.

Um pouco da minha maluquice, com um pouco disso aĆ­ mesmo.

quarta-feira, 20 de junho de 2018


Mais um lanƧamento, mais uma expectativa...
Esse livro Ć© vendido como um terror. O autor Ć© chamado de o Stephen King Sueco. Ɖ...
Só que não.

A história é simples, gira em torno de uma viagem de 24h num cruzeiro. Uma bizarrice acontece e fica todo mundo preso.
Nada original, nada inovador.

O sentimento Ć© de ler/assistir um filme B de horror. Roteiro fraco, cheio de clichĆŖs e muito sangue e pornografia. Ɖ isso, esse livro Ć© justamente isso. Nem o Gore do livro Ć© grande, atĆ© nisso ele falhou.
Eu não entendo para que tanto esforço pra esconder que é um livro sobre vampiros, nem a história lida com isso como se fosse grande coisa. Enfim...

O livro tenta tratar da humanidade numa simulação de apocalipse. Mestre das Chamas de Joe Hill faz isso de forma excelente, Mats jÔ não.

Com um começo interessante, o livro me ganhou e eu entrei na onda, só que ele começa a se tornar lento demais. Até a pÔgina 200 nada aconteceu ainda. São 200 pÔginas apresentando os vÔrios personagens. Sim são muitos pontos de vista.

A escrita do autor é até leve e rÔpida. O livro conta com capítulos curtos, bem curtos até o que acaba gerando muitas quebras abruptas na narrativa e vÔrias vezes sem necessidade. Muda o ponto de vista e logo no próximo volta ao anterior, algo que podia ter sido evitado e dado mais fluidez.

Como eu disse, são vÔrios personagens, porém nenhum deles me cativou e eu não me importava com o que aconteceria com nenhum. O livro logo perde ritmo pois são muitas pessoas apresentadas, numa tentativa de gerar empatia no leitor, o que não aconteceu e no final eu achei o livro excessivamente longo justamente por isso.

Falando em livro longo, como esse livro Ʃ repetitivo. Olha, eu perdi a conta de quantas vezes li que estava tudo sujo de sangue, que dentes batiam como tesouras o que a fome era incontrolƔvel. SƩrio, chega a parecer amadorismo.

A escrita em si é até ok. As vezes interessante, mas a maior parte do tempo nem boa nem ruim. A constante repetição de sangue jorrando e dentes batendo me irritou mais do que devia.

Para mim, o suspense é o que faz um bom livro de terror. Esse livro não tinha nenhum o que no fim tornou a experiência um saco. As ultimas 100 pÔginas eu só queria que acabasse pois jÔ imaginava como seria o fim. Acertei. Impacto zero e sem nenhuma emoção.

A capa compara as obras do Stephen King. Ok, esse livro talvez chegue perto dos livros ruins do SK (e olha que sĆ£o vĆ”rios). VocĆŖ nĆ£o necessariamente odeia, mas Ć© meio que OK, nada espetacular. 


Resumindo.
Personagens mal trabalhados. Roteiro fraco. Repetitivo demais. Suspense zero, horror zero. Não combina com terror nem com Stephen King, mas sua escrita rÔpida e Ôcida pode divertir (ou passar o tempo) de leitores menos exigentes.

Se você quer ler algo claustrofóbico de verdade, experimente Jogo Perigoso do SK (jÔ que ele foi citado e comparado), ali sim você tem uma agonia de continuar lendo.

A Última Travessia - Mats Strandberg
Nota 6/10


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Bem, vou fechando essa sequência intensa de sci fi com esse aqui. Ele me ensinou que preciso parar de confiar em lançamentos.
Vou entregar logo aqui, esse livro Ć©: MALUCO.

Sim, completamente insano, e no pior sentido possĆ­vel.

LoveStar é um livro que traz elementos muito interessante, alguns que te fazem pensar MESMO, e eles são espalhados por todo o livro, pena que numa narrativa tão sofrida, disforme e nada coesa.

A história trata de uma distopia onde o mundo todo funciona sem fio e toda a tecnologia estĆ” nas mĆ£os de uma megacorp. Acredite, TUDO MESMO. Pra galera que jĆ” estudou um pouco de Marketing (principalmente o digital) vai ver como um livro de 2002 tem conceitos MUITO curiosos se comparados a como funciona o mundo hoje. Existem todo um controle sobre o que vocĆŖ gosta, uma influencia forte mesmo e privacidade zero. A humanidade passou a aceitar sugestƵes calculadas por algoritmos e estĆ” feliz com essa ´'pseudo-liberdade'. Te lembra algo? anĆŗncios especĆ­ficos, playlists sugeridas e mais… pois Ć©.

O livro parece um apanhado de boas ideias misturadas e jogadas em vƔrias linhas do tempo bizarras espalhadas pelo livro.

A obra segue de forma principal dois plots separados que não se encontram e não conversam, mas são forçadamente misturados na última pÔgina. Passado e presente se misturam sem nenhuma indicação. Não se perder é um desafio.

O plot do Indrid e da Sigrid é até mais interessante, só que ínfimo perto do plot do LoveStar. (bola fora)

E a ultima pÔgina? PQP que final HORROROSO. Eu juro que tentei ver a poesia do final aberto, mas só restou na boca aquele gosto amargo de um final preguiçoso.

Outro problema Ć© que o livro Ć© repetitivo demais. Acho que Ć© tanta coisa repetida que se cortar acho que o livro reduz pela metade.

Sem contar da apresentação de conceitos, muito bons, mas nĆ£o utilizados. Um exemplo bem forte Ć© a questĆ£o do renascimento. Ela Ć© apresentada no inĆ­cio, tem um potencial tremendo e só e usada lĆ”. Ɖ uma baita reflexĆ£o filosófica que te causa, mas existe só em alguns parĆ”grafos, enquanto partes desnecessĆ”rias sĆ£o repetidas Ć  exaustĆ£o.

As vezes parece que o autor teve excelentes ideias, mas não sabia o que fazer com elas, daí ele misturou de qualquer jeito e sai um livro que parece feito no modo aleatório.

Eu falei que era maluco né? Saca só, tem cenas onde um personagem é engolido e dorme dentro de um lobo gigante, com um zíper na barriga onde ele pode entrar e sair. WTF? Sim eu tb pensei o mesmo.

Vale ressaltar que o projeto grÔfico é sensacional, primoroso, porém, apesar de bonito é desleal pois não tem nada a ver com a história. Não se deixe enganar como eu.

Resumindo. Ɖ um livro nada coeso, sem um fio lógico na narrativa. Personagens nada trabalhados. Conceitos distópicos muito bons que cumprem seu papel na parte filosófica. Um final bobo e horroroso.
Funcionaria melhor como uma coletânea de contos, PKD fez isso extremamente bem durante sua vida.

LoveStar - Andri SnƦr Magnason
Nota: 5/10



terƧa-feira, 12 de junho de 2018


Fahrenheit Ć© uma obra BEM diferente do que eu esperava. Ɖ claro que por ser um clĆ”ssico, eu jĆ” sabia do que se tratava, mas tinha apenas uma ideia geral.
Quando fui ler o romance tive uma baita surpresa, não foi positiva, infelizmente, jÔ que eu esperava algo bem diferente mesmo.

A importância histórica e o fator alarmante da distopia do livro, são coisas inquestionÔveis, mas como literatura ele me incomoda bastante, não é realmente meu tipo.

O livro conta com ideias geniais, alguns dos melhores diƔlogos que jƔ li e principalmente o que mais admiro numa distopia (e scifi em geral):
COISAS PARA TE FAZER PENSAR!

Sim, meus amigos. Fahrenheit é cheio delas e elas funcionam lindamente como um aviso, então abra o olho.

Eu confesso que esperava mais e que imaginava uma historia completamente diferente.

Um clƔssico Ʃ um clƔssico, Ʃ impossƭvel tirar os mƩritos do livro. Fico feliz por ter terminado e finalmente ter lido a obra, apesar dos pesares.

Melhor personagem Ć© o Beatty sem dĆŗvida, o livro devia ser sobre ele rs.

Concluindo, acho que o livro tem narrativas abruptas, ideias boas, porém mal desenvolvidas. A narrativa é bem arrastada e em vÔrios momentos eu achei meio confusa, em outros eu achei meio contraditória.
Entretanto, tudo faz sentido quando o autor revela que escreveu Ơs pressas em uma mƔquina de escrever alugada.


Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
Nota: 7/10

domingo, 10 de junho de 2018


Uma leve decepção com esse livro. Leve pq eu jÔ sabia que quando a expectativa sobe demais normalmente você se arrepende (e até paga caro por isso), jÔ que o livro foi vencedor de todos os prêmios de FC que concorreu.

Pois é, eu não gostei. Não é um livro ruim, ele só é chato (pelo menos num geral, continua lendo que vc vai entender). E isso, pelo menos pra mim, tem uma baita diferença.

Não vou falar sobre o que é a história, confesso que em qualquer outra review por aí se tem acesso a isso, vou aproveitar para falar o que senti durante a leitura.

O livro pra mim conta com falhas graves. Ele é lento demais em grande parte. A primeira metade do livro não é só chata e arrastada, é ruim mesmo. Se trocasse por um resuminho eu ficava mais feliz (e pagando mais barato).
Os personagens não têm carisma nenhum, eu passei o livro quase todo cagando pra todo mundo ali (não tem ninguém marcante).
Falta motivação, o plot é simples demais: A protagonista segue num objetivo irrefreÔvel de vingança mesmo que nem ela lembre mais direito o pq precisa se vingar.

O livro usa tambĆ©m de capĆ­tulos alternando entre presente e passado, jĆ” falei antes e quem me conhece sabe que nĆ£o gosto disso. Ɖ como se fossem dois livros diferentes condensados em um. A escrita da autora nĆ£o Ć© nenhum ‘page turner’ ou seja, um capitulo acaba sem te causar nenhum interesse pra ir para o próximo. Na primeira metade do livro (onde rola essa troca de tempo) eu só queria que acabasse logo e ir pro próximo pq estava sim, bem chato.

Acho que o livro foi tão premiado pelas coisas diferentes que ele traz, não é nada pioneiro Ursula K leguin jÔ fez isso antes, mas a abordagem consegue ser original em sua forma.
Um mundo complexo, o fato de não existirem gêneros, IA com vontade própria e quase humanas, que tem corpos biológicos próprios. Tudo isso é bem interessante de certa forma e nada comum.
O que também me prova o seguinte: Assim como o Oscar, prêmio de literatura não quer dizer nada.

Devido a uma escrita sem muito empolgação e arrastada, eu nĆ£o consegui me apegar ao plot. Ɖ como se alguĆ©m me mostrasse aquela pintura de 3 bolinhas e tentasse me dizer como a arte Ć© maravilhosa e te faz viajar, coisa bem intelectual mesmo. Na minha mente eu agradeƧo a tentativa de me apresentar a filosofia por trĆ”s da coisa, mas na realidade pra mim ainda sĆ£o bolinhas no quadro. Acho que dĆ” pra ver que nĆ£o sou nenhum sueco apreciador de arte.
Como um amigo diz: ainda é só uma pintura que um macaco conseguiria fazer.


Outra coisa que senti falta, é sobre as reflexões que a FC geralmente te causa, eu particularmente não vi isso aqui. Vi conceitos novos, mas nada muito reflexivo. O livro até conta com um ou outro dialogo mais interessante, mas não são nada densos se comparados a grandes nomes da FC por aí. (Existe sim uma crítica a alguns pontos da sociedade, mas como disse, nada tão forte assim)

O universo é de fato rico, novo e muito bem construído, só que ele é bem construído demais. Por momentos lembra a escrita de Tolkien de tão bem detalhado que é. Eu não sou fã dessa perda de ritmo, se você gosta com certeza vai aproveitar mais que eu.

O incomodo Ć© grande. Vontade de largar o livro a todo momento e ir ler algo melhor... AtĆ© que chegam as ultimas 40 pĆ”ginas, Aƍ MERMƃO, a coisa realmente muda.
Toda a ação do livro estão nessas 40 pÔginas finais.

Ɖ obvio que nĆ£o salva o livro todo, mas faz o que precisa para uma trilogia, que Ć©: te deixa querendo mais.
NĆ£o sei se tenho coragem de encarar os outros 2 livros, mas a curiosidade fica e Ć© justamente no final que tu compra a briga da galera ali.

Pessoalmente falando eu acho bem complicado um livro de 400pg só te ganhar nos instantes finais. Eu paguei para ver uma história boa completa, certo?

Eu até acho que entendo os prêmios e a galera que elogia demais esse livro (mentira entendo não), mas pra mim a soma de plot + personagens num todo não encaixa tão bem.
Acho que a autora tem um mundo excelente e único, cheio de tramas políticas, mas ainda tem muito a melhorar. Talvez os próximos romances (é uma trilogia), sejam melhores jÔ que não foram premiados.
Resumindo, achei um livro ok, comeƧa mal, continua mal, vai terminando mal e melhora bastante.

JustiƧa Ancilar - Ann Leckie
Nota: 6/10


quinta-feira, 31 de maio de 2018


Stephen King é um daqueles autores que escrevem livros como se fosse aquela pessoa mais velha que senta do seu lado, te pega pela mão e diz: Vem cÔ que eu tenho uma boa história para te contar.
E ele faz isso mesmo.

Joyland é curto, simples, íntimo e... profundamente melancólico. SK não é chamado de mestre à toa.

Seguimos a história de Devin Jones, um jovem que é largado pela namorada e precisa lidar com as dores do rompimento do primeiro amor, até que descobre que um assassinato aconteceu no parque de diversões em que trabalha. Curioso ele decide pesquisar sobre aquele acontecimento horrível que aconteceu em um lugar tão mÔgico.

Parece simples demais né? E é mesmo, mas o que muda tudo são as pessoas. Sim. SK é mestre em criar personagens incríveis.

A história desse livro é aquele tipo de história que podia ter acontecido com um vizinho ou um parente seu. VÔrias coisas do protagonista aconteceram COMIGO por exemplo, e é isso que faz a obra do mestre ser tão aclamada. Apesar de ter algo fantasioso, afinal é ficção, as histórias de SK são aquelas histórias quase verdadeiras, que alguém te conta. A sensação é sempre essa.

E o final? Dolorido e surpreendente, principalmente por ser uma obra de SK (que tem sƩrios problemas em terminar seus livros).

O ponto negativo fica talvez para o mistério, que não é nada de outro mundo, porém a obra não é sobre isso e nem esse é o objetivo dela, então não é algo que atrapalhe.

Joyland é com certeza a melhor obra para começar a ler SK. Simples, direto, melancólico e humano.

Bem-vindo ao mundo do mestre.
Agora senta aqui que ele vai te contar uma história.

Joyland - Stephen King
Nota: 9/10

domingo, 27 de maio de 2018


Falar de PKD é sempre muito fÔcil, difícil é falar algo que não tenham dito ainda.
PKD é sem dúvida um dos maiores nomes da FC moderna, suas obras são bem conhecidas e inspiraram diversos filmes e series de TV.
Sonhos elétricos é uma coletânea de contos que inspiraram a série da Amazon.

Sendo bem sucinto.
NĆ£o gostei apenas do conto “Autofab

Os que mais gostei foram:
Humano Ć©” e “Foster, vocĆŖ jĆ” estĆ” morto.

Falarei um pouco deste Ćŗltimo, que entre os dois foi o que mais gostei.

Ele trata basicamente do uso da guerra como ferramenta para criar necessidade de certos produtos nas pessoas. Claro que isso jĆ” foi usado antes (1984, por exemplo), mas a forma como Ć© explorada no conto Ć© sensacional. Uma clara crĆ­tica ao consumismo desenfreado durante a guerra fria.
A genialidade nĆ£o estĆ” em “prever” um futuro, atĆ© porque o conto foi escrito em 1955 quando esse problema era presente, mas sim em esfregar na nossa cara como algo que existia naquela Ć©poca ainda persiste atĆ© hoje.

Ɖ possĆ­vel ver diversas crĆ­ticas ao capitalismo, principalmente neste conto (mas tambĆ©m em outros). PKD usa de suas realidades para fazer a gente pensar, como toda boa obra de Scifi. SerĆ” só exagero ou aviso?
Como dizem os sƔbios: REFLITAM....

O conto Ć© gratuito e estĆ” em DomĆ­nio PĆŗblico, vale a pena ler.

As introduções dos roteiristas da série dão realmente um charme a mais, apesar de nem todos os comentÔrios serem interessantes.
Abaixo segue um exemplo de bom trabalho.
Ɖ claro que o negócio Ć© este mesmo: a obra de PKD sempre vai ser relevante, porque ele via o mundo e as pessoas a seu redor com clareza Ć­mpar. Ele pensava e escrevia sobre a humanidade com precisĆ£o extraordinĆ”ria e, embora as circunstĆ¢ncias externas estejam em constante mudanƧa, esses atributos fundamentalmente humanos continuam sendo estagnados de uma maneira ao mesmo tempo linda e aterradora. O cinismo avanƧa, mas tambĆ©m a empatia o faz e, no mundo de PKD, esses dois atributos seguem de mĆ£os dadas, apoiando e combatendo um ao outro em igual medida.E, claro, ele esgueirou tudo isso sob o pretexto de ficção cientĆ­fica sensacionalista, atiƧando-nos a acreditar que talvez isso tudo seja apenas fantasia. Acontece que só depois que o conto acaba e damos mais uma conferida no mundo Ć  nossa volta Ć© que percebemos: tudo Ć© completamente verdade. -  Kalen Egan e Travis Sentell (Roteiristas da sĆ©rie)

Não gostei da tipografia. Prefiro a que a Aleph usou nos livros do Scalzi, mas isso é só uma frescura pessoal.

Listagem dos contos:
Peça de exposição
Autofab
Humano Ć©
Argumento de venda
O fabricante de gorros
Foster, vocĆŖ jĆ” morreu
A coisa-pai
O planeta impossĆ­vel
O passageiro habitual
O enforcado desconhecido

Sonhos ElƩtricos - Philip K. Dick
Nota: 8,5 / 10

terƧa-feira, 22 de maio de 2018


Misture Asimov com Philip K Dick, insira cenas Ôgeis cheia de robÓs, uma escrita Ôcida, Ôgil e divertida; bata tudo com uma boa dose de thriller policial e recheie com pensamentos filosóficos.
Adicione uma baita capa foda como cobertura.

Pronto, isso resume bem esse livro.

Scalzi jĆ” Ć© bem conhecido lĆ” fora justamente por esse seu estilo de escrita bem diferente do convencional.

A história em si nĆ£o Ć© nenhum primor de inovação. O livro Ć© quase como que uma homenagem a grandes nomes da FC e algumas coisas da cultura pop. O livro Ć© cheio de referĆŖncias, na verdade elas sĆ£o bem explicitas mesmo, e isso nĆ£o estraga, só realƧa esse “tempero”.
Os personagens são simples, mas é fÔcil você entrar na onda deles. O mundo é melhor trabalhado que os protagonistas, talvez seja uma característica de thrillers policiais medianos, e apesar disso a história funciona e desenvolve bem.

Com uma escrita Ôgil e empolgante mesmo que o mistério não seja nada fora do comum, ele é interessante o suficiente para saber como esse mundo funciona.
As discussƵes filosóficas que ele levanta tambĆ©m sĆ£o bem interessantes e bem trabalhadas. Ɖ bem capaz de te fazer refletir um pouco mesmo sem perceber, devido a leveza em que tudo Ć© feito, nĆ£o Ć© agressivo como normalmente Ć© feito.

A parte policial é realmente deixa um pouco a desejar, não é ruim, mas não é um primor, apesar de muito bem-feita e construída.
O final do livro eu também achei que poderia ser melhor, não a conclusão do problema e sim a forma como ele foi finalizado. Não sei explicar bem, mas senti que faltou algo mais.

Apesar de ter adorado o livro, sinto que realmente faltou algo aqui. Gostei muito, muito mesmo. Livro leve, divertido e moderno; mas fica um gostinho de quero mais no final. (Isso Ć© bom?)

Recomendo demais a leitura. Grande aposta da Aleph e não vejo a hora de ter mais material do Scalzi por aqui.

Encarcerados - John Scalzi
Nota: 9/10


quinta-feira, 17 de maio de 2018


Um clƔssico Ʃ um clƔssico!

Difícil falar algo que alguém jÔ não tenha dito, ainda mais se tratando desse livro. O livro é muito bom sim. Curtinho, dÔ para ler em 1 dia.
Não considero uma obra de terror, mas é um excelente suspense. A escrita é rÔpida e sem enrolação.

Duas coisas me incomodaram bastante.
  • Lila Ć© um daqueles personagens que parecem ter lido o roteiro. Ela sabe de tudo e sempre acerta. Ela sempre imagina exatamente o que precisa. Sim, isso Ć© bem comum pra Ć©poca do romance mas sempre me incomoda.
  • Logo no fim, quando Lila estĆ” no porĆ£o, ela abre a porta que sempre esteve trancada. Achei meio caĆ­do tb.

O filme, que também é um clÔssico é uma excelente adaptação, o próprio Hitchcock diz que o filme é basicamente o livro. O livro como sempre te dÔ aquela visão interna que o filme não consegue dar e por isso merece ser apreciado.

Leia o livro, veja o filme e assim como a maioria aproveite para amar odiar Norma(n) Bates.

Psicose - Robert Bloch
Nota: 8/10

Finalmente depois de uma série de livros não tao bons, minha senoide volta a subir.

Hex é um livro fora do comum, diria até que bem original. Conta com alguns percalços mas num geral é um livro muito legal e que me deu muitas ideias pra sessões de Horror. Apesar de evitar comparações, ele não é um SK.

A história do livro conta sobre uma cidade amaldiçoada, onde lÔ vive uma bruxa e se você chegar muito perto algo ruim acontece, e o autor vai te mostrando como é a vida das pessoas que precisam conviver com essa maldição e esse segredo.

O livro é basicamente um livro de horror. Pense em um filme de horror adolescente. A estrutura do livro lembra bastante esse tipo de coisa. Temo cortes de câmera, cenas e tudo mais. O terror sonda poucas partes do livro, o bicho pega mais nas descrições bizarras e loucas do autor. A própria bruxa em si fica mais como pano de fundo. O mote da história não é a vida dela e sim a vida das pessoas daquela cidade que CONVIVEM com a existência dela. Você não tem a visão dela, não tem muita informação sobre o passado dela, justamente pq não, o livro NÃO é sobre ela.

Cenas fortes e bizarras não foram economizadas. Se você curte essa bizarrice, é um prato cheio, você vai apreciar!


Uma coisa que me incomodou bastante foram algumas pontas soltas deixadas de forma desnecessÔria. Certas coisas eu não me importo de não saber, mas algumas eu quero saber SIM. Essa curiosidade forçada que alguns autores deixam é um golpe baixo e sujo na minha opinião.

Em certos pontos ele me lembrou Mestre das Chamas de Joe Hill, pois nesse livro ele basicamente trata a decadĆŖncia da humanidade. Uma merda federal aconteceu, como vocĆŖ acha que a humanidade vai reagir? Preciso dizer que vai dar merda? 

Confesso que achei os personagens mal trabalhados tambĆ©m. Ɖ tudo muito raso.

O final pecou pra mim. Conforme os últimos capítulos chegavam eu jÔ sabia que ficariam varias coisas abertas, mas a forma como o livro termina não teve um punch. Eu esperava mais. Eu mesmo imaginei algumas formas alternativas muito boas, mas geralmente os autores não tem culhao (nem obrigação, claro) de fazer.

Vale salientar que o autor deve ter um fetiche especial com tetas, sim, mamilos aparecem bastante no livro.


Spoiler alert!

Não espere unicórnios, ursinhos carinhosos ou alguém salvando todos no final. Esse livro, como todo bom filme ruim de terror é sobre derrocada e acredite, aqui tudo vai ladeira abaixo MESMO. Se você esperava uma história que vai te causando aquela agonia lenta, aquela claustrofobia, não vai ser aqui. Não me entenda mal, tudo isso você vai sentir, só não vai ser de forma lenta e nem devagar. Eu li em poucos dias e conforme ia entrando nesse mundo eu ia ficando preso.

Os capítulos finais são desgraças atrÔs de desgraças.

Se vocĆŖ conhece os estilos de RPG acho que assim como Lotfp ele se encaixa bem no conceito de Weird.

Eu gostei do livro e concordo que ele podia ser melhor aproveitado, apesar de não saber dizer como. Ele funciona ao que se propõe. Como disse no início, não é um SK, não são personagens incríveis e nem uma viagem dentro da psique humana, e se você não esperar isso dele, acredito que, assim como eu, você vai curtir essa viagem doida também.

HEX - Thomas Olde Hevelt
Nota: 8/10

domingo, 13 de maio de 2018


Infelizmente ainda continua minha falta de ideia e saco pra escrever, mas vou aproveitar e pelo menos citar algo sobre mais um tĆ­tulo.

2001 é uma obra bem conhecida de qualquer fã de sci-fi. Se você não conhece desculpa te falar, mas você não é fã. Sinto muito, sua carteirinha foi revogada.

Se você é fã, muito provavelmente você assistiu o filme do Kubrick e é principalmente com você que vou falar.

Se você não gostou do filme, o livro é BEM melhor e sem aquela lentidão do filme (apesar de ter alguns momentos que vou te falar...). A escrita é gostosa (num geral) e por momentos até agoniante, o que funciona muito bem em alguns acontecimentos. A história é melhor desenvolvida principalmente pq se pode trabalhar o interior dos personagens. Tudo acaba fazendo mais sentido e funciona muito bem como um complemento ao filme, te mostrando lados que o filme não mostra e trazendo mais luz e sentido a outros.

Se você gostou do filme seu maluco do caralho, o livro vai casar ainda mais as histórias e te mostrar coisas de uma forma que o filme não consegue. Acredite, estar dentro da cabeça de alguns personagens é sensacional e muito revelador, algo que o filme não consegue entregar.

Muita gente fala do final do livro... eu achei bem mehh. Pode me odiar por dizer isso.

Continuo achando que Ć© uma obra obrigatória para um fĆ£ de sci-fi, pelo menos pra conhecer os clĆ”ssicos. A imaginação do autor pra uma Ć©poca onde nada daquilo havia acontecido Ć© sensacional. Sem contar que acho que funciona melhor mesmo como um complemento ao filme. Gaste suas horas de vida com os dois e perceba as diferentes nuances. Eu fiz e nĆ£o me arrependi e olha que nĆ£o sou tĆ£o fĆ£ do filme. Vamo combinar que vocĆŖ jĆ” gastou sua vida em coisa pior.

A edição também é muito maneira. Desde o livro que imita um monólito até os contos no final que mostram o material em que a história foi baseada.

Minha recomendação é ler 2001 e parar por aqui. As continuações entram numa viagem de Ôcido psicodélica demais (até pra mim).

2001: Uma Odisseia No EspaƧo - Arthur C. Clarke
Nota:7/10



Confesso andar meio sem saco de escrever e principalmente sem inspiração para tal. Mas, aproveitando para pelo menos deixar registrado minha sensação ao ler esse título.
Shirley Jackson é uma autora bem conhecida e até muito recomendada por autores dos quais sou muito fã, porém, essa obra não foi o melhor começo pra minha pessoa.

Talvez eu seja realmente um completo ignorante desconhecedor de artes do mundo e incapaz de encontrar genialidade (não seria a primeira vez que me falam isso...) mas eu só não consegui encontrar a cereja do bolo aqui.

A história cumpre seu papel ao entregar uma estranheza. Isso realmente ela entrega e SPOILER: Isso é tudo que ela entrega.

A história nĆ£o fecha. Ɖ tipo aquelas piadas mal contadas que nĆ£o tem final e ninguĆ©m ri.

O “mistĆ©rio” que assombra o livro Ć© revelado de forma bem tranquila pela autora e vocĆŖ passa o livro todo buscando a pegadinha.

Mas talvez a pegadinha seja justamente essa. NĆ£o tem pegadinhas.

Ɖ um livro curtinho, nĆ£o Ć© de todo mal, mas Ć© longe de ser bom. Ele Ć© ESTRANHO. Vale ler pra matar a curiosidade e conhecer personagens bem fora do comum. NĆ£o espere nada sensacional e talvez algo ali te agrade.

Preciso ler mais livros desta simpƔtica senhora, pois elogiada sei que ela Ʃ.

Sempre Vivemos No Castelo - Shirley Jackson
Nota: 6/10