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Um pouco da minha maluquice, com um pouco disso aĆ­ mesmo.

terƧa-feira, 28 de novembro de 2017


Chegamos ao 2 livro dessa trilogia. JĆ” sendo sincero e direto Ć© fato que a qualidade cai um pouco, mas nada absurdo. 
Pra quem curtiu muito o primeiro pode estranhar um pouco esse novo rumo que as coisas tomaram.

Aqui temos um Vaelin jÔ cansado de tantas guerras e lutas, desacreditado da vida por tanta coisa ruim que jÔ viu e desesperançoso. Vaelin só quer descansar mas ao chegar ao velho reino alpirano o agora rei Malcius o envia em uma missão diplomÔtica para ser o Senhor da Torre do Norte (por isso o titulo do livro). Não demora muito e as guerras começam novamente.

Sendo breve, pq to sem saco de escrever mesmo rs, o livro mantém o mesmo padrão, decaindo um pouco em qualidade, nada muito grande mas a diferença é perceptível devido a nova forma em que a história é apresentada. Ainda mais sombrio que o livro anterior, este aqui desenvolve muito mais o cenÔrio e os outros personagens, apresentando graves consequências para acontecimentos anteriores e atuais. Esse aqui mostra muito mais as tramas políticas do jogo.

Continua sendo um excelente trabalho e em breve comeƧarei a ler o ultimo livro dessa sƩrie, ansioso pelo final.

Pontos positivos:
- Vaelin mais maduro, mas apesar de não querer mais estar em guerra o tempo todo não temos aquele clÔssico herói cansado. Vaelin ainda sabe usar sua espada.
- Alguns personagens novos são muito interessantes.
- Nossa princesa tem um desenvolvimento muito interessante.
- Pra quem gosta de ação, cenas de batalha nĆ£o faltam aqui. 


Pontos negativos:
 - Toda aquela sensação de maravilhamento do livro anterior nĆ£o existe aqui, ele estĆ” bem mais denso falando mais sobre o mundo e sobre as consequĆŖncias do livro anterior, por um lado ele cai sim, mas por outro Ć© uma evolução daquele mundo.
- Esse livro tem MUITA batalha, o que achei que acabou ficando cansativo, pois era porrada em todo o lugar.
- Alguns personagens tiveram seu arco mal explorado. No livro anterior temos como personagem principal o Vaelin, aqui jÔ temos bem mais personagens, acho que isso pesou um pouco na mão do autor.

- Esse livro acaba ficando muito preso ao mesmo lugar, apesar de expandir as consequências parece que não acontece muita coisa, diferente do primeiro que temos anos e anos passando.


O Senhor da Torre - Anthony Ryan
Nota 9/10
#bookreview #anthonyryan #trilogiasombradocorvo



Devido a problemas alheios a minha vontade farei outra resenha sucinta, visando apontar pontos mais diretos.

Infelizmente apesar de ter gostado bastante no inicio do meio para o fim me decepcionou.

Eu sempre evito de falar mal de algumas coisas pois geralmente acaba gerando mais desconforto, mesmo eu estando no meu direito, por ser um cliente e tal, mas ainda assim existe todo um apego aos produtores da obra e ninguƩm gosta de ser criticado em seu trabalho. Isso eu entendo e acredito ser assim tambƩm.

O livro tem grandes influencias de obras como Jurassic Park, Alien, Vinte mil lƩguas submarinas e outras, jƔ ditas pelo autor, e isso Ʃ bem notƔvel, esse estilo enriquece e o autor consegue aproveitar isso sem copiar nada, bem bacana.

Falando um pouco da obra: O livro tem como protagonista uma mulher, que é uma agente da ABIN e por ser muito competente e boa no que faz, acaba sendo escolhida mais vezes do que deveria para missões. Ela recebe a missão de investigar uma empresa chinesa que tem parceria com o governo brasileiro, mas que devido a um acidente em uma das praias fica sobre suspeita.
Rosa então descobre que a empresa estÔ construindo um museu de seres microscópicos, que alterados geneticamente estão gigantes, e com isso toda uma trama (Jurassic Park, lembra?) é desenvolvida. Temos projetos sendo desenvolvidos, discussões filosóficas, empoderamento feminino, respeito a identidade sexual diferente, empresas se destruindo no mercado corporativo e mais.

Vamos aos pontos positivos, mais relevantes em minha opinião:

 - O livro gera algumas discussƵes filosóficas interessantes, principalmente a respeito de medicina e sobre o problema da intolerĆ¢ncia a gĆŖneros/tipos/identidades sexuais que vivemos hoje em dia. Ponto positivo!
- A escrita do autor é leve e a opção de capítulos curtos gera uma dinâmica e uma necessidade de leitura interessante... o mistério inicial vai te puxando cada vez mais para a história.
- O livro tem um belo trabalho de pesquisa em biologia, apesar de ter muita coisa técnica, não fica maçante, pelo contrÔrio, é tudo explicado de forma leve e tranquila.
- As descrições de cenas de ação e mortes são excelentes, algumas bem grotescas, isso é lindo!
- As descrições dos visuais das ilhas são bem bacanas, dÔ pra se sentir em Fernando de Noronha de verdade, pelo menos eu que só conheço por fotos.


Agora aos pontos negativos, mais relevantes:

- O suspense ia bem, mas desanda no final.
- Infelizmente aquele lance piegas do vilão contar todo o seu plano no fim antes de ser derrotado tb estÔ aqui... fica forçado... me lembra roteiro ruim dos anos 80.
- Eu geralmente não gosto de protagonistas BadAsses que sabem de tudo, e a Rosa é uma delas... ela sinceramente parece ter o poder do Roteiro em suas mãos. Ela sabe de tudo, desvenda tudo, descobre tudo, bota medo em todos e todos a obedecem... pq? Simplesmente pq sim... ponto MUITO negativo.
- Eu sou bem burro para livros de mistƩrio pois raramente acerto o assassino... acertei aqui, uma pena... o thriller realmente perde ritmo e parece que para de tentar esconder no final.
- Nenhum personagem me cativou e tinham bastante deles lĆ”.
- Um complexo multimilionĆ”rio, uma infraestrutura absurda mas uma porta ultra resistente abre com 3 porradas… triste… 
- Os Ćŗltimos capĆ­tulos caem muito, entra naquele frenesi de salvar os mocinhos e as cenas finais sĆ£o bem caĆ­das.


SPOILER >>>>>>>>> - A parte das disputas entre empresas que era o que mais tinha me chamado atenção não teve participação quase nenhuma na história, ali tinha potencial, mas não foi utilizado.


Unicelular - Tarsis Magellan
Nota: 6,5/10
 #bookreview #unicelular #literaturanacional

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Confesso ter andado com uma baita preguiƧa e um grande bloqueio resenhƭstico, por isso enrolei tanto para colocar esse livro aqui, que jƔ terminei faz um bom tempo.

Devido a tal bloqueio serei curto e direto rs.

Se vocĆŖ conhece a franquia de jogos e The Witcher e seu picudo, fodĆ”stico, sensasionation belĆ­ssimo Wild Hunt (3Āŗ e Ćŗltimo jogo da sĆ©rie), esse primeiro livro vai ser mais bem aproveitado, pois passa claramente a sensação de serem "side-quests" feitas pelo Geralt.

Se você não conhece nada sobre a franquia pode ficar um pouco perdido, pois são usados conceitos aparentemente não apresentados, assim como criaturas nunca antes vistas, mas fiquem tranquilos, ainda existem Elfos e Trolls para os mais clÔssicos.

Acredite, isso não diminui a qualidade da leitura. Geralt é um personagem excelente, sem igual mesmo. Cativante e rabugento, o Bruxão (como é popularmente conhecido só por mim mesmo kkkk) manda bem e não foge das brigas, apesar de sempre estar tentando fugir delas.

Pra quem não sabe, esse é um livro de contos que seguem uma linha e formam uma coesão. Entre um conto e outro estão os "capítulos de ligação".

Para os fãs, o último conto é um dos melhores pois mostra como Geralt e Yennefer se conheceram.
E vou te contar ein… que feiticeira meus amigos… que feiticeira!! #momentonerdtetudo


Os elfos aqui andam meio putos com a humanidade. (e quem pode julgƔ-los nƩ)

Ɖ um livro verdadeiramente divertido, de leitura fĆ”cil e agradĆ”vel apresentando uma fantasia menos "high-fantasy" que as comuns. Quem jĆ” conhece os jogos sabe que ela puxa um pouco mais pro cru e atĆ© pro Dark algumas vezes.

Sapkowski e sua escrita sagaz

Assim que terminar os atuais pretendo finalizar a série que jÔ conta com o último volume em pré venda. Entra nesse barco aí e bora acompanhar Geralt e sua égua Plotka, acredite, vale a pena!

O Ćŗltimo desejo - Andrzej Sapkowski
Nota: 9/10
 #bookreview #martinsfontes #thewitcher #oultimodesejo #pracimadelasbruxĆ£o

terƧa-feira, 24 de outubro de 2017


Esse é pra mim um daqueles livros difíceis de classificar, e digo isso desde o estilo literÔrio até a uma opinião de como foi a leitura.
Acho que chego mais perto se o chamar de Complexo. O livro é sobre um romance sem necessariamente se ter um romance, o mesmo só de fato acontece bem mais para o meio, porém é basicamente sobre a relação dos protagonistas, que vivem um romance. Confuso? Talvez, mas entrando nesse mundo tudo passa a fazer sentido.
Eu particularmente não consigo chamar de ficção cientifica nem de fantasia, mas sendo justo nem o livro se classifica assim. Ele é um Romance, fato, mas com elementos dos outros dois estilos num combo que se encaixa muito bem. A autora soube pegar particularidades e elementos de cada estilo e usar a seu favor.
Mesmo mantendo uma qualidade muito boa, algumas coisas talvez pudessem ser melhor apresentadas. Eu achei algumas partes desanimadoras. O livro, para mim, também não conseguiu manter o ritmo, comecei devorando ele e o mantive assim até quase 70% do livro, onde ele se perde um pouco mas nos capítulos finais retoma.

Com fortes críticas a uma sociedade entrando em apocalipse (Outro livro que trata desse tema é Mestre das Chamas - Joe Hill), a autora apresenta como, em dois lados disputando pela "justiça e salvação" do mundo, ambos podem ser igualmente destruidores e cruéis. O tal "Desfecho" proposto pelos magos me lembrou bastante o "Projeto de Instrumentalidade Humana" de Neon Genesis Evangelion, não porque sejam a mesma coisa (definitivamente não são), mas pelo seu "uso".

O livro vai trazer a tona um belo duelo sobre magia x ciĆŖncia, que pode nos fazer refletir sobre o tema, mas nĆ£o o explora tanto quanto poderia, no fim tudo se resolve bem rĆ”pido.  
O Capricho na arte e ilustrações na parte interna da capa e contra capa são de um trabalho sem igual. Morro Branco mandou MUITO bem.

Outros pontos negativos que encontrei foram:
- Os pais tanto de patrƭcia quanto Laurence me parecem pessoas sem personalidade, extremamente influenciƔveis e sem um motivo aparente, achei raso demais. Eles parecem ser pessoas irreais devido a necessidade do roteiro, me decepcionou bastante.
- A atração no primeiro momento quando eles sĆ£o adultos me parece muito forƧada e sem veracidade. Como a historia seria num mundo “atual” Ć© difĆ­cil pensar que alguĆ©m seja assim ao rever uma pessoa que nĆ£o vĆŖ a mais de 10 anos, só pq eram amigos sente frio na barriga? Serio? Ou sera que eu que jĆ” estou morto por dentro e nĆ£o tenho mais sentimentos rs?
- Outra coisa foi uma pessoa, independente de sua profissão especifica, conseguir se passar e fingir de pedagogo para assumir a direção de um colégio por quase 1 ano e ninguém desconfiar é demais pra mim... isso soou absurdamente piegas. Sem contar o fato de que esse personagem, DEVIDO A SUA PROFISSÃO, podia resolver seus problemas em 1 dia. Achei que esse personagem foi tão mal usado que o livro funcionaria melhor sem ele.
- Infelizmente o livro perdeu um pouco do ritmo para mim por volta de uns 70% dele, uma pena pois seriam momentos chaves para a historia, mas não se mantém, perto dos capítulos finais tudo volta ao normal e você não consegue parar de ler até terminar.
- O final me pareceu um pouco piegas. NĆ£o estou dizendo que foi necessariamente ruim, mas achei muito simples, esperava um pouco mais.
- A diagramação do livro ficou bem ruim. Diria quase um desperdício de papel. Com margens muito grandes sobram espaços vazios que poderiam ter sido mais bem aproveitados e diminuído o livro. Nessa escolha a morro branco mandou mal.

Comparativo entre diagramaƧƵes… Ć© possĆ­vel ver que muito espaƧo foi perdido.

No geral é um livro divertido, uma leitura rÔpida e fluida que vai te sugar quase que de uma vez só até a metade. Os personagens são bem descritos e interessantes, o romance começa sem graça mas depois você passa a torcer para que dê tudo certo, afinal de contas, por pior que o ser humano seja, ele sempre vai precisar de mais amor!


Todos os PƔssaros no CƩu - Charlie Jane Anders
Nota: 8,5/10

#bookreview #morrobranco #todosospassarosnoceu

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Sei que andei um pouco sumido, mas alguns compromissos pessoais andaram pegando e eu precisei atendĆŖ-los.

Tarde, porém não mais tarde, trago minhas impressões dessa obra do SK que terminei de ler jÔ tem um tempinho.

Essa versão de A Hora do Lobisomem chama atenção absurdamente graças ao lindo trabalho que a editora fez, muito mais até que pela história, que é simples e não das melhores do Grande Estevão Rei.

Falando mais um pouco do trabalho editorial feito aqui. Tudo é lindo! O material da capa passa uma sensação de emborrachado, a cabeça do lobo é em alto relevo, as ilustrações internas são sensacionais e no final do livro ainda temos ilustrações feita por artistas brasileiros, destacando suas cenas preferidas.

Realmente é um trabalho que parece ser de fã para fã.

Falando agora da história do livro, jÔ temos aqui um problema. Eu não consigo chamar normalmente ele de livro. Parece muito mais um conto, a história é bem curtinha e objetiva mesmo.

Ao longo de 12 meses vão acontecendo mortes estranhas na cidade, cada mês é um capitulo e cada capitulo tem poucas pÔginas, cerca de duas a quatro. Chegando no último mês o mistério é revelado (acho que o próprio título do livro jÔ revela quem anda matando todo mundo, mas não vou falar pra não ferir os sentimentos de ninguém rs).

O que mais me agradou no livro, foi o protagonista. Temos uma crianƧa cadeirante resolvendo os problemas que os outros nĆ£o tinham coragem para resolver. Pode parecer estranho, mas leia e vocĆŖ vai ver que o menino nĆ£o tem a “forƧa do protagonismo”, ele só usa de sua inocĆŖncia e seus medos infantis para tentar resolver e proteger aqueles que ele ama. As descriƧƵes grĆ”ficas de algumas mortes tambĆ©m sĆ£o de criar arrepios desconfortĆ”veis de alegria. Um prato cheio para quem curte.

Não temos personagens tão bem definidos, mas temos aquelas apresentações de pessoas podres, coisa clÔssica do King, por exemplo um marido que bate na mulher sem ter um porquê.

Por ser uma história pequena, ela nĆ£o te fascina nem te desaponta, ela fica na margem do “OK, legal”! Se tratando do SK, sabemos que o OK jĆ” Ć© bem acima da mĆ©dia geral.

Leia, conheça o jovem Marty e veja se você consegue descobrir quem estÔ por traz de A hora do Lobisomem. (ok... o segredo nem é mantido por tanto tempo, mas vai lÔ descobrir kkkk).

A Hora do Lobisomem - Stephen King
Nota: 8/10



terƧa-feira, 10 de outubro de 2017



Como jĆ” tinha ouvido falar sobre o trabalho do Junji Ito, eu meio que jĆ” estava preparado pro que viria. Pelo menos era o que eu achava.

O trabalho de Junji Ito é algo ímpar, não é à toa que o mesmo é um dos mais famosos mangakas de terror no Japão. Com um traço maneiríssimo e detalhes inesperados, o artista consegue apresentar uma obra grotesca, escatológica e bizarramente bela.

Ɖ difĆ­cil falar muito sem dar spoiler, jĆ” que se trata de um conjunto de pequenas e curtas historias, mas destaco 3 delas que realmente mexeram comigo, cada uma a seu ponto:

  • Gola role vermelha – Uma história bem bizarra e sensacional. 
  • Salve Adeus - Rola um drama que eu nĆ£o esperava, de verdade, Ć© de uma beleza incrĆ­vel, o Ćŗnico que nĆ£o Ć© de terror mesmo. Traz reflexƵes inesperadas!
  • A Mulher que sussurrava - A Ćŗltima história fecha com chave de ouro, bizarra e reflexiva, muito boa mesmo!

Espere historias recheadas de ironia, horror, criticas, escatologia e atƩ beleza.

Ressalto também a beleza dos detalhes em verniz transparente na capa, é de um cuidado realmente especial. Quando peguei o livro em mãos, na livraria, não tinha reparado por causa do plÔstico, mas ao pegar na mão e reparar o cuidado com que a capa foi feita, é algo sensacional.

Fragmentos do Horror nos apresenta diversas histórias interessantes e inteligentes, com muito do horror japonês (que é bem diferente do nosso). Preparo o leitor para o choque, as ilustrações são feitas pra isso, mas acredite, essa é a maior beleza da obra!

Fragmentos do Horror - Junji Ito
Nota: 9/10


Eu confesso não ser grande fã de livros de autoajuda. Normalmente eles me entediam mais do que me ajudam a refletir. Como jÔ assisti algumas palestras do autor e gostei, fiquei curioso para saber como eram os livros dele então decidi arriscar.

Acho que serei breve pois infelizmente não tenho coisas boas a falar. Tentarei ser justo ao mÔximo, principalmente comigo, uma vez que investi tempo e dinheiro em tal material.

A proposta do livro é trazer à luz, reflexões de atitudes do âmbito profissional, com o objetivo de fazer o mesmo refletir sobre suas motivações a respeito de sua vida/emprego.

Para mim, pelo menos, não funcionou. Achei o livro extremamente raso, com histórias que mais pareciam uma leve tendência a uma absorção de ideologia política do que de fato uma reflexão. Se você, assim como eu, procurava o Cortella das palestras, não irÔ encontra-lo aqui.

Dos 20 capítulos acho que apenas uns 2 me trouxeram algo de útil onde eu realmente pude pensar um pouco, o resto era uma mistura de influencias ideológicas com acontecimentos baseados na opinião do autor.

Podem dizer que eu que não sou inteligente o suficiente para captar a essência, o que pode até ser verdade, porém, inteligente ou não, sei que não foi uma experiencia útil.

Outro ponto negativo é a diagramação do livro. Com uma fonte excessivamente grande e um texto que parece só ocupar metade da folha, o livro acaba tendo um tamanho final maior que o necessÔrio, fiquei realmente sem entender o porquê dessa opção editorial.
Seria para atingir um público com algum problema de visão?
Seria uma justificativa para poder elevar um pouco o preƧo?


NĆ£o saberemos, mas nĆ£o recomendo, darei outra chance ao autor em outra obra, mas saibam que pelo menos essa aqui, eu nĆ£o indico. 

Por que Fazemos o que Fazemos? - Mario SƩrgio Cortella
Nota: 4/10

segunda-feira, 9 de outubro de 2017


Quando gosto de um livro, tendo a ficar falando sobre ele o tempo todo, indicando a leitura as pessoas mais próximas de mim, postando fotos de trechos que acho muito interessantes e etc. Quem me acompanha, sabe que vira e meche eu publico algo do tipo. Esse livro bateu recorde desse tipo de coisa. EstÔ sem dúvidas, entre as melhores leituras do ano.

Lembro de estar conversando com amigos sobre as altas ‘viajadas’ que eu dava refletindo sobre as coisas apresentadas no livro. O autor Ć© um filosofo entĆ£o se prepare para vĆ”rias reflexƵes, foram vĆ”rias coisas que eu refleti quando largava o livro. Foi mais que uma simples leitura, foi uma “experiencia”.

JÔ posso adiantar que tudo que eu falar talvez não faça jus a tão recompensadora experiencia que tive. Tudo bem, não sou nenhum expert, gosto apenas de colocar minhas impressões sobre as coisas que leio, mas se posso dar um conselho este seria: Leia este livro.

Não recomendo ele apenas para os fãs de ficção cientifica não. Leia independente do gênero que você mais goste, acredite, ele vai te surpreender.

O livro nos conta a história de um Planeta, criado por um Deus ainda jovem e inexperiente, que comete erros, mas que tenta fazer um local perfeito, onde nada possa dar errado. Esse planeta funciona quase que de forma completamente inversa ao que estamos acostumados. Nele a luz Ć© sempiterna, existem 6 sóis banhando as pessoas de luz o tempo inteiro. Os seres sĆ£o fisicamente diferentes e desconhecem vĆ”rios conceitos que pra nós Ć© tĆ£o normal, como dor, sono, dormir, privacidade e etc. AliĆ”s, por serem todos telepatas, eles vivem numa ‘rede’ mental dividindo todos os seus pensamentos, a privacidade nĆ£o existe e aos que tentam Ć© considerado um crime. Junte tudo isso e pense: Onde só hĆ” luz, Ć© possĆ­vel nos fazer mal a escuridĆ£o?

Tenho certeza que esse pequeno paragrafo deve ter despertado pelo menos a curiosidade em você, não se faça de rogado, vÔ e leia também!

Com uma narrativa muito bem conduzida, de leitura fluida e fÔcil o autor vai te apresentado a esse universo completamente novo, tudo ali é novo para o leitor, novo, porém familiar. As comparações são fÔceis e o leitor não se pega perdido, mas sim encantado com aquela estrutura, foi assim comigo.

Ɖ fĆ”cil se pegar pensando coisas do tipo: O Ć© mais importante: o bem-estar pessoal ou coletivo? AtĆ© que ponto os questionamentos sĆ£o vĆ”lidos? Qual a melhor forma de organizar uma sociedade? Viver de forma completamente coletiva Ć© viĆ”vel?

O livro ainda termina com um final sensacional, os últimos capítulos são de uma intensidade e riquezas incríveis, acho que era quase possível ver o meu cérebro derretendo e escorrendo rs.

domingo, 1 de outubro de 2017


Sinopse:
A trama segue Gerald (Bruce Greenwood) e Jessie Burlingame (Carla Gugino), que foram para sua casa de verĆ£o para terem um momento mais apimentado. Depois de ter sido algemada na cama, Jessie se cansa dos jogos do marido, atĆ© que as coisas tomam uma volta inesperadamente trĆ”gica. Gerald tem um ataque cardĆ­aco enquanto Jessie permanece presa. Quando tenta buscar alguma alternativa para escapar da situação, memórias dolorosas de sua infĆ¢ncia a incomodam. Sua Ćŗnica companhia Ć© um cachorro selvagem e as vozes que habitam sua mente. ƀ noite, ela nĆ£o tem certeza se Ć© a imaginação dela ou se ela tem outro companheiro: alguĆ©m a observando pelo canto do quarto escuro.



Acabei de assistir ao filme Jogo Perigoso (Gerald's Game), baseado no livro do Grande Stephen King (Estêvão Rei, para os mais íntimos) e posso dizer que é um filme muito bom.

Claro, jÔ adianto a ressalva de que acredito que grande parte do público não vÔ gostar, devido a estrutura apresentada pelo filme. Ele é um filme "puramente Stephen King". O charme do filme estÔ completamente nas situações vividas pelos personagens.

O filme conseguiu transmitir para mim todas as sensaƧƵes claustrofóbicas possĆ­veis, todo o desespero e sensação de nervoso que aquela mulher devia estar sentindo naquela situação. Entrando nas memorias da Jessie e vendo mais sobre o seu passado, a vida dessa mulher deve ter sido desesperadora.

Por ponto negativo eu deixo aquela que acredito que todos jÔ saibam, Stephen King normalmente não arrebata com seus finais, o fechamento da historia aqui deixa aquela sensação de que o final só estÔ ali para fechar o filme mesmo, ele apesar de até te apresentar uma certa surpresa, termina de forma rÔpida e simples.

Não acredito que consiga se tornar um filme mainstream, até porque nem o livro agradou tanto assim a grande parte de seus leitores, mas acredito que quem entender a proposta do filme e assistir a ele da forma como normalmente SK entrega suas historias pode gostar bastante, afinal de contas terror e desespero psicológico são um prato cheio para quem gosta de ficar sem dormir a noite, não? rs

                                  

Com as atuaƧƵes sensacionais de Carla Gugino (no papel de Jassie, a esposa) e Bruce Greenwood (como Gerald, o marido) todo o clima que era desejado transmitir foi feito com maestria. Quem leu disse que Ć© uma adaptação bem fiel ao livro, e eu atĆ© farei uma pausa no livro atual para ler esse, e assim que terminar trago novidades.

Podem esperar "terror que derrete sua mente", referencias a outras obras, personagens com problemas reais e todo aquele tipo de coisa que Stephen King gosta e sabe, como transmitir.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017



Ɖ triste admitir que terminou...

Finalizei essa obra agora e posso com toda garantia dizer que tenho MUITA coisa boa a falar sobre ela. Fazia tempo que eu nĆ£o lia algo que trata o sobrenatural de uma forma tĆ£o crua e cruel, tĆ£o grotescamente interessante assim. Ɖ bom ver que temos autores com colhƵes para escrever tais histórias.
Com uma escrita que me lembra as obras de grandes escritores como André Vianco, Alexandre (autor ou personagem?) nos entrega uma história de lobisomens que vai te causar: nojo, empatia, raiva, expectativa, ansiedade e... fome...




" A adrenalina disparada no momento do ataque ainda se encontra no sangue da mãe-que-não-serÔ quando uma garra peluda abre-lhe o ventre a partir do esterno. Diferente da estória clÔssica, não é o lobo que é eviscerado. O talho rompe diversas camadas de pele, gordura e músculos até deixar exposta a bolsa amniótica e o feto que ainda se agarra à vida. Sem hesitação ou remorso, o licantropo arranca-o da carcaça abatida, mastigando o pequeno ser que rapidamente se transforma em pedaços sangrentos de carne, deixando rubro o focinho e os cantos da bocarra animalesca. A trituração dos frÔgeis ossos fetais faz com que o paladar do lobisomem se perca em intenso deleite ao sentir o sabor levemente untuoso do líquido gelatinoso da medula óssea."

Tem algumas coisas a mais também, mas essa é uma história de bestas cruéis que se deliciam ao subjugar suas vítimas. Não espere lobisomens que brilham no Sol, não nem de perto. As mortes aqui são sangrentas (eu disse que era cruel, lembra?), e honestamente essa é uma das melhores coisas do livro.


Dentro da espĆ©cie humana, os lupinos voltam especial atenção Ć s mulheres em estado final de gravidez. Embora consumam a integralidade do corpo humano, o lobisomem costuma comeƧar a devorar a vĆ­tima pelas entranhas. Geralmente, as vĆ­sceras sĆ£o ingeridas em primeiro lugar para atender o especial paladar da criatura. NĆ£o Ć© de se estranhar, portanto, a particular preferĆŖncia pelas grĆ”vidas. O ataque a uma fĆŖmea prenhe tem duas vantagens: de um lado, seu estado fĆ­sico dificulta a escapatória e faz com que oponha menor resistĆŖncia, facilitando o ataque do animal; de outro lado, hĆ” o prĆŖmio a ser saboreado. Embora o lobisomem aprecie o sabor das tripas em geral, o feto, nos Ćŗltimos meses da gravidez, representa uma iguaria Ć­mpar, um misto delicioso de carne tenra e ossos macios – a versĆ£o baby beef na licantropia.
ISSO Ć© lindo!

A história nos apresenta Alexandre, um lobisomem recém transformado, que ganhou o brilho da lua em sua vida de surpresa, sem alguém para orientÔ-lo, acompanhamos as descobertas desse novo mundo que se abre através de seus olhos. Alexandre é um funcionÔrio público que encontra respostas em sua alcateia, um grupo de motoqueiros com um moto clube chamado Lobos do Asfalto.

Gostei dos mimos espalhados ao longo do livro, sejam as palavras que antecedem o capitulo, como uma cronologia no final, esta última cuidada até para não dar spoiler, mesmo estando nas pÔginas finais do livro. Realmente é um carinho especial com o seu leitor.

Preciso tirar o chapĆ©u pela ideia das pequenas palavras que vĆ£o antecedendo cada capitulo, formando no final uma frase que se constrói junto do seu entendimento da trama. Tudo se encaixou tĆ£o certinho que acho que dava para ouvir o “click” que fez dentro da minha cabeƧa, ao cair a ficha e virar a pĆ”gina dos capĆ­tulos finais e ter a frase completa. Acho que quem leu entende a reação que tive ao perceber que aquelas palavras soltas tinham um proposito rs.

O livro também é cheio de referencias, algumas são deveras criativas como nosso Gordo Lobisomem Anão Deive Dal Seannia, essa foi sensacional.

Pontos negativos:
- Fica meio em aberto como o protagonista se virou quando descobriu ser um lobisomem, Ć© contado como se tudo tivesse sido muito fĆ”cil, pelo menos essa foi a sensação que eu tive. Eu só consigo imaginar como no inĆ­cio deve ter sido algo perturbador para o humano perceber o que sua contraparte fazia, sem contar a “barreira” que Ć© quebrada por perceber que o sobrenatural virou natural.

- Senti que podia ter explorado um pouco mais a vida com a alcateia, afinal foram muitos anos ali, vivendo juntos, deve ter rolado bastante coisa. Claro que isso não chega a ser um defeito em si, talvez seja só a vontade de um leitor fã para ter mais material sobre a obra.

- Uma coisa me fez muita falta, ver pelos olhos de SolitÔrio, qual foi sua reação ao perceber que no fim, ele realmente serÔ SolitÔrio.

- E o pior defeito definitivamente é este: Podia ter MAIS. O livro é bom, muito bom, ele te convida a continuar com ele. Não é difícil o leitor se pegar tendo lido mais pÔginas do que pretendia. Obviamente é uma brincadeira, pois isto não é um defeito, mas de fato deixou um gostinho de quero mais, fico no aguardo de mais viagens nesse mundo.

O final, apesar de previsível não é ruim. A minha experiencia foi a de ter imaginado alguns finais, inclusive o que aconteceu, mas gostei de como ele foi construído.

Stephen king diz no prefacio de “Eu sou a lenda” a seguinte afirmação “O melhor presente que um autor pode dar a seu leitor, Ć© deixa-lo querendo mais.”. Pois Ć©, Clecius fez isso.

Nota: 9/10
Crônicas da Lua Cheia - Clecius Alexandre Duran

#bookreview #cronicasdalucheia

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Finalmente finalizei essa obra.

Posso dizer que foi uma viagem bem interessante essa ao acompanhar o Monge em sua jornada levando duas relƭquias interessantƭssimas atƩ o reino da FranƧa.

Pontos altíssimos do livro são sem dúvidas as ilustrações lindas, uma capa linda e uma diagramação de dar inveja a muito livro de editora grande por aí. O livro é todo cheio de 'mimos', como as espadas ao lado de cada pÔgina e capitulares especiais no inicio de cada capitulo.

Esse livro, preciso dizer que tem uma das características que mais admiro em literatura: uma grande quantidade de capítulos. Essa estruturação sempre me agrada e jÔ ganha pontos comigo.

Os pontos de vista alternam ao longo do livro e isso Ć© feito de forma bem tranquila, nĆ£o se sente nenhum impacto com isso. As cenas de batalhas sĆ£o realmente interessantes. 

Curti muito fazer essa leitura ouvindo Cantos Gregorianos, isso elevou a experiencia a nƭveis inesperados, principalmente nos capƭtulos que se passam dentro do monastƩrio, eu realmente recomendo que faƧam isso.

Dois personagens me cativaram, o primeiro me ganhou logo na primeira parte ao cometer um pequeno ritual de tortura, jĆ” mostrando sua personalidade e ao que veio. Achei tal cena sadicamente bem escrita.

A segunda foi a bela rainha das Sequoias, não só pela linda ilustração que jÔ me ganhou de cara mas pela atitude que ela teve, onde realmente me pegou de surpresa.

A trama segue numa narrativa bem fluida e interessante, em vƔrios momentos eu nem percebi as paginas passarem.

Contudo nem tudo são flores, e sendo justo tanto comigo (como leitor e cliente) quanto com qualquer pessoa que esteja lendo o que escrevo, listarei abaixo as coisas que não me agradaram.

Pontos negativos:
Algumas coisas me incomodaram, mas não de forma tão gritante, apenas uma estranheza como por exemplo: Alguns encontros aleatórios durante a viagem que não fazem diferença para a história, Todos falam a mesma língua, mesmo se utilizando de lugares reais como Grécia, França e etc, se comunicar não é um problema para ninguém.

Agora os pontos que mais me chamaram atenção negativamente foram:

- O protagonista Ʃ apresentado como um sexagenƔrio, um monge que jƔ vivou mais de 60 primaveras, porƩm sua personalidade mostra um homem de anseios de um jovem, muitas atitudes dele parecem a de um jovem inconsequente, isso me incomodou bastante.
- Durante o próprio livro é dito que teria outro caminho a se seguir, o que facilitaria tudo, porém o grupo escolhe o caminho sem um porquê aparente, mesmo todos os personagens afirmando que o outro caminho seria melhor. Fiquei até preocupado se eu não perdi tal explicação ao longo do livro.
- O romance do livro me pareceu bastante forƧado e completamente desnecessĆ”rio, tanto que nĆ£o chegou nem a cativar. Infelizmente no momento que os dois se uniram eu jĆ” imaginei que isso aconteceria e infelizmente tive razĆ£o. Seria muito mais interessante manter a postura de um monge jĆ” ‘derrotado’ no alto dos seus 60 anos apenas se dedicando a sua missĆ£o.
- O final do livro definitivamente não me agradou. As ultimas 100 pÔgs. perdem o ritmo que o autor vinha mantendo com maestria e se torna uma leitura arrastada, diluindo uma batalha que deveria ser o Ôpice mas termina sem emoção e em poucas pÔginas.

Gostaria de salientar que esse Ć© o primeiro livro do autor e pra um livro de estreia Ć© um livro muito bom. Em alguns momentos chegou a me lembrar a escrita de grandes mestres como Cornwell. Ɖ uma leitura fluida e agradĆ”vel, extremamente recomendĆ”vel. Vale a pena prestigiar autores nacionais, para incentivar a evolução dos mesmos. Acredito que a pratica leva a perfeição e jĆ” fico ansioso para o próximo romance do autor, pois vejo grande potencial.

Monge Guerreiro - RƓmulo Felippe
Nota: 8/10