ MERMƃO, a coisa realmente muda.
Toda a ação do livro estão nessas 40 pÔginas finais.

Ɖ obvio que nĆ£o salva o livro todo, mas faz o que precisa para uma trilogia, que Ć©: te deixa querendo mais.
NĆ£o sei se tenho coragem de encarar os outros 2 livros, mas a curiosidade fica e Ć© justamente no final que tu compra a briga da galera ali.

Pessoalmente falando eu acho bem complicado um livro de 400pg só te ganhar nos instantes finais. Eu paguei para ver uma história boa completa, certo?

Eu até acho que entendo os prêmios e a galera que elogia demais esse livro (mentira entendo não), mas pra mim a soma de plot + personagens num todo não encaixa tão bem.
Acho que a autora tem um mundo excelente e único, cheio de tramas políticas, mas ainda tem muito a melhorar. Talvez os próximos romances (é uma trilogia), sejam melhores jÔ que não foram premiados.
Resumindo, achei um livro ok, comeƧa mal, continua mal, vai terminando mal e melhora bastante.

JustiƧa Ancilar - Ann Leckie
Nota: 6/10