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Um pouco da minha maluquice, com um pouco disso aĆ­ mesmo.

terƧa-feira, 17 de abril de 2018


Finalizado mais um. Esse me chamou tanto a atenção que comprei pouco após o lançamento, e adivinhem só? mais chumbo triste.

O Livro é divido em duas partes, e é BEM importante citar isso, mais para frente entenderão o porquê. Não vou colocar aqui a sinopse pois em qualquer lugar é possível encontrÔ-la, mas posso dizer o seguinte, se fosse possível eu leria só a primeira parte.

Pra não destruir somente, vou colocar o que me agradou na leitura:
  • O que eu mais gostei nesse livro Ć© que ele Ć© um livro que trata sobre HUMANIDADE. Sim, ele Ć© um livro HUMANO… algo bem diferente da maioria das obras de fantasia. 
  • O personagem principal da primeira parte Ć© interessante. Ele Ć© 'quebrado'. VocĆŖ compra a briga dele e quer saber mais, conhecer mais.
  • Mesmo com um suspense, intrigas e tramas polĆ­ticas, o foco do livro continua sendo os sentimentos do personagem principal. VocĆŖ acompanha as sensaƧƵes e angĆŗstias e eventualmente atĆ© se sente assim tambĆ©m. 
Essa sensação o autor consegue lhe causar muito bem.. Ɖ quase um estocolmo, onde o personagem tĆ” na merda e vocĆŖ fica tambĆ©m mas vocĆŖ nĆ£o larga pois quer saber mais da história.

Pequeno spoiler
A obra lembra um pouco a história de o último samurai, mais especificamente katsumoto e o imperador. Um oficial dedicado ao extremo e um imperador jovem mal aconselhado..
Pois e…. JĆ” vi isso antes. (mas só na Parte 1, pois a 2.......)

E então, as flores acabam aí, entrando na segunda parte eu me arrependo de ter tido esses sentimentos em relação a primeira.

  • Vamos as crĆ­ticas:

Eu realmente senti que faltou uma construção de mundo. Acho que faltou um mapa e mais detalhes sobre esse mundo. Parece aqueles filmes que focam somente no rosto do personagem e o resto não importa, apenas as emoções do protagonista. As cidades são apenas nomes, assim como as florestas. Você sabe o que é uma mas ela não tem personalidade. Se o autor usasse locais reais pelo menos você faria a ligação. THERE IS NO FUCKING WORLD BUILDING IN THIS SHIT!

O livro conta com uma estrutura de flashbacks. Apesar de não estragar a história, não é uma coisa que eu goste. Eu sempre acho que flashbacks no meio das cenas tiram a fluidez da historia. Não é nenhum erro fatal, mas me incomoda um pouco.

Mesmo com muita ação e algumas reviravoltas o livro consegue ser extremamente lento… contraditório mas real.

A primeira parte ainda Ć© interessante, conta com um suspense que te prende mas a segunda Ć© simplesmente : CHATA.
Foi um sofrimento. O livro passa a levar a humanidade a sério demais e acaba sendo quase um crepúsculo medieval. São muitos sentimentos bobos de romancezinho adolescente. A qualidade cai demais.

Os personagens interessantes ficam apagados. As políticas perdem força. Nem a intriga que se cria na primeira parte é satisfatória, ela se perde e fica boba.

O livro ruma para as últimas pÔginas para concluir a história e o final é sem emoção. Impacto 0.

EngraƧado que vi vĆ”rias resenhas elogiando o livro, ao terminar de ler fui procurar de novo e todas sĆ£o de parcerias com a editora…
Pois Ć©…..

O livro até conta com diÔlogos interessantes. Eu mesmo coloquei vÔrios prints no meu facebook. O autor buscava uma poesia bacana na história, mas infelizmente se perde. Esse livro tem cara de ser primeiro livro, muita coisa pode melhorar, talvez melhore, sucesso pro autor...

Definindo então esse livro em duas palavras.
Parte 1 - com potencial. - Nota 7
Parte 2 - bobo. - Nota 5

Definitivamente eu não lerei a continuação.

O Livro e a Espada - Antoine Rouaud
Nota: 6/10

terƧa-feira, 3 de abril de 2018


Infelizmente o sentimento que mais imperou esse livro foi: Decepção.
Não, ele não é o pior livro nem nada do tipo, mas é que o autor pegou essa trilogia e foi uma escada abaixo.

O livro comeƧa bem, antes da metade perde completamente o ritmo e melhora nos trƩs capƭtulos finais.

O livro é longo demais, cansativo mesmo. São personagens DEMAIS. O livro conta com um apêndice no final com os nomes e origens, e ACREDITE, você vai usÔ-lo mas infelizmente ele não resolve pois mesmo lembrando o nome você não vai lembrar do papel na história de todos eles. Pra piorar ainda mais a situação, são MUITOS nomes parecidos.

Faltou desenvolvimento de vƔrios personagens, outros simplesmente deram um puta upgrade e os protagonistas perderam todo o protagonismo.

Vaelin que era um dos melhores personagens se tornou uma figura apagada.

Lyrna vira do nada uma especialista em guerras, sim ela que sempre foi a princesa e que nunca foi treinada a governar. Ela que no livro anterior era uma de minhas preferidas, nesse livro se tornou chata, seus capĆ­tulos pareciam nunca terminar.

Reva é outro exemplo de 'boost na ficha'. A menina ficou baita overpower e sem razão alguma. Ela não teve evolução, ela simplesmente CHEGOU LÁ. Tipo Goku modo Deus.

O final Ʃ fraco e sem impacto. AtƩ o grande inimigo fica bobo no fim e perde sem um clƭmax.

Acho que o autor se perdeu no mundo que ele criou e depois ficou difĆ­cil domar.

Mas tem alguns pontos positivos. O livro Ʃ cheio de frases reflexivas, eu mesmo andei postando vƔrias essa semana.

Por ter encontrado uma resenha que simplesmente transcreve tudo que eu achei, ao invƩs de escrever a mesma coisa, colocarei aqui abaixo (com os devidos crƩditos).

Faltou algo. Muito maior do que o sentimento de decepção - nĆ£o acho que de fato me decepcionei - mas faltou alguma coisa. Talvez vĆ”rias algumas coisas. 

Fui alertada de que este livro nĆ£o era bom e que a maioria das pessoas se decepcionaram muito com ele. Me preparei ao mĆ”ximo para essa leitura e comecei ela sem nenhuma expectativa, apenas pretendendo apreciar a história, me despedir dos personagens que aprendi a gostar tanto e torcer para ter as principais questƵes respondidas. 

Apesar da leitura incrivelmente arrastada, este livro nĆ£o Ć© de todo ruim. Ele oferece a nós o desfecho da história de Vaelin e cia, e explica a maioria das dĆŗvidas que surgiram ao longo da trilogia, apesar de ter deixado alguns pontos abertos. PorĆ©m, Ć© um livro muito abaixo quando comparado Ć  Canção do Sangue e O Senhor da Torre. 

Não tive aquele sentimento gratificante ao terminar uma série. Respirar aliviada e querer abraçar o livro. A minha reação foi intrigante, como se... estivesse faltando algo. Não me senti convencida pela forma como a história foi contada.

O primeiro terƧo do livro foi positivo, direto e sem enrolação. Me pegou atĆ© um pouco de surpresa, porque imaginei que aquilo levaria mais tempo para acontecer. Este inĆ­cio me deu algumas esperanƧas de que o livro poderia ser eletrizante e mais uma vez me segurei ao mĆ”ximo para nĆ£o aumentar as expectativas. Mas o que aconteceu depois, foi que a história se tornou entediante, arrastando-se assim atĆ© o final. 

NĆ£o que o livro nĆ£o tenha muitas batalhas, aliĆ”s, ele Ć© cheio delas. No mar e em terra. Mas aquelas que importam de verdade, que me deixou apreensiva e com uma pontada de medo, com exceção do inĆ­cio, nĆ£o aconteceram. Um ponto inegĆ”vel Ć© que Ryan descreve cenas de guerra com muita qualidade. 

Senti falta da evolução dos personagens. Eles comeƧaram e terminaram da mesma forma, e em alguns casos tiveram um certo declĆ­nio. Como Reva, por exemplo, que era uma personagem que eu gostava tanto e acabou decaindo. Ela protagonizou cenas incrĆ­veis, mas o autor forƧou um pouco a barra com ela, que quis construir uma personagem forte e invencĆ­vel, mas nĆ£o fiquei convencida disso. AliĆ”s, algumas decisƵes que ela tomou me irritaram bastante. Achei o seu arco bem repetitivo. 

Um fato sobre os personagens secundĆ”rios deste livro: Socorro! Quem Ć© quem? SĆ£o tantos, com nomes parecidos, personagens que confundo um com o outro. Faltou um pouco o autor caracterizĆ”-los melhor? Colocar um leve background sobre eles quando apareciam, para que eu pudesse tentar lembrar quem eram? NĆ£o sei. Só sei que me senti extremamente confusa com relação a isso, e sinceramente, nĆ£o me importei com nenhum deles. 

Os pontos de vista de Frentis foram os mais interessantes, os que realmente me fizeram ansiar para chegar logo. Depois de tudo o que aconteceu com ele em O Senhor da Torre, Frentis ainda possui uma espĆ©cie de ligação bizarra com a Elverah, podendo nos dar uma visĆ£o dos planos dela e assim uma diretriz Ć  história. Os acontecimentos envoltos nos POVs de Frentis foram os melhores, porĆ©m o personagem jĆ” foi construĆ­do e nĆ£o sobrou espaƧo para evolução, o que fez dele um tanto previsĆ­vel. 

Não compreendi muito bem alguns pontos relacionados à Rainha Lyrna. Houve tanto foreshadowing sobre a Rainha do Fogo, que eu esperava vê-la com sangue nos olhos, beirando a loucura por conta do que aconteceu com ela e ao seu reino - o que seria extremamente compreensível. Por outro lado, o que vi foi uma rainha muito segura, determinada e mais sã do que quase todo seu exército. Apesar dos seus planos e estratagemas arriscados com relação a guerra, confesso que eu a seguiria sem nem pensar duas vezes.

Durante toda a história deste livro, senti Vaelin nublado, sem de fato reconhecĆŖ-lo de verdade. Apagado, essa Ć© a melhor palavra para descrevĆŖ-lo. Acho que Anthony Ryan criou um personagem incrĆ­vel, que se tornou um dos meus personagens favoritos, e nĆ£o soube aproveitĆ”-lo. Eu fiquei esperando o seu grande momento. Esperando, esperando e esperando... atĆ© que o livro acabou, e faltou algo. O grande sucesso do primeiro livro se dĆ” a acompanharmos a jornada de Vaelin e ele ser um personagem muito cativante. Me esforcei bastante para aceitar a grande mudanƧa do segundo livro, quando o autor decidiu inserir outros pontos de vista, para expandir a sua história. PorĆ©m, foi em A Rainha do Fogo que sua decisĆ£o caiu pelas mĆ£os, e a história deixou de ser tĆ£o prazerosa, com um capĆ­tulo mais maƧante que o outro. 

Sobre o mistério do Aliado e seus seguidores, incluindo Elverah - que na minha opinião foi mais assustadora de que qualquer outro personagem - fomos conduzidos à construção dos inimigos e sua natureza abominÔvel. A explicação com relação a eles foi satisfatórias, embora no final eles tenham sido um pouco descaracterizados, deixando de ser tão temíveis assim.

Ao longo do livro, a história foi perdendo as suas caracterĆ­sticas mais especiais e marcantes, que tanto me fez apreciĆ”-la. Como por exemplo, como foi feito nos dois primeiros livros, a ideia de intercalar os capĆ­tulos do passado com o presente atravĆ©s do relado de Verniers. Isso fazia um certo suspende com como a história se desenrolou atĆ© chegar naquele ponto, e isto tambĆ©m nĆ£o estava presente aqui. 

Foi um livro com a qual me importei com pouquĆ­ssimas coisas. Na verdade eu queria que ele acabasse logo, talvez esperando por um final que elevasse a minha opiniĆ£o sobre o livro, ou talvez porque realmente foi chato na maioria dos capĆ­tulos. 

Em suma, faltou emoção, ritmo, clĆ­max e plot twists, caracterĆ­sticas presentes nos livros anteriores. E o principal, faltou muito Vaelin raĆ­z. 

Apesar de só ter reclamado, nĆ£o foi de todo decepcionante, porque nem isso o livro conseguiu despertar em mim. Foi ok. Mas que nĆ£o me convenceu. E por deixar algumas coisas em aberto e sentir tantas outras faltando, me faz pensar se a história de Vaelin realmente acabou. 

O autor expandiu demais o seu mundo e se perdeu ao ter que concluir toda a história em um único volume, deixando de dar o devido destaque aos seus personagens, que eram o melhor de sua criação.

No mais, A Canção do Sangue é um dos melhores livros de fantasia que jÔ li em toda minha vida. O Senhor da Torre não fica muito atrÔs, é incrivelmente bom. Infelizmente o último livro não conseguiu manter o padrão e se saiu muito abaixo, porém, pela qualidade dos dois primeiros livros, digo que essa trilogia vale muito a pena e é altamente recomendada a todos os fãs de fantasia épica.


Como dito acima, o livro Ć© o mais inferior. O autor pegou a trilogia e fez uma escadinha decrescente em qualidade. Se os outros foram notas 9 e 8 esse termina com um 7.

O primeiro livro da série eu indico com toda a força, mas parem por aí. As sequencias não valem nem o tempo nem o dinheiro de vocês.

A Rainha do Fogo - Anthony Ryan
Nota: 7/10

quarta-feira, 21 de marƧo de 2018

Finalmente concluƭdo esse clƔssico.
Eu não sei muito bem o que falar, por isso serei breve, de verdade.

Ɖ uma obra incrĆ­vel. Isso Ć© fato. Ɖ tambĆ©m uma leitura difĆ­cil. O livro Ć© lento, longo e denso.

Talvez alguns tenham mais facilidade, mas não espere aquelas obras de suspense com cenas Ôgeis e de tirar o folego. O livro trata basicamente da experiência de viver na mente de um assassino.

O livro conta com estudos filosóficos incríveis. Disseca também de forma extremamente curiosa a mente de um criminoso.

Foi uma jornada longa ao lado de Raskolnikov, mas recompensadora. E sim, eu tambƩm achei que o epƭlogo parece ser outro livro rs.

Um ponto muito positivo também vai para a tradução de Oleg Almeida e de Paulo Bezerra (ambas direto do russo). Eu mesclei a leitura entre essas duas e posso dizer que estão excelentes e com um texto muito mais gostoso de consumir. Quando li a primeira vez li em inglês, um inglês mais arcaico e complexo o que me fez abandonar eventualmente. A tradução antiga (acho que da NatÔlia nunes) é de português de Portugal e numa linguagem bem mais rebuscada, isso também não me agradou.

Pequenos Spoilers:
  • LĆŗjin Ć© mesmo um pau no cu.
  • Porfiry Ć© foda nas suas psicologias forenses.
  • Katerina Ivanovna Ć© chata para um caralho.
  • DĆŗnia e Sófia sĆ£o boas de mais para ser verdade, por isso que elas sĆ£o de mentira.

Ɖ obvio que essas poucas palavras nĆ£o fazem jus a riqueza da obra. Me falta tempo e inspiração para tal, mas nĆ£o deixe minha falta de habilidade lhe distanciar. Leia se puder. Leia se tiver coragem. Leia só por ler, mas leia.
A mente não é mais a mesma depois de ler Dostoievski.

Leu? Bem vindo ao mundo novo!

Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski
Nota: 8/10

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Bom, vou tentar falar pouco (não sei se consigo) jÔ que infelizmente eu não tenho nada de bom para falar deste livro.

Na verdade, tenho sim. Esse livro foi viabilizado via financiamento coletivo e a qualidade grƔfica dos extras e o capricho do autor com o envio dos itens Ʃ notƔvel. Desde o envelope atƩ o mapa, tudo muito bem cuidado. O autor informava aos apoiadores semanalmente dos status. Um carinho singular. Pena isso ser tudo de bom...

O livro conta a historia de Douglas, um poeta que desiste de sua arte e para de escrever. Ao encontrar um PÔssaro da morte (aquele que conduz as almas até seu fim), o mesmo lhe informa que ele sofre de uma maldição: O poder de tornar suas poesias verdade. O poeta então entra em uma busca atrÔs da personificação de seu poema, a bailarina Safira, junto de Anatole (o pÔssaro) que perdeu seu réquiem, eles entram em uma aventura atrÔs de seus desejos.

Eu queria poder dizer que o mundo Ć© mal desenvolvido, mas nem isso posso. Ele NEM Ć© desenvolvido. O texto do posfĆ”cio menciona isso “a um mundo sombrio e a um tempo que pode ser um passado distante ou um futuro distópico, no qual velho oeste dĆ” lugar a hospĆ­cios onĆ­ricos, dirigĆ­veis aĆ©reos sobrevoam circos decadentistas e feiticeiras danƧam com tigres blakeanos.”. Isso Ć© complicado pois pode ser uma escolha do autor. Ok, direito de quem escreve, mas para mim nĆ£o funcionou. O próprio prefacio fala sobre as descriƧƵes, senti todas vazias e mal detalhadas. Infelizmente nĆ£o casou.

Falando do autor do prefÔcio. São tantos elogios a essa obra, mencionando que é uma das melhores leituras que ele jÔ teve. Muitos, muitos elogios mesmo... Obrigado, agora são dois autores de fora da minha lista.

Algo que vale ser mencionado Ʃ a linguagem do livro. Propositalmente escolhida pelo autor, o livro Ʃ cheio de frases elaboradas com um lƩxico distinto. O autor diz que a obra foi concebida para ser lida em voz alta. Aos amantes de poesia talvez esse fato agrade.

Outro problema são os personagens sem carisma algum e mal desenvolvidos. Se importar com qualquer um deles é um exercício de apego forçado, pois se depender de suas histórias...

Fantasia Sombria? NĆ£o consegui ver nem fantasia e nem nada de sombrio. Chamar algo de dark fantasy só pq um dos personagens Ć© a ‘morte’ (que nem isso Ć©) Ć© uma ofensa a toda obra dark fantasy, principalmente pq essa ‘morte’ parece um adolescente de franja ouvindo SimplePlan chorando no quarto, tamanho nĆ­vel de drama desnecessĆ”rio.
Claro que não sou o portador da denominação dos títulos, se você quiser chamar uma goiaba de Romance Histórico eu não posso lhe impedir, mas para mim essa obra aqui esta longe de ser um DarkFantasy. Nem dark, nem fantasy.

Ɖ quase um “50 tons de cinza” menos explĆ­cito, com mais romance e tĆ£o bom (sĆ©rio?) quanto.

Ɖ necessĆ”rio fazer um trabalho de cotejo de revisĆ£o, encontrei poucos, mas alguns erros de digitação, espaƧamento e principalmente pĆ”ginas faltando nĆŗmero.

O livro conta com algumas questões filosóficas até que interessantes, porém a leitura arrastada só me dava vontade de terminar logo, então admito que nem isso consegui absorver tanto.

A lição que me fica é: Vou parar de ler obras independentes nacionais. Sério. Vou gastar meu dinheiro com produtos mais bem trabalhados. Dei muita chance a vÔrios, mas pra mim deu por um tempo...
Quer incentivar? Vai na fé... Toda a sorte do mundo e espero que você tenha mais sucessos que eu.
Vou voltar para as obras editoriais porque pelo menos as chances são melhores.

Uma leitura sofrida e arrastada. Um ‘plot’ sem muita motivação e personagens fracos e mal desenvolvidos. Nem o ‘mistĆ©rio’ no final salva. O livro foi mal vendido. NĆ£o Ć© uma fantasia sombria. Funcionaria mais se fosse mais curto como um ensaio de filosofia, mas como literatura infelizmente a história nĆ£o decola.


O RƩquiem do PƔssaro da Morte - Andrio Santos
Nota: 2/10

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018



Apesar de ser um livro que eu conhecia jÔ a bastante tempo, sabia da história, faltava ainda pegar e ler de fato. Que pena que demorei tanto tempo para fazer isso.

Serei breve, falarei mais das sensações que me causou, pois acho que não sou capaz de falar muito dessa obra. Sendo sucinto...



Esse livro derreteu minha mente em muitos sentidos.
Eu entendo que nem todo mundo consiga ler esse livro. Acho que as pessoas não compreendem sua proposta. Ele é de fato lento, sem ritmo e até monótono muitas vezes. Aqui não tem ação, não tem romance, não tem diÔlogos profundos. Pelo menos não até metade ou até uns 60% do livro, aí sim, tudo muda.

O livro ganha ritmo, diÔlogos filosóficos e sua proposta é mais mastigada para o leitor. Isso não significa que o inicio seja ruim, ele apenas é mais sutil e ao terminar o livro você entende o porque de tal fato.



Todo o inicio do livro serve para ilustrar e nos apresentar como funciona a sociedade da Oceania e Ʃ graƧas a essa base que todos os discursos fazem sentido. Durante o inƭcio Ʃ fƔcil se chocar vendo como um poder totalitƔrio pode ser perigoso.

Ɖ impossĆ­vel nĆ£o se pegar refletindo com as conversas de Winston e O’Brien.
Um dos pontos altos são os textos do posfÔcio. A sensação é de que eles fecham de forma surpreendente a obra, tipo aquelas dicas finais no fim de uma longa aula de história.


Acho que sendo justo este livro teria duas notas, uma como literatura e outra como efeito pessoal.

Nota como Literatura: 7/10
Não é um livro fÔcil, seu inicio é bem complicado e alguns personagens são muito caricatos. O livro tem defeitos, mas isso não diminui tanto assim sua qualidade.

Nota para Importância reflexiva/filosófica: 10/10
Como um amigo costuma dizer: “1984 Ć© um livro que devia ser usado nas escolas para incitar o debate”. Concordo. Muito alĆ©m do que uma simples distopia, 1984 Ć© um aviso. Acredito que quem viu somente uma critica ao socialismo perdeu nĆ£o só outras criticas a outras ideologias, mas o mais importante que a obra tem a oferecer.

Ɖ um livro que se tornou atemporal e apesar de ser muito distante de nossa realidade atual, tomara que o aviso tenha funcionado, caso contrĆ”rio, nos vemos no “Quarto 101”.

terƧa-feira, 6 de fevereiro de 2018


Piquenique na Estrada é uma obra que trata do quão pequeno o ser humano pode ser, mesmo no alto de toda a sua arrogância. Livro rÔpido, curto, porém bem denso nas reflexões que ele propõe. Não terão naves voando, alienígenas cabeçudos e verdes e nem nada do gênero. A obra foca no ser humano e em sua mania de se achar melhor.

Uma coisa que eu gostei é que apesar de ser um efeito global eles se focam no micro. A história não pretende contar o que acontece em outro pais, nem mesmo outro estado, o foco é ali, aquela cidadezinha aquele bairro, aquelas pessoas...

Isso Ć© bem diferente do convencional, e para mim esse foi um grande ponto positivo. Nem sempre Ć© preciso salvar o mundo.

Pontos negativos:
  • Muitas coisas ficam em aberto (de proposito, os autores nĆ£o querem responder tudo), muitas mesmo, mas isso me incomoda um pouco. VĆ”rias coisas sĆ£o inseridas na história sem um motivo, pois elas aparecem aquela vez e pronto, nĆ£o faz sentido mais.
  • Achei que foi causado um “Hype” bem forƧado nesse livro. Foi meio que prometido algo que ele nĆ£o entrega (acho que nem almeja entregar). NĆ£o Ć© uma puta obra de FC, nĆ£o tem milhƵes de reflexƵes que derretem a mente. Ele Ć© atĆ© bem sucinto em sua proposta. Tem alguns (sĆ£o poucos de verdade) diĆ”logos interessantes e filosóficos, mas nada alĆ©m.
  • Falando em ser sucinto, o livro Ć© curto, porĆ©m a Aleph nĆ£o foi nada sucinta em sua diagramação. Mais uma vez temos um exemplar com longas margens em branco, fonte grande e pouco aproveitamento de papel. Ouso dizer que se fosse melhor formatado o livro perderia no mĆ­nimo umas 50 pĆ”ginas e consequentemente ficaria mais em conta, justamente se tratando de um livro mais curto.

A sacada do título é algo sensacional e que só fara sentido real para quem leu ou se envolveu com a obra, eu explico aqui, mas só depois de ler o livro é que vai dar aquele estalo na sua mente, acredite.

Um piquenique. Imagine uma estrada no interior, uma clareira na mata, perto da estrada. O carro sai da estrada. o carro sai da estrada e vai atĆ© a clareira. Abrem-se as portas, e sai uma turma de jovens. ComeƧam a tirar do porta-malas cestas com mantimentos, armam as tendas, acendem a fogueira. Churrasco, mĆŗsica, fotos… De manhĆ£, eles vĆ£o embora. Animais, pĆ”ssaros e insetos, que assistiram horrorizados Ć quele evento noturno, saem de seus esconderijos.

Nesse caso, os alienĆ­genas agem como nós em um piquenique. Eles passam pela terra, fazem uma pequena parada e vĆ£o embora largando seu “lixo” e suas quinquilharias para trĆ”s e nós com toda nossa “pequeneza” vamos em cima desse “lixo” como ratos fugindo do esgoto atrĆ”s de algo. De uma forma dentro do próprio livro, a humanidade Ć© como porcos, nĆ£o importa a condição mais cedo ou mais tarde vai encontrar uma lama pra se chafurdar.

Senti tambƩm que rola uma certa semelhanƧa com o filme A chegada, que mostra um pouco dessa nossa pequeneza.

Bem... Com muitas pontas soltas, de forma proposital, esse definitivamente é um livro para te fazer pensar e nesses pensamentos tentar preencher tais lacunas. Não é um livro fÔcil, nem tenta ser e apesar de curto em tamanho, se torna denso em certos níveis filosóficos.

NĆ£o achei nada sensacional, mas Ć© longe de ser ruim. Ɖ um livro interessante e eu recomendo a leitura.

Piquenique na Estrada - IrmĆ£os StrugĆ”tski 
Nota: 7/10


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Afirmo sem sombra de dúvidas que este foi um dos melhores livros que jÔ li na minha vida. A forma em que o autor nos apresenta o cotidiano medieval é incrível. Um amigo me disse que esse era o melhor livro sobre vida medieval, ele tem toda a razão.

O livro conta a história de diversos personagens, são MUITOS, mas o personagem principal é a catedral de Kingsbridge sem dúvidas. VÔrios personagens se envolvem para que a catedral seja construída enquanto outros tantos desejam o contrÔrio, no meio disso tudo uma guerra civil se abate sob a Inglaterra do século XII e tudo isso se mistura.

NĆ£o deixe esse pequeno resumo te enganar, apesar de ser um plot aparentemente simples a obra Ć© de uma riqueza tremenda.

Os Pilares da Terra Ć© um livro completo, digo isso pois ele tem diversos elementos para agradar todos os gostos.
  • ·        Tem membros do Clero que sĆ£o uns bons filhos da puta. Gente ruim mesmo.
  • ·        Nobreza egoĆ­sta e que faz (e muita) maldade. Mesmo que para os nobres isso nĆ£o seja maldade, para eles Ć© normal, eles realmente se acham superiores e o autor consegue passar essa verdade. Sentiu raiva do Joffrey? Espere atĆ© conhecer William Hamleigh kkkk
  • ·        Como funciona uma vida monĆ”stica
  • ·        Romance interessante e bem embasado, nĆ£o Ć© a história de um mocinho e uma mocinha que se apaixonam simplesmente pq o vento bateu e o cĆ©u era azul.
  • ·        Personagens quebrados e realistas. Foi bem comum durante a leitura eu me ter raiva de alguns e alguns capĆ­tulos depois eu me pegar torcendo por eles.
  • ·        Intrigas, intrigas e mais intrigas. Seja do Rei, de nobres ou de membros da igreja. O ser humano Ć© muito bem representado aqui em todo seu egoĆ­smo.
  • ·        Tem momentos muito interessantes, alĆ” Bernard Cornwell, onde o leitor nĆ£o sabe se o que aconteceu foi bruxaria, milagre ou coincidĆŖncia. Cenas interessantĆ­ssimas.  
  • ·        Aliena Ć© uma mulher foda apesar de ter me causado ódio em alguns momentos.

Uma obra sensacional. Na verdade, acho que sensacional ainda é pouco, mas não tenho outro adjetivo melhor nesse momento.

A trama é muito bem elaborada e envolvente com cenas de ação, estrupo e assassinato. Não faltam aventuras, mistérios e claro um bom romance, a história consegue comover, empolgar e revoltar, apesar de em certos momentos ser muito detalhista prender a atenção do leitor, não faltam jogos de poder, reviravoltas e conspirações, um romance histórico inesquecível.

Acredito que arquitetos, engenheiros ou qualquer um que goste e conheça um pouco de construção civil vai ficar de boca aberta com a riqueza dessa obra. São detalhes que fazem todo o sentido para quem conhece, mas que não atrapalha quem não tem contato com essa linguagem.

Foi comum eu me pegar lendo mais 20, 30 paginas sem perceber, só pela curiosidade de saber mais sobre aqueles personagens.

Acredite, são MUITOS personagens. E todos são muito bem construídos. E advinha, nenhum deles é gratuito. Mesmo aquele que some do nada volta mais tarde fazendo parte de algo muito melhor. Poucos livros amarram tanto suas pontas quanto esse. O trabalho feito é de se admirar.

Vale uma ressalve. Algumas cenas são fortes. Nobres praticavam ações moralmente repreensíveis então se prepare para algumas. Eu particularmente achei todas sensacionais, mas ainda assim, vale o aviso.

Pontos negativos
  • NĆ£o sei se isso chega a ser um spoiler, se for pule essas linhas, mas achei bem forƧada a curva de evolução do Jack. Ele sai de um bicho do mato que nunca teve contato com nenhum ser-humano para um cara foda. Isso me incomodou um pouco.
  • Acho que umas ilustraƧƵes da catedral iam transformar absurdamente a experiĆŖncia. NĆ£o chega a ser um ponto negativo na verdade.

O tamanho assusta um pouco, eu sei. Afinal de contas, são mais de 900 pÔginas, mas não seja intimidado por tao pouco. Tamanho não é documento e aqui, no fim, duvido vc ao acabar querendo que o livro fosse maior.

Falo com tranquilidade (valeu RogerinhošŸ˜‰) que esse livro merece ser lido por todo mundo que curta saber como era a vida medieval em quase todas as esferas sociais.

Ɖ um livraƧo. Um dos melhores que li na vida. Acho que isso jĆ” fala o suficiente.

Os Pilares da Terra - Ken Follet
Nota: 10/10

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018



Meu ano começou de forma excelente, isso tenho certeza. Que livro meus amigos, que livro! Christian Jacq é uma maquina de desenvolver tramas políticas. Ele traça suas teias de forma magistral e ouso dizer que poucos conseguem prever o que vem no próximo capítulo.
Com uma escrita leve e intrigante, ele vem trazendo ponto a ponto, paragrafo a paragrafo uma surpresa nova. O livro é quase um thriller de tão emocionante, mas sem perder sua personalidade.

O livro conta a história da Princesa Ahkesa (aqui conhecida como Anchesenamon), filha do grande faraó AquenÔton e da rainha Nefertiti. Seu pai foi o responsÔvel por tentar instituir uma religião monoteísta no Egito Antigo, porém tramas e intrigas vão acontecendo de forma tao intensa que nem o próximo faraó, o futuro marido de Ahkesa, Tutancamon, vai conseguir escapar.

Ahkesa é uma protagonista FODA. Essa mulher é sensacional! Guerreira, personalidade forte, inteligente, sagaz e ousada. Não sei se ela realmente foi assim, mas o livro é tão bem escrito que pode ter sido exatamente assim e tiro meu chapéu para ela. Uma das melhores protagonistas femininas que jÔ vi.
O livro Ć© CHEIO de intrigas polĆ­ticas, SƉRIO. Eu nĆ£o esperava nada desse tipo e fiquei boquiaberto com tanta maestria em criar esse tipo de coisa. Os locais do Egito tambĆ©m muito bem colocados e a melhor coisa Ć© ver como o Sacerdócio pode ser corruptivo.
O livro Ć© repleto de surpresas tambĆ©m, cada capitulo Ć© um convite ao próximo. Ɖ difĆ­cil largar o livro por muito tempo.
Ɖ uma história contada num estilo simples, na qual o suspense Ć© ditado pela sombra permanente da traição.

O Ćŗnico ponto negativo que me recordo foi:
Algumas descriƧƵes deixaram um pouco a desejar, vĆ”rios personagens nĆ£o formaram uma ‘imagem na minha cabeƧa.

Infelizmente esse livro é pouco conhecido, quase não se acha resenhas sobre ele.

Esse foi sem duvidas um dos melhores livros que jÔ tive o prazer de ler. Tudo impressiona, desde a escrita leve até sua ambientação. JÔ entrou para o hall de autores favoritos.
O autor, que é egiptólogo, tem vÔrios livros ambientados no Egito e vÔrias séries até muito melhor classificadas. Espero reler algo dele em breve, jÔ tenho duas series compradas e na fila hehehe.

Nota: 9,5/10
A Rainha Sol - Christian Jacq


domingo, 31 de dezembro de 2017



Última resenha do ano, merecia ser a do Mestre King.

Apesar de muito fã do trabalho do King, isso não me impede de criticar algumas coisas que me incomodam nas coisas que ele produz, e esse livro é bem isso.

O livro conta a história da viúva Lisey, que mesmo tendo passado 2 anos ainda sofre com a perda do marido. Com um inicio lento mostrando o dia a dia de uma viúva com problemas na família e alternando entre presente e passado para nos apresentar Scott seu marido, o autor vai desenvolvendo a história.

Esse é um livro sobre perdas, seja de uma vida que jamais serÔ a mesma ou de superar (ou pelo menos, abafar) aquele vazio inevitÔvel que fica pela ausência de quem amamos muito um dia. O livro trata bem a relação com a morte e com o vazio que fica quando perdemos alguém muito importante para nós, mas King ainda mistura toques de fantasia com horror, dando um tempero inesperado para a história.


O livro Ć© absurdamente lento, sendo atĆ© chato grande parte das vezes. AtĆ© a metade a história nĆ£o engrena simplesmente por nĆ£o ser interessante, mas aĆ­ caro amigo, o tio King vira a chave do ‘estilo king de leitura’ e as coisas comeƧam a mudar.

Esse é um livro denso. Eu fortemente não recomendo começar por ele se você não conhece o trabalho do King a um bom tempo, é capaz de abandonar esse aqui, acredite, pois, eu mesmo quase abandonei.

Esse foi um dos raros livros do King que me gerou aquele ‘desconforto’ (para nĆ£o chamar de medo rs). Apesar da história simples, as cenas de Scott com seu pai e irmĆ£o sĆ£o para quem tem estomago, ou gosta desse tipo de coisa. King nĆ£o economizou nessas partes nĆ£o.

O livro Ć© grande demais. Poderia ser enxugado em uns 20% no mĆ­nimo.

Uma característica dos livros do King é a excelente evolução de seus personagens, aqui isso é marca forte. Mesmo não tendo sido a melhor leitura dele, no final rola aquele vazio depois de conhecer tão bem os personagens... eles são quase reais. Poderia ser um parente, uma vizinha, uma amiga, ou até você no futuro.


A sensação final desse livro é de que mais do que morte, ele fala sobre vida. A vida que fica quando alguém se vai e ao terminar o livro você até entende o porque do livro ser tão lento inicialmente, justamente porque a vida é assim e superar nunca é fÔcil.

Como diz um sĆ”bio: “Do not pity the dead. Pity the living.”

Love - Stephen King
Nota: 7/10



A maior sensação que ficou foi a de assistir a um filme trash, tipo B americano, que vocĆŖ sabe que vai ser ruim, mas assiste atĆ© o final só para ver onde vai dar? Ɖ assim, só que um pouco pior.

O livro conta a história de um adolescente, vítima de bullying que começa a ter problemas de esquizofrenia e um demÓnio se aproxima dele prometendo fornecer a ele as armas pra se vingar de todo mundo que lhe fez mal. As coisas começam a acontecer até que chamam atenção de um policial, que coincidentemente é um caçador secreto de demÓnios.

Com isso a história se desenvolve num plot fraco e cheio de clichês. Não espere nada surpreendente e nem cenas grotescas, aqui o demÓnio é boa gente.

Dizer que eu esperava mais é pouco. Depois de umas 50 pÔginas eu só queria terminar pra ver onde aquilo ia parar.

Acho que essa história funcionĆ”ria melhor como um conto…. Focando somente no protagonista e sem muita enrolação.
Infelizmente a história é cheia de clichês e mal construída e ruma uma ladeira abaixo sem freios.


Pontos Negativos:
  • Personagens absurdamente rasos e mal construĆ­dos. Durante quase todo o livro nĆ£o dĆ” para ver a função deles na história, mas no final eles atĆ© tem seus motivos (alguns pelo menos), porĆ©m ninguĆ©m Ć© bem desenvolvido aqui.
  • Protagonista fraco e sem "vida", como nĆ£o foi bem desenvolvido, vocĆŖ nĆ£o consegue se apegar nem as coisas que ele sofre, apesar da crĆ­tica que o autor tenta fazer atravĆ©s dele.
  • MudanƧas de ponto de vista do nada... de um parĆ”grafo para o outro sem nenhuma indicação. Isso Ć© pĆ©ssimo.
  • O livro ora aprece ser narrado em 1 pessoa ora em 3... sim Ć© bem confuso.
  • Diagramação malfeita texto muito perto do miolo e longe da borda.
  • Muitos erros de portuguĆŖs e/ou digitação. Vale a pena ser feita uma bela revisĆ£o.
  • A menina que nĆ£o sabe falar portuguĆŖs fica fluente de uma hora para outra.
  • ClichĆŖs…clichĆŖs e mais clichĆŖs…. Falta aquela sensação de ser surpreendido…. Ser algo original, sabe?
  • Um Van-hellsing tupiniquim sabichĆ£o que tem uma sociedade secreta de caƧar demĆ“nios, mas que sai falando pra todo mundo que Ć© cheio demĆ“nio no mundo, e ainda conta com um exĆ©rcito armado com o poder do roteiro. Na verdade, todos eles aqui tĆŖm o poder do roteiro.
  • Acho que o pior foi o “DemĆ“nio” boa praƧa que quer ajudar os sofredores de bullying. A motivação do demĆ“nio Ć© se alimentar de ódio e o que ele faz? Ajuda o mocinho…. Porra esse demĆ“nio precisa ter umas aulas de obsessĆ£o, qualquer obsessor de respeito PRODUZ mais ódio na sua vĆ­tima. Seria muito mais eficaz, ele podia fazer o mundo odiar o protagonista e se alimentar do ódio que o protagonista iria sentir das pessoas por ser cada vez mais rejeitado, mas nĆ£o…. O demoninho boa gente quer fazer o bem, ele ajuda…. Ɖ quase uma mamĆ£e. Essa parte Ć© tĆ£o mal pensada que a justificativa nĆ£o se mantĆ©m, uma vez que tinham outros personagens com muito mais motivo pra ter ódio do mundo do que o próprio protagonista. Tem hora que o demĆ“nio tem atĆ© CRISE DE CONSCIÊNCIA… SIMMMM... Ć© isso mesmo...

Ɖ sempre triste e chato criticar o trabalho dos outros, principalmente pq normalmente tem um envolvimento emocional na coisa…. quando me pedem para ler algo pra dar minha opiniĆ£o eu tento ser mais delicado, mas quando sou cliente eu quero ser bem atendido.
Nesse caso, como cliente, eu estou absurdamente arrependido, porĆ©m como pessoa eu diria ao autor pra continuar produzindo pois provavelmente ele tem futuro, mas sugiro antes de tornar o sonho em algo fĆ­sico que tente trabalhar melhor a obra antes…. Busque leitores de estilos diferentes, nĆ£o confie só em amigos, absorva as crĆ­ticas e principalmente, acredite que vocĆŖ pode ter produzido algo que nĆ£o ficou bom. NĆ£o precisa desistir, mas Ć© importante ir galgando passos, todo grande autor comeƧou por algum lugar.

Se esse livro tivesse passado por uma editoração bacana, sem dĆŗvidas o editor apontaria muitas coisas a serem mudadas ou aconselharia a transformar em algo menor…. Os erros de portuguĆŖs tambĆ©m mereciam uma boa revisĆ£o. A linguagem as vezes coloquial demais e a falta de descriƧƵes prejudicam um pouco a leitura.

E numa boa, um livro de terror trazer essa historinha de combater ódio com amor Ć© algo complicado… Contos de fadas de demĆ“nios agora?

E apesar de não ser surpresa, o final é corrido e piegas, bem filme B mesmo.

Pontos Positivos:
  • Capa dura, arte da capa muito bonita, acabamento e preƧo justo.
  • O autor foi bastante atencioso e me enviou o livro no mesmo dia e tal. (apesar de nĆ£o ter perguntado se eu queria autografo e mandado sem... bola fora)
  • Algumas cenas de mortes. SĆ£o geralmente curtas, coisa de 2 linhas, mas algumas foram interessantes.

Se vocĆŖ procura uma leitura rĆ”pida, sobre possessĆ£o, mas sem esperar muito, só para se distrair e rir um pouco (de raiva), de uma chance a esse livro…. Talvez vc aprecie mais do que eu.



Acho que ninguém sente prazer em criticar algo, principalmente alguém na posição de cliente, assim como eu, que gastou dinheiro. Eu queria muito gostar, tanto que paguei pelo livro.


Bom, Ć© isso…. Uma pena a Ćŗltima leitura do ano nĆ£o ter sido tĆ£o prazerosa, mas ano que vem tem mais.

Boas festas a todos!



InsaciƔvel - Eduardo Scavuzzo

Nota: 4/10



terƧa-feira, 26 de dezembro de 2017



Falar de um clÔssico é sempre complicado pois geralmente é um livro em que (quase) todo mundo jÔ leu. Tendo isso em mente serei bem sucinto (talvez mais do que o normal, ou não).
Gostei? Sim, até que curti sim. Não é nenhuma obra prima, mas é divertido, dificilmente livros policiais tem todo o meu amor, mas é um livro divertido, pequeno, curto e simples, sem muitas enrolações.

Confesso que peguei para ler causa do filme que iria sair e como eu ainda nĆ£o tinha lido esse fui dar uma chance a ele e li rapidinho, menos de 1 semana (eu leio devagar pra cacete), e valeu a pena tanto pelo preƧo quanto pela diversĆ£o. O Poirot Ć© um cara peculiar, mas todos os ‘grandes detetives’ sĆ£o nĆ©.

Acho que o que me desagradou mais foi a estrutura do livro em si, jÔ que se passa basicamente entrevistando os passageiros do trem e no fim é a conclusão do Poirot em poucas pÔginas terminando assim.

Indico a leitura pra quem, assim como eu, comprar baratinho e quiser saber qual a historia inspirou o filme.

Vale a pena pois diverte, mas não faz milagres.

Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie
Nota: 7,5/10